Oferta de Disciplinas

Oferta de Disciplinas 2018.1

30/01/2018 - CursosMatrícula
COM536 – CONTEMPORANEIDADE, COMUNICAÇÃO E CULTURA – 4CR – 68h
Disciplina Obrigatória – Mestrado e Doutorado
Prof. Wilson Gomes (wilsonsg@terra.com.br)
Quarta-Feira, das 14h50min. às 18h30min.

COMA70 – TEMAS ESPECIAIS EM METODOLOGIA DE ANÁLISE DE PRODUTOS E LINGUAGENS DA CULTURA MEDIÁTICA – 2CR – 34h
Profs. Maria Carmem Jacob de Souza (mcjacobsg@gmail.com) e Rodrigo Lessa (lessaro@gmail.com )
Quinta-feira, das 13h55min. às 15h45min – A combinar.
A disciplina ocorrerá das 14h às 18h, quinzenalmente.

COMA71 – TEMAS ESPECIAIS EM METODOLOGIAS DA ANÁLISE DA RECEPÇÃO – 2CR – 34h
Prof. Guilherme Maia
Terça-feira, das 13h55min. às 15h45min.
A disciplina ocorrerá das 14h às 18h, quinzenalmente.

COMA78 – CIBERPOLÍTICA E CIBERDEMOCRACIA – 4CR – 68h
Prof. Wilson Gomes
Horário a combinar
EAD

COMA79 – POLÍTICAS DA COMUNICAÇÃO E DA INFORMAÇÃO – 4CR – 68h
Prof.ª Jussara Borges de Lima
Terça-Feira, das 13h55min. às 17h35min.

COM790 – PESQUISA ORIENTADA – AT
Horário a Combinar

COM791 – TIROCÍNIO DOCENTE ORIENTADO – AT
Horário a Combinar
      PLANOS DE CURSO      
COM536 – CONTEMPORANEIDADE, COMUNICAÇÃO E CULTURA – 4CR – 68h
Disciplina Obrigatória – Mestrado e Doutorado
Prof. Wilson Gomes
Quarta-Feira, das 14h50min. às 18h30min.
AGUARDE PUBLICAÇÃO
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COMA70 – TEMAS ESPECIAIS EM METODOLOGIA DE ANÁLISE DE PRODUTOS E LINGUAGENS DA CULTURA MEDIÁTICA – 2CR – 34h
Prof.ª Maria Carmem Jacob de Souza
Quinta-feira, das 13h55min. às 15h45min – A combinar.
A disciplina ocorrerá das 14h às 18h, quinzenalmente.
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EMENTA

Abordagens poéticas contemporâneas que examinam estilo e autoria nos produtos culturais midiáticos, especialmente na ficção seriada ficcional para televisão e internet, segundo metodologias que relacionam a análise poética dos produtos com os processos de criação, produção, circulação, consumo e recepção. Ênfase nas contribuições de Michael Baxandall, John T. Caldwell, David Bordwell, Jeremy G. Butler, Kristin Thompson.

OBJETIVOS

A questão do estilo de diretores, roteiristas e outros profissionais que atuam na criação e produção da ficção audiovisual contemporânea provoca importantes reflexões no campo das práticas analíticas de produtos da cultura mediática. Na disciplina COMA70, ofertada em 2016.1, tratamos das abordagens metodológicas de Ernest Gombrich, Michael Baxandall, David Bordwell e Pierre Bourdieu sobre o estilo das obras e dos criadores que atuam no campo da produção cultural mediática contemporânea. Na disciplina COMA67, em 2017.1, ampliamos esses estudos por meio de uma experiência imersiva nas malhas teóricas e nos programas de pesquisa de Bourdieu, Caldwell e Couldry, autores que permitem problematizar métodos de análise das relações entre os estilos dos autores da ficção audiovisual e os contextos de produção, distribuição e recepção dessas obras (fílmicas, televisivas, publicitárias, entre outras). Na proposta desta disciplina COMA70, em1981.1, o intuito é aprofundar o debate sobre as abordagens recentes que se dedicam a análise do estilo na ficção seriada contemporânea exibida na televisão e na internet, reconhecendo a confluência das perspectivas que se dedicam ao exame da autoria na ficção fílmica e literária (dos romances, da dramaturgia cênica até aos comics).

DINÂMICA DE TRABALHO

Esta disciplina visa um passeio cuidadoso pelos programas de pesquisa dos autores selecionados. A turma será dividida em pequenos grupos. Cada um deles será responsável pela apresentação de textos previamente selecionados sobre os pontos nodais das abordagens teóricas e metodológicas destes autores.
Pretende-se estimular uma leitura crítica e comparativa entre as abordagens selecionadas. Os grupos serão, inicialmente, os condutores das linhas de argumentação que estabelecerão os pontos de aproximação e diferenciação entre elas. Maiores detalhes sobre esta atividade serão apresentados em sala, no primeiro dia de aula.

AVALIAÇÃO
Apresentação dos seminários (4 pontos). Artigo acadêmico que sintetize a abordagem metodológica de um ou mais autores examinados no curso, até 20 páginas, times new roman, fonte 12, espaço 1,5. (6 pontos). Prazo de entrega do trabalho final: até 40 dias após o encerramento do curso

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BAXANDALL, M. Padrões de Intenção. São Paulo: Editora Schwarcz, 2006.
________________ O olhar renascente. Pintura e experiência social na Itália da Renascença. Tradução de Maria Cecília Preto R. Almeida. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991.
BORDWELL, David. Figuras traçadas na luz: a encenação no cinema. Campinas: Papirus, 2008.
_________________. Sobre a História do Estilo Cinematográfico. Tradução Luís Carlos Borges. Campinas, São Paulo: Editora Unicamp, 2013.
_________________ e THOMPSON, Kristin. A arte do cinema: Uma introdução. Tradução: Roberta Gregoli. Campinas, SP: Editora da Unicamp; São Paulo, SP: Editora da USP, 2013.
BUTLER, J. Television Style. New York: Routledge, 2010.
______. Television: critical methods and applications. 3. ed. New York & London: Routledge, 2009 [2006].
CARDWELL, Sarah. “Television Aesthetics and Close Analysis: style, mood and engagement in Perfect Strangers (Stephen Poliakoff, 2001). In: Style and Meaning: Studies in the detailed analysis of film (Douglas Pye and John Gibbs, eds.). Manchester University Press (2005): pp. 179,194;
__________. “Television aesthetics”. In: Critical Studies in Television, 1/1 (2006): pp. 72,80
__________. “Television Aesthetics: Stylistics and beyond”. In: Television Aesthetics and Style (J. Jacobs, S.Peacock, Eds.). London: Bloombury (2013): pp. 23,44;
CALDWELL, John T. Production Culture: Industrial Reflexivity and Critical Practice in Film and Television. California: Duke University Press, 2008.
_________________ Televisuality: Style, Crisis and Authority in American Television. New Brunswick: Rutgers University Press, 1995.
MITTELL, J. Television and American Culture. New York: Oxford University Press, 2010.
______. Genre and television. London and New York: Routledge, 2004.
PEACOCK, Steve. Hollywood and Intimacy: style, moments, magnificence. London: Palgrave, 2012.
_________. and JACOBS, J. (ed.) Television Aesthethics and Style. Bloomsbury Academic, 2013.
ROCHA, Simone Maria. Estudios visuales y estilo televisivo: porque no existen medios puramente visuales. CHASQUI. REVISTA LATINOAMERICANA DA COMUNICACIÓN, v. 135, p. 297-316, 2017.
______O estilo televisivo e sua pertinência para a TV como prática cultural. 1. ed. Florianópolis: Insular Livros, 2016. 280p.
______“Os visual studies e uma proposta de análise para as (tele)visualidades. In: Significação. 43/46 (2016): pp. 179, 200;

______ PUCCI JUNIOR, R. L. (Org.). Televisão: entre a metodologia analítica e o contexto cultural. 1. ed. São Paulo: A lápis, 2016. v. 1. 180p.
SILVA PICADO, J.B. Questões de Estilo em Formatos Seriados: explorando a obra de Aaron Sorkin (Sports Night, The West Wing,The Newsroom). Notas da disciplina Introdução à Ficção Seriada Televisiva (UFF/Estudos Culturais e Mídia). Disponível em https://aaronsorkingec362.blogspot.com.br/2017/08/apresentacao-do-curso-e-conteudo.html?view=sidebar. 2017
THOMPSON, Kristin. Storytelling in film and television. Cambridge e Londres: Harvard University Press, 2003.

 

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COMA71 – TEMAS ESPECIAIS EM METODOLOGIAS DA ANÁLISE DA RECEPÇÃO – 2CR – 34h
Prof. Guilherme Maia
Terça-feira, das 13h55min. às 15h45min.
A disciplina ocorrerá das 14h às 18h, quinzenalmente.
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EMENTA
Exame dos pressupostos e estratégias metodológicas das práticas de análise de produtos e/ou linguagens da cultura mediática (produtos e/ou linguagens televisivos, fotográficos, publicitários, fílmicos, jornalísticos).

TEMA DO COMPONENTE
Canção popular e cinema: estudos de caso.

OBJETIVOS
Fornecer recursos teóricos, conceituais e lexicais para a prática de análise das operações semânticas, sintáticas e expressivas da canção popular aplicada em produtos audiovisuais. Exercitar a audiovisão analítica por meio da prática sistemática de análises e meta-análises.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

- A sinergia entre cinema e canção popular: o caso de Hollywood.
- A tradição cancionista do cinema brasileiro: sinergia, preconceito (?) e o caso dos musicais;
- Canção, fábula e narrativa: a poética musical de Pedro Almodóvar;
- Canção e montagem: o caso da sequência Danny boy
- A canção que não estava lá: o caso de Rita Pavone em Nove Rainhas (Nueve Reinas, Fabián Bielinsky, 2000)
- Canção na ficção seriada: o caso de Keep that old kind of music em Lost.
- Sur (Fernando Solanas, 1988): cinema, música e política
- Canção popular e documentário: a poética de Eduardo Coutinho.
- O que ocorrer

METODOLOGIA
Aulas expositivas; discussão de textos; exercícios de análise; produção de artigos/ensaios.

AVALIAÇÃO
Artigo ou ensaio em torno de 15 páginas, dedicado a um estudo de caso sobre os modos de operação da canção popular em produtos audiovisuais. Normas: fonte Times New Roman, corpo 12, espaçamento 1,5. Texto de até 15 páginas. Normalizado segundo regras da ABNT. O artigo deve, se possível, estar articulado com o objeto ou o problema da pesquisa da(o) discente.
Nos dois últimos encontros, cada estudante deve apresentar, oral e audiovisualmente, o projeto de artigo que pretende escrever. O artigo final deve ser entregue 30 dias após o encerramento do semestre letivo, rigorosamente.

BIBLIOGRAFIA

BÁSICA:

CHION. La música en el cine. Barcelona: Paidós, 1997. Tradução de: La musique au cinéma (Paris: Fayard, 1995).
EISENSTEIN, Sergei. A forma do filme. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002a. Tradução de: Film Form ([S.l.]: Harcourt, 1949), versão em inglês do original russo.
GORBMAN, Claudia. Unheard Melodies: Narrative Film Music. London: BFI, 1987.
LACK, Russell. La música en el cine. Madrid: Cátedra, 2004. Tradução de: Twenty Four Frames Under: A Buried History of Film Music (London: Quartet, 1999).
MAIA, Guilherme. & SERAFIM, José. F. (orgs.) Ouvir o documentário: vozes, música, ruídos. Salvador: EDUFBA, 2015.
MÁXIMO, João. A música no cinema. Rio de Janeiro: Rocco, 2004.
MIRANDA, Suzana R. Música, cinema e a constituição do campo teórico. Revista Contracampo. Niterói, nº 23, pp. 160-70, 2011
SMITH, Jeff. The sounds of commerce: marketing popular film music. New York: Columbia University Press, 1998.
ROBERTSON, Pamela e KNIGHT, Arthur. Soundtrack available: essays on film and popular music. London : Duke University Press, 2001.

COMPLEMENTAR:

ADORNO, Theodor; EISLER, Hanns. Composing for the films. London: Athlone, 1994. (1.ed. New York: Oxford University, 1947).
BERCHMANS, Tony. A música do filme. São Paulo: Escrituras, 2006.
BOUHABEN, Miguel A.; COELHO, Sandra S.; MAIA, Guilherme . Vozes da guerra, cantos de amor: um documentário-balada sobre meninos soldados. Doc on-line: revista digital de cinema documentario, v. 1, p. 61-84, Série: 22, 2017.
BUHLER, James; FLINN, Caryl e NEUMEYER, David (eds). Music and Cinema. London: Wesleyan University Press, 2000.
CHION, M. A audiovisão: som e imagem no cinema. Lisboa: Texto & Grafia, 2008.
CREEKMUR, Corey; MOKDAD, Linda (orgs.). The International Film Musical. Edinburgh: Edinburgh University Press, 2012.
DOURADO, Henrique A. Dicionário de termos e expresões da música. São Paulo: Editora 34, 2004.
FERREIRA, Suzana C. S. Os filmes musicais cariocas dos anos 30 e 40 ou Alice através do espelho. Dissertação (Mestrado em História) – UFMG, Belo Horizonte, 1999.
FLINN, Carol. Strains of Utopia: Gender, Nostalgia, and Hollywood Film Music. New Jersey: Princeton University, 1992.
FREIRE, Rafael de L. Nas trilhas do cinema brasileiro. Rio de Janeiro: Tela Brasilis, 2009.
GOLDMAN, D., KRAMER, L. e LEPPERT, R. (Orgs.) Beyond the soundtrack: representing music in cinema. Berkeley: University of California Press, 2007.
GUERRINI, Irineu, Jr. A música no cinema brasileiro dos anos sessenta: inovação e diálogo. Tese (Doutorado em Comunicação) – USP, São Paulo, 2002.
JAUBERT, Maurice. Music on the screen. In: DAVY, Charles (ed). Footnotes to the film. Nova Iorque: Arno Press, 1970.
LONDON, Kurt. Film Music: A Summary of the Characteristic Features of its History, Aesthetics, Techniques and its Possible Developments. London: Arno, 1970. (1.ed. Faber & Faber, 1936).
MAIA, Guilherme. Elementos para uma poética da música dos filmes, Curitiba: Editora Appris, 2015.
MAIA, Guilherme. A música extradiegética no cinema comercial brasileiro contemporâneo: um estudo sobre as funções da música nos filmes brasileiros indicados ao Oscar nos anos 90. Dissertação (Mestrado em Musicologia) – UNIRIO, Rio de Janeiro, 2002.
MAIA, Guilherme e GUIMARÃES, Leandro A. Tangos, ditaduras e carnavais: entrevista sobre o cinema musical argentino. Revista Extraprensa (USP), v. 11, p. 301-307, 2017.
MAIA, Guilherme, SARMIENTO, Guilherme, FÉLIX, André. Entrevista com Antônio, Carlos Fontoura. In: Revista CineCachoeira, Ano VI, No 9 , 2016. Transcrição de João Marciano Neto.
MAIA, Guilherme; AZEVÊDO, Euro . O Musical em transe: uma análise de filmes musicais realizados por diretores modernos no Brasil. In: Antonio Costa Valente; Rita Capucho. (Org.). AVANCA CINEMA 2015. 1ed.Avanca, Portugal: Edições Cine-Clube de Avanca, 2015, v. 1, p. 665-672.
MAIA, Guilherme; COELHO, Sandra. Em busca do tesouro: rock e juventude em dois momentos do cinema musical brasileiro. Extraprensa (USP), v. 9, p. 124-138, 2015.
MAIA, Guilherme; RAVAZZANO, Lucas . O Cinema Musical na América Latina: uma cartografia. Significação: Revista de Cultura Audiovisual, v. 42, p. 212-231, 2015.
MAIA, Guilherme; RAVAZZANO, Lucas. A narrativa de duplo foco na dramaturgia do musical cinematográfico clássico de Hollywood. Repertório Teatro & Dança, v. 17, p. 58-66, 2014
MAIA, Guilherme. Os filmes musicais no Brasil: uma cartografia preliminar dos musicarnavelescos às cinebiografias contemporâneas. In: VALENTE, Antônio C.; CAPUCHO, Rita.. (Org.). Avanca Cinema International Conference 2014. 1ed.AVANCA, Portugal: Edições Cine-Clube de Avanca, 2014, v. 1, p. 855-861.
MAIA, Guilherme. A voz da mulher que chora: as canções dos filmes de Pedro Almodóvar. Revista Repertório : teatro e dança, Ano 11, Número 11, pp. 13-19, 2008.
MOURA, Fernando. Trilhas sonoras: entre o mundo encantado e a vida real. Rio de Janeiro: Editora Música e Tecnologia, 2017.
PEREIRA, Carlos E. A música no cinema silencioso no Brasil. Rio de Janeiro: Museu de Arte Moderna, 2014.
ROGERS, Holly. Music and sound in documentary film. New yorl/London: Routledge, 2015.
ROSA, Ronel Alberti da. Música e mitologia do cinema: na trilha de Adorno e Eisler. Ijuí, Rio Grande do Sul: Unijuí, 2003.
SABANNEV, Leonid. Music for the Films: A Handbook for Composers and Conductors. New York: Arno, 1978. (1.ed. London: Pitman, 1935).
SADIE, Stanley (Org.). Dicionário Grove de música: edição concisa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.
SARMIENTO, Guilherme e RAVAZZANO, Lucas. Entrevista com Ana Rieper: documentários musicais como um território de afetos. In: Doc On-line, n. 22,
SARMIENTO, Guilherme. O sabor da melancia: um musical exótico. In: Revista CineCachoeira, ANO III N 5 2013.
STILWELL, Robynn J. Music in Films: A Critical Review of Literature, 1980-1996. The Journal of Film Music, v.1, n.1, p.19-61, 2002. Disponível em: <http://www.ifms-jfm.org/stilwell.pdf>.
TAGG, Philip. Music Analyses for ‘Non-Musos’: Popular Perception as a Basis for Understanding Musical Structure and Signification. In: Conference on Popular Music Analysis, 2001, Cardiff.
TAGG. Musical Meanings, Classical and Popular. The Case of Anguish. [S.l.]: [s.n.], 2004.
TRAGTENBERG, Lívio. Música de cena. São Paulo: Perspectiva, 1999.
VIANY, Alex. Notas sobre o som e a música no cinema brasileiro. Cinemais: Revista de cinema e outras questões audiovisuais, Rio de Janeiro, n.31, p.53-64, 2001.

 


COMA78 – CIBERPOLÍTICA E CIBERDEMOCRACIA – 4CR – 68h
Prof. Wilson Gomes
Horário a combinar
EAD
AGUARDE PUBLICAÇÃO

COMA79 – POLÍTICAS DA COMUNICAÇÃO E DA INFORMAÇÃO – 4CR – 68h
Prof.ª Jussara Borges de Lima
Terça-Feira, das 13h55min. às 17h35min.
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EMENTA:
 Competência em comunicação como objeto de investigação, desde sua evolução conceitual e normativa até projetos concretos de aplicação e avaliação de programas e tendências. Leitura e escrita em web social como campo de aprendizagem e trabalho colaborativo. Princípios da competência em comunicação para a gestão de conteúdos, a edição colaborativa e a comunicação ética da informação. Modelos e indicadores de avaliação da competência em informação. Tendências de pesquisa em competência em comunicação: competências infocomunicacionais, media literacy, new media literacy, metaliteracy.


OBJETIVOS:

 Compreender o contexto de emergência e evolução da competência em comunicação no âmbito da Comunicação da sociedade contemporânea, amparada em conceitos como: conectivismo, cultura participativa, etiquetagem social, redes de conhecimento, tecnologias móveis e Ciência Aberta;
 Conhecer a terminologia, o conceito e as normas e metodologias inerentes à promoção de competências em comunicação;
 Desenvolver projetos e pesquisas inovadoras pautadas na promoção de conhecimentos, habilidades, atitudes e comportamentos saudáveis relacionados à comunicação.

METODOLOGIA

 Exposições participadas;
 Discussões conceituais e metodológicas baseadas em pesquisas e análise documental;
 Experiências de promoção das competências;
 Seminários.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

Unidade 1: A comunicação na sociedade contemporânea
 Conceito e características: cultura participativa, etiquetagem social, redes de conhecimento, tecnologias móveis e Ciência Aberta
 Comunicação e Competência em comunicação
 Competência em comunicação: conceitos e programas de promoção

Unidade 2: Competências em comunicação
 Estabelecimento e manutenção da comunicação com diferentes públicos
 Distribuição e disseminação de conteúdos
 Participação em ambientes de mídias colaborativas
 Desenvolvimento de redes sociais
 Privacidade, ética e propriedade intelectual
Competências em informação
 Necessidade e acesso à informação
 Fontes de informação
 Compreensão e análise da informação
 Avaliação crítica da informação
 Organização, uso e síntese da informação
 Produção e criação de conteúdos

Unidade 3: Temas emergentes
 Competências infocomunicacionais
 Media literacy
 New Media Literacy
 Conectivismo
 Metaliteracy

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BORGES, Jussara. Participação política, internet e competências infocomunicacionais: evidências a partir de organizações da sociedade civil de Salvador. Salvador: EdUFBA, 2013.
JENKINS, H. Confronting the challenges of participatory culture: Media education for the 21st century Cambridge (Massachussets): Mit Press, 2009.
LIMA, Clóvis R. M.; SANTINI, Rose Marie. Produção colaborativa na sociedade da informação. Rio de Janeiro: E-papers, 2008
PASSARELLI, Brasilina; SILVA, Armando M.; RAMOS, Fernando. E-Infocomunicação: estratégias e aplicações. São Paulo: Senac, 2014
PRIMO, Alex. Interação mediada por computador: comunicação, cibercultura, cognição. 3. ed. Porto Alegre: Sulina, 2011.
SIEMENS, G. Conociendo el conocimiento: Nodos Ele, 2010.
UNESCO. Media and information literacy: policy & strategies. Paris, 2013
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
AREA-MOREIRA, M.; RIBEIRO-PESSOA, M.T. De lo sólido a lo líquido: las nuevas alfabetizaciones ante los cambios culturales de la Web 2.0. Comunicar: Revista Científica de Comunicación y Educación, v. 19, n. 38, p. 13-20, 2012. BORGES, Jussara. Competências infocomunicacionais na atuação política de organizações da sociedade civil. Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação, v. 7, p. 81-102, 2014.
CERIGATTO, M.P.; CASARIN, H. Novos leitores, novas habilidades de leitura e significação: desafios para a media e information literacy. Informação & Sociedade: Estudos, v. 25, n. 1, p. 52, 2015.
CUEVAS-CERVERO, A.; MARQUES, M.; PAIXÃO, P.B.S. A alfabetização que necessitamos: informação e comunicação para a cidadania. Informação e Sociedade, v. 24, n. 2, p. 35-48, 2014.
DEMO, P. Alfabetizações: desafios da nova mídia. Ensaio, v. 15, n. 57, p. 543-564, out./dez. 2007.
DUDZIAK, E. A. Competência informacional e midiática no ensino superior: desafios e propostas para o Brasil. Prisma.com, v. 13, p. 1-19, 2011.
DUNAWAY, M.K. Connectivism: learning theory and pedagogical practice for networked information landscapes. Reference Services Review, v. 39, n. 4, p. 675-685, 2011.
FERRÉS PRATS, J.; PISCITELLI, A. La competencia mediática: propuesta articulada de dimensiones e indicadores. Comunicar: Revista científica iberoamericana de comunicación y educación, n. 38, p. 75-82, 2012.
FLEURY, M. T. L.; FLEURY, A. Construindo o conceito de competência. RAC, v. Edição especial, p. 183-196, 2001.
GONZÁLEZ FERNÁNDEZ-VILLAVICENCIO, N. Alfabetización para una cultura social, digital, mediática y en red. Revista Española de Documentación Científica, v. 35, n. Monográfico, p. 17-45, 2012.
HABERMAS, J. Teoria do agir comunicativo. São Paulo: Martins Fontes, 2012
JACOBSON, T.E.; MACKEY, T.P. Proposing a metaliteracy model to redefine information literacy. Communications in Information Literacy, v. 7, n. 2, p. 84-91, 2013.
LEE, L. et al. Understanding new media literacy: The development of a measuring instrument. Computers & Education, v. 85, p. 84-93, 7 2015.
MACKEY, T.P.; T.E. JACOBSON. Metaliteracy: reinventing informartion literacy to empower learners London: Facet, 2014
MARQUES, M. Ação comunicativa e de informação: modelo transdisciplinar para o aprender a aprender. Revista Ibero-Americana de Ciência da Informação, v. 8, n. 2, p. 194-211, 2015.
MOELLER, S. et al. Towards media and information literacy indicators Paris: Unesco, 2011.
MONTALVO, J.A.C. La competencia comunicativa en la formación universitaria. In: LAZO, C.M., LACRUZ, M.C.A. & ARTUR, M.I.U. (Orgs.) Competencias interdisciplinares para la comunicación y la información en la sociedad digital: Icono 14, 2012.
PATROCÍNIO, T. A educação e a cidadania na era das redes infocomunicacionais. Revista FACED, v. 15, p. 47-62, jan./jul. 2009.
PHILLIPPI, A.; AVENDAÑO, C. Empoderamiento comunicacional: competencias narrativas de los sujetos. Comunicar: Revista Científica de Educomunicación, v. 18, n. 36, p. 61-68, 2011.
STORDY, H.P. Taxonomy of literacies. Journal of Documentation, v. 71, n. 3, p. 456-476, 2015.

Oferta de Disciplinas 2017.1

14/03/2017 - CursosMatrículaSeleção

DISCIPLINAS E PROGRAMAS

COM536 – CONTEMPORANEIDADE, COMUNICAÇÃO E CULTURA
(Obrigatória Para o Mestrado e para o Doutorado – Colegiados 337 e 351)
Carga Horária: 68h Créditos: 4
Prof. Dr. Wilson da Silva Gomes
Quarta-feira, das 14h50min. às 18h30min

COM524 – TEMAS EM COMUNICAÇÃO E CULTURA CONTEMPORÂNEAS
Carga Horária: 68h Créditos: 4
Profs. José Carlos Santos Ribeiro e Maria Lucineide Andrade Fontes (Os Professores dividirão a carga horária)
Terça-feira, das 13h55min. às 17h35min.

COMA67 – TEMAS EM TEORIAS DA ANÁLISE DE PRODUTOS E LINGUAGENS DA CULTURA MEDIÁTICA
Carga Horária: 68h Créditos: 4
Profs. Maria Carmem Jacob de Souza e Ludmila Moreira Macedo de Carvalho
Terça-feira, das 13h55min. às 17h35min.

COMA81 – ESTUDOS AVANÇADOS EM COMUNICAÇÃO E POLÍTICA I
Carga Horária: 34h Créditos: 2
Profª. Jussara Borges de Lima
Quinta-feira, das 13h55min. às 15h45min.

COMA82 – ESTUDOS AVANÇADOS EM COMUNICAÇÃO E POLÍTICA II
Carga Horária: 34h Créditos: 2
Prof. Wilson da Silva Gomes
Sexta-feira, das 08h50min. às 10h40min.

COMA68 – TEMAS EM PRÁTICAS DA ANÁLISE DA RECEPÇÃO
Carga Horária: 68h Créditos: 4
Profs. José Francisco Serafim e Sandra Straccialano Coelho
Sexta-feira, das 13h55min. às 17h35min.

COM790 – PESQUISA ORIENTADA
Horário a Combinar (Trata-se de atividade, não tendo horário definido)

COM791 – TIROCÍNIO DOCENTE ORIENTADO
Horário a Combinar (Trata-se de atividade, não tendo horário definido)

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

COM536 – CONTEMPORANEIDADE, COMUNICAÇÃO E CULTURA
(Obrigatória Para o Mestrado e para o Doutorado – Colegiados 337 e 351)
Carga Horária: 68h Créditos: 4
Prof. Dr. Wilson da Silva Gomes
Quarta-feira, das 14h50min. às 18h30min

“MEDIA EFFECTS”: NOVAS PERSPECTIVAS

I – Descrição

Na disciplina serão examinados alguns dos principais modelos teórico-metodológicos vigentes, neste momento, nos estudos de comunicação. Tais modelos pertencem ao mainstream da pesquisa em comunicação de massa, representado pelos ambientes científicos anglo-americanos e anglófonos. Nesses ambientes, o cerne da pesquisa em comunicação se concentra nos estudos sobre os chamados efeitos ou impactos cognitivos e comportamentais dos meios de massa (“media effect”). Aquilo que no Brasil geralmente é denominado “teoria da comunicação” é uma resenha dos modelos teórico-metodológicos dos estudos de media effects e da sua aplicação aos fenômenos sociais. Tais resenhas, em geral, alcançam até o início dos anos 1980, deixando o estudioso sem informação sobre os modelos e as teorias contemporâneas, aplicadas aos problemas contemporâneas. A meta desta disciplina é examinar as questões e os principais modelos teórico-metodológicos, ainda em uso nos anos 1990 e 2000.
II – Responsabilidades dos Estudantes

1. Participação

Espera-se dos estudantes que leiam com atenção e profundidade a bibliografia do curso. A literatura solicitada deve ser lida necessariamente e é destinada a oferecer ao estudante a possibilidade de compreensão dos elementos básicos e da aplicação do modelo teórico-metodológico. Espera-se, além disso, que os estudantes participem das discussões em classe e que estejam preparados para tanto fazendo as leituras prévias e as revisões necessárias. A participação em classe vale 20% e irá certamente influenciar a nota final.

A maior parte das classes será empregada em seminários, com participação direta dos estudantes. Os seminários deverão promover uma revisão consistente de literatura sobre “media effects” de modo a produzir uma compreensão adequada do estado da arte nesta especialidade. As leituras servirão como fundamentação e ponto de partida para as discussões conduzidas pelos alunos e supervisionadas pelo professor. Espera-se uma leitura que não tome as asserções dos textos lidos como verdade absoluta; a leitura que se espera deve ao mesmo tempo ser cuidadosa e desafiar as conclusões e premissas do autor, além apresentar as próprias posições de maneira argumentada e fundamentada. Os estudantes devem sentir-se livres para apresentar questões acerca das leituras e dos comentários dos outros estudantes, e para propor as próprias alternativas.
2. Tarefas

As tarefas fundamentais consistem na preparação dos seminários e na preparação de um trabalho final. A cada aula, as atividades das classes seguintes serão atribuídas, assim como as obrigações de relatoria e debate. Para cada texto o estudante deverá preparar uma ficha modelo de leitura, que será entregue previamente ao professor. Os seminários dependem da preparação dos estudantes, portanto ausências e o não cumprimento das tarefas terão graves consequências sobre o coletivo.
3. Exames e Notas

Além das tarefas mencionadas, os estudantes deverão produzir um trabalho final, monográfico, sobre um dos tópicos do curso (até 8000 palavras, incluídas notas de rodapé e referências), na forma de um artigo científico.

As notas finais dos estudantes serão baseadas nos seguintes critérios:

Monografia final 40% da nota final
Participação em classe 20% da nota final
Preparação e apresentação dos seminários 40% da nota final

A frequência às classes é obrigatória, nos horários e dias previstos. Impontualidade será considerada descortesia. Os estudantes ausentes das classes no momento da chamada receberão falta. A participação em classe irá certamente influenciar a nota final.

PROGRAMA

I – A pesquisa sobre os efeitos da comunicação: os primeiros cinquenta anos.

Walter Lippmann, jornalismo e opinião de massa; Propaganda e psicologia, de Harold Lasswell a Carl Hovland; Lazarsfeld e equipe de “The People’s Choice” (1944) a “Voting” (1954).

II – Os principais modelos teóricos e metodológicos: os últimos quarenta anos.

1. Quem pauta? Da hipótese do agenda-setting à ideia do segundo nível de agendamento.

2. A Espiral do Silêncio como hipótese da formação da opinião pública.

3. A hipótese do cultivo de representações e comportamentos pela televisão.

4. O efeito do efeito pressuposto: Third-Person Effect.

5. A hipótese do enquadramento: Media Framing.

6. A hipótese do Media Priming.

7. O fenômeno da comunicação adversária: Media Hostil Phenomenon
LEITURAS

LEITURAS INTRODUTÓRIAS

BRYANT, J.; THOMPSON, S. Fundamentals of media effects. Boston: McGraw Hill, 2002.
DE FLEUR, M.; BALL-ROKEACH, S. Teorias da comunicação de massa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993.
JEFFRES, L. W. Mass media effects. Prospect Heights: Waveland Press, 1997 3.
MCQUAIL, D. Teoria da comunicação de massas. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2003. [1983]
WOLF, M. Teorias da comunicação. Lisboa: Ed. Presença, 1995.
WOLF, M. Los efectos sociales de los media. Barcelona: Paidós, 1994.

LIVRO TEXTO

BRYANT, J.; ZILMANN, D. (org.) Media effects: advances in theory and research. New Jersey: Lawrence Erlbaum, 2002.

MATERIAL DE TRABALHO

A bibliografia completa será entregue no primeiro dia de aula, assim como o conjunto dos artigos, em PDF, que deverão ser lidos ou consultados durante os seminários.

 

COM524 – TEMAS EM COMUNICAÇÃO E CULTURA CONTEMPORÂNEAS
Carga Horária: 68h Créditos: 4
Profs. José Carlos Santos Ribeiro e Maria Lucineide Andrade Fontes (Os Professores dividirão a carga horária)
Terça-feira, das 13h55min. às 17h35min.

EMENTA:

A disciplina tem como proposta discutir e analisar algumas particularidades relacionadas com as dinâmicas sociocomunicacionais efetivadas na ambiência das redes sociais digitais. Para tanto, as discussões serão agrupadas em dois grandes eixos temáticos.

No primeiro, o foco estará direcionado à exploração dos aspectos que envolvem a compreensão sobre como os indivíduos, usuários das tecnologias digitais (e em particular, das plataformas de redes sociais digitais), estão construindo e vivenciando na prática os seus esquemas representacionais e as suas experiências sociais para configurar o self mediado pelo uso de dispositivos e de ambientes tecnológicos de última geração. Tendo como base a análise dos processos de gerenciamento e de controle dos comportamentos expressivos, serão apresentados e problematizados os conceitos de apresentação de si (self-presentation), exposição de si (self-disclosure), gerenciamento de impressão (impression management) e auto-monitoramento (self-monitoring), dentro do cenário contemporâneo, no qual a publicação e a divulgação das informações sociais digitais ganham mais importância nestes complexos ambientes de comunicação mediada.

No segundo eixo temático, a ênfase se dará nos efeitos, nas transformações e nos impactos produzidos na esfera pública e nos processos de deliberação social e política a partir da mudança de lógica na produção, circulação, consumo e recirculação da informação noticiosa com o advento das plataformas e ambiências digitais, ao redimensionar e desestabilizar os modelos de comunicação de massa vigentes até o final do Século XX. Conceitos como lógica dos algoritmos das redes sociais digitais, jornalismo imersivo, pirâmide deitada, narrativas transmidiáticas, pós-verdade, fake-news, quebra do polo emissor, veículos de nicho em rede, internet das coisas, news gap e jornalismo em base de dados estarão entre os conceitos priorizados no segundo eixo.

COMA67 – TEMAS EM TEORIAS DA ANÁLISE DE PRODUTOS E LINGUAGENS DA CULTURA MEDIÁTICA

Carga Horária: 68h Créditos: 4
Profs. Maria Carmem Jacob de Souza e Ludmila Moreira Macedo de Carvalho
Terça-feira, das 13h55min. às 17h35min.

EMENTA

Abordagens metodológicas contemporâneas que examinam as relações entre os processos de criação de obras culturais e artísticas e os seus processos de produção, circulação, consumo e recepção. Estilo e autoria na ficção audiovisual contemporânea. Contribuições das abordagens de Pierre Bourdieu, Nick Couldry e John T. Caldwell.

OBJETIVOS

A questão do estilo de diretores, roteiristas e outros profissionais que atuam na criação e produção da ficção audiovisual contemporânea provoca importantes reflexões no campo das práticas analíticas de produtos da cultura mediática. Na disciplina COMA70, ofertada em 2016, tratamos das abordagens metodológicas de Ernest Gombrich, Michael Baxandall, David Bordwell e Pierre Bourdieu sobre o estilo das obras e dos criadores que atuam no campo da produção cultural mediática contemporânea. Na disciplina COMA67 vamos ampliar esses estudos por meio de uma experiência imersiva nas malhas teóricas e nos programas de pesquisa de Bourdieu, Caldwell e Couldry, autores que permitem problematizar métodos de análise das relações entre os estilos dos autores da ficção audiovisual e os contextos de produção, distribuição e recepção dessas obras (fílmicas, televisivas, publicitárias, entre outras).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BOURDIEU, Pierre. As Regras da Arte. Trad. Maria Lúcia Machado. São Paulo: Cia das Letras, 2002.

_______. Campo intelectual e projeto criador. In: Pouillon et al. (orgs.). Problemas do Estruturalismo. Rio de Janeiro: Zahar, 1968.

______ As estruturas sociais da economia. Porto: Campo das letras, 2006.

______. A Distinção: Crítica Social do Julgamento. Porto Alegre/São Paulo: Zouk/Edusp, 2007.

CALDWELL, John T. Production Culture: Industrial Reflexivity and Critical Practice in Film and Television. California: Duke University Press, 2008.

_________________. Production Studies: Cultural Studies of Media Industries. Routledge, 2009

_________________ Televisuality: Style, Crisis and Authority in American Television. New Brunswick: Rutgers University Press, 1995.

COULDRY, Nick and Hepp, Andreas (2013) Conceptualizing mediatization: contexts, traditions, arguments Communication Theory, 23 (3). 191-202. ISSN 1050-3293

___________ Television as a ritual space Studies of Broadcasting Culture, 22 (1). 8-29. ISSN 1739-1830, 2010.

___________ Theorising media as practice In: Bräuchler, B. and Postill, J., (eds.) Theorising Media and Practice. Anthropology of media (4). Bergahn Books, Oxford, 35-54, 2010.

___________ Sociology and cultural studies: an interrupted dialogue In: Hall, John R. and Grindstaff, Laura and Lo, Ming-Cheng, (eds.) Handbook of Cultural Sociology. Routledge, Abingdon, 77-86, 2010.

___________ and Hepp, Andreas What should comparative media research be comparing? Towards a transcultural approach to ‘media cultures’ In: Thussu, Daya Kishan, (ed.) Internationalizing Media Studies. Routledge, Abingdon, 32-48, 2009.

___________ Form and power in an age of continuous spectacle In: Hesmondhalgh, David and Toynbee, Jason, (eds.) The Media and Social Theory. CRESC: culture, economy and the social. Routledge, Abingdon, 161-176, 2008.

___________ Mediatization or mediation? Alternative understandings of the emergent space of digital storytelling New Media and Society, 10 (3). 373-391, 2008.

___________ On the set of The Sopranos: ‘inside’ a fan’s construction of nearness In: Gray, Jonathan and Sandvoss, Cornel and Harrington, C. Lee, (eds.) Fandom: Identities and Communities in a Mediated World. New York University Press, New York, NY, USA, 139-148, 2007. ___________ Theorising media as practice Social Semiotics, 14 (2), 2004.

___________ Passing ethnographies: rethinking the sites of agency and reflexivity in a mediated world In: Murphy, Patrick and Kraidy, Marwan, (eds.) Global Media Studies: an Ethnographic Perspective. Routledge, New York, USA, 40-56, 2003.

___________ Media, symbolic power and the limits of Bourdieu’s field theory Media@LSE electronic working papers, 2. Department of Media and Communications, London School of Economics and Political Science, London, UK, 2003.

___________ Media Rituals: A Critical Approach. Routledge, London, 2002. ISBN

___________ Playing for celebrity: Big Brother as ritual event. Television and New Media, 3 (3). 283-293, 2003. ___________ Inside culture: re-imagining the method of cultural studies. Sage, London, 2000.

AVALIAÇÃO

Artigo acadêmico que sintetize a abordagem metodológica de um dos autores examinados no curso (até 20 páginas, times new roman, fonte 12, espaço 1,5).

Prazo de entrega do trabalho final: até 40 dias após o encerramento do curso


COMA81 – ESTUDOS AVANÇADOS EM COMUNICAÇÃO E POLÍTICA I
Carga Horária: 34h Créditos: 2
Profª. Jussara Borges de Lima
Quinta-feira, das 13h55min. às 15h45min.

EMENTA

Disciplina monográfica sobre temas atuais e questões relevantes na área de comunicação e política.

No semestre letivo de 2017.1, a discussão se concentrará na influência das competências infocomunicacionais na atuação política da sociedade civil. Isso engloba compreender as competências para o consumo e a produção de conteúdo (competência em informação) e as competências para estabelecimento e manutenção da interação com diferentes atores políticos, participação em ambientes de mídias participativos e desenvolvimento e promoção de redes sociais (competências em comunicação). Também serão abordados conceitos emergentes como a new media literacy e a metaliteracy e sua relação com a participação em processos sociais.

CONTEÚDO

Participação política na teoria democrática

Atuação política da sociedade civil

Democracia digital

Competências infocomunicacionais para atuação política

New media literacy

Metaliteracy

 MÉTODO DAS AULAS

 Exposições participativas;

Seminários – apresentação de trabalhos preparados pelos alunos, de acordo com seus interesses de pesquisa conjugados aos temas discutidos na disciplina.

 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

Haverá 3 critérios de avaliação:

• Participação em aula – peso 3;

• Qualidade do trabalho final – peso 7

 BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BORGES, Jussara. Participação política, internet e competências infocomunicacionais: evidências a partir de organizações da sociedade civil de Salvador. Salvador: EdUFBA, 2013.

GOHN, M. O protagonismo da sociedade civil: movimentos sociais, ONGs e redes solidárias. São Paulo: Cortez, 2005.

JENKINS, H. Confronting the challenges of participatory culture: Media education for the 21st century Cambridge (Massachussets): Mit Press, 2009.

MAIA, R. C. M. et al (Org.). Internet e participação política no Brasil. Porto Alegre: Sulina, 2011.

UNESCO. Media and information literacy: policy & strategies. Paris, 2013


BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

FERRÉS PRATS, J.; PISCITELLI, A. La competencia mediática: propuesta articulada de dimensiones e indicadores. Comunicar: Revista científica iberoamericana de comunicación y educación, n. 38, p. 75-82, 2012.

JACOBSON, T.E.; MACKEY, T.P. Proposing a metaliteracy model to redefine information literacy. Communications in Information Literacy, v. 7, n. 2, p. 84-91, 2013.

LAISNER, R. A participação em questão: ponto ou contraponto da representação na teoria democrática? Estudos de Sociologia, v. 14, n. 26, p. 17-35,  2009.

MACKEY, T.P.; JACOBSON, T.E. Reframing Information Literacy as a Metaliteracy. College & Research Libraries, v. 72, n. 1, p. 62-78, 2011.

PRIMO, Alex. Interação mediada por computador: comunicação, cibercultura, cognição. 3. ed. Porto Alegre: Sulina, 2011

SEMINÁRIO DE COMPETÊNCIAS INFOCOMUNICACIONAIS E PARTICIPAÇÃO SOCIAL. Livro de Memória. Salvador, 2012

SIEMENS, G. Conociendo el conocimiento: Nodos Ele, 2010.

THOMAS, A.B.; HODGES, A.R. Build Sustainable Collaboration: Developing and Assessing Metaliteracy Across Information Ecosystems. ACRL, 2015, p. 78-94.

WESTERN BALCAN INFORMATION LITERACY CONFERENCE. Information literacy in the digital world, 2016, Bihac, Bosnia and Herzegovina. Proceedings… Bihac: Limerick Institute of Technology, 2016

WITEK, D.; GRETTANO, T. Teaching metaliteracy: a new paradigm in action. Reference Services Review, v. 42, n. 2, p. 188-208, 06/03; 2015/06 2014.

WILSON, Carolyn. Alfabetización mediática e informacional: proyecciones didácticas.  Comunicar – Revista Científica de Educomunicación, v. 20, n. 39, p. 15-24, 2012

COMA82 – ESTUDOS AVANÇADOS EM COMUNICAÇÃO E POLÍTICA II
Carga Horária: 34h Créditos: 2
Prof. Wilson da Silva Gomes
Sexta-feira, das 08h50min. às 10h40min.

DESCRIÇÃO

Governo digital (e-government, e-gov, governo eletrônico) é um dos temas-chave dos estudos sobre política em meios digitais. Por governo digital se entende a interface entre as tecnologias e affordances digitais, os usos e práticas que constituem os ambientes de comunicação em meios digitais e as questões relacionadas ao governo e à governança pública e democrática. Há cerca de 20 anos vem se constituindo como uma linha de pesquisa com volume crescente de publicações e cujo alcance interdisciplinar envolve disciplinas como Comunicação, Ciência Política, Administração e Computação. Hoje consolidada e reconhecida, a área de governo digital merece uma revisão de literatura consistente e capaz de refletir os seus principais subtemas e especialidades, os seus principais problemas e os seus mais novos desdobramentos.

OBJETIVOS

Dar ao aluno um conhecimento avançado sobre o estado da arte nos vários subtemas de governo digital, por meio de uma revisão consistente e avançada literatura científica sobre o tema.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

A origem da ideia, primeiras formulações, principais vertentes
Principais tipologias e taxonomias da ideia de Governo Digital
O problema das desigualdades digitais
O “e-public service delivery”
A adoção dos governos digitais: dificuldades e prognósticos
E-participation, e-deliberation e e-transparency
Governos Digitais, Governos Abertos e Dados Governamentais Abertos
O “crowdsorcing” de políticas públicas e outras formas de interação digital com o governo
Governo, Governança Digitais e Smart Cities
Governo Digital e “Social Media”
Do Governo Digital ao M-Government
Entre Governo Digital e Democracia Digital

REQUISITOS

A disciplina exigirá do aluno uma considerável dedicação semanal (com carga de leitura de dois artigos, em inglês, por semana), conhecimento da língua inglesa em nível avançado e alguma formação nos temas de política e governo.

COMA68 – TEMAS EM PRÁTICAS DA ANÁLISE DA RECEPÇÃO
Carga Horária: 68h Créditos: 4
Profs. José Francisco Serafim e Sandra Straccialano Coelho
Sexta-feira, das 13h55min. às 17h35min.

EMENTA
Aspectos da análise das práticas de recepção, apreciação e consumo de linguagens e produtos da cultura mediática.

OBJETIVOS

A disciplina tem por objetivo abordar aspectos éticos e estéticos do cinema do real, buscando articulá-los à reflexão sobre questões fundamentais do documentário, tais como narrativa, montagem, voz, uso de arquivos, entrevistas, etc. Através da leitura de bibliografia atualizada, bem como da exibição de filmes, se pretende fornecer instrumentos para compreender a produção audiovisual contemporânea do real, estimulando a reflexão crítica a respeito das diferentes possibilidades e desafios que se colocam na intersecção entre seus aspectos cognitivos e expressivos.

METODOLOGIA

Aulas expositivas, exibição de filmes, seminários.

AVALIAÇÃO

- Presença e participação nas atividades de sala de aula;

- Trabalho final: elaboração de um artigo (arquivo de até 20 páginas; fonte Times New Roman, corpo 12, espaçamento 1,5) que reflita sobre alguns dos temas da disciplina que sejam relevantes para os projetos de pesquisa individuais dos alunos.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1. Gênero documental e a(s) subjetividade(s) do documentário;

2. Ética do cinema do real X Estéticas do documentário;

2.1. Alteridades: Construindo o outro; Construindo o inimigo; Construindo o sujeito coletivo;

2.2. A presença do cineasta: O corpo; A voz;

2.3. Documentário e memória histórica: Arquivos; Testemunho; Encenação.


BIBLIOGRAFIA

AUSTIN, THOMAS & JONG, Wilma de. Rethinking documentary. New perspectives, new practices. Berkshire: Open University Press, 2008.

BRINK, Joram ten; OPPENHEIMER, Joshua (orgs.). Killer images: Documentary Film, Memory and the Performance of Violence, Londres & Nova York: Wallflower Press, 2012.

CHANAN, Michael. The politics of documentary, London: BFI, 2007.

_______________. El documental y el espacio publico, Archivos de la Filmoteca, n.57, oct. 2007 – fev. 2008, pp.68-99.

COMOLLI, Jean-Louis. Ver e poder – a Inocência Perdida: cinema, televisão, ficção, documentário, Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.

DIDI-HUBERMAN, Georges. Quando as imagens tocam o real, Pós, Belo Horizonte, v.2, n.4, nov.2012, pp. 204-219.

DUMARESQ, Daniela. Uma controvérsia chamada Os mestres loucos, Revista ANTHROPOLÓGICAS, ano 13 (2009), vol. 20(1+2), pp. 27-55.

ELSAESSER, Thomas (ed.). Harun Farocki: working on the sightlines, Amsterdan: Amsterdan University Press, 2004.

FRANÇA, Andrea. A reencenação no cinema documentário, MATRIZes, No 1 jul./dez. 2010, pp. 149-161.

FREIRE, Marcius. Documentário: ética, estética e formas de representação, São Paulo: Annablume, 2012.

GUIMARÃES, César; LIMA, Cristiane. A ética do documentário: o Rosto e os outros, Contracampo, n.17, 2007, 145-162.

______________________________. Crítica da montagem cínica, Doc On-line, n.07, dez. 2009, pp. 6-16.

JUHASZ, Alexandra & LERNER, Jesse (Edts.). F is phony. Fake documentary and truth’s undoing. Minneapolis/London: University of Minnesota Press, 2006.

LINS, Consuelo. O documentário de Eduardo Coutinho: Televisão, Cinema e Vídeo, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editora, 2004.

MENEZES, Paulo. Les maîtres fous, de Jean Rouch: questões epistemológicas da relação entre cinema documental e produção de conhecimento, Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol.22, n.63, fevereiro de 2007, pp.81-91.

MIGLIORIN, Cezar (Org.). Ensaios no real: o documentário brasileiro hoje. Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2010.

NAGIB, Lúcia. Regurgitated bodies: presenting and representing trauma in The Act Killing, capítulo de livro (no prelo) desenvolvido a partir de Conferência proferida na World Documentary Film and TV Conference, Falmouth University, 4-6 September 2014.

NICHOLS, Bill. Cuestiones de ética y cine documental, Archivos de la Filmoteca, n.57, oct. 2007 – fev. 2008, pp. 29-45.

___________. Introdução ao documentário. Campinas: Papirus, 2005.

NIney. François. L’épreuve du réel à l’écran. Essai sur le principe de réalité documentaire. Bruxelles : de Boeck & Larcier, 2004.

PLANTINGA, Carl. Caracterización y ética en el género documental, Archivos de la Filmoteca, n.57, oct. 2007 – fev. 2008, 46-67.

RANCIÈRE, Jacques. Se o irrepresentável existe, In: O destino das imagens, Rio de Janeiro: Contraponto editora, 2012.

RUSSEL, Catherine. Experimental ethnography. The work of film in the age of vídeo. Durham/London: Duke University Press, 1999.

WINSTON, Brian. Claiming the real. The griersornian documentary and its legitimations. London: British Film Institute, 1995.

FILMOGRAFIA

Arbeiter verlassen die Fabrik, Harun Farocki, Alemanha, 1995, 36’.

Au pays des mages noires, Jean Rouch, França, 1947, 13’.

Bataille sur le grand fleuve, Jean Rouch, França, 1950, 40’.

Boca de lixo, Eduardo Coutinho, Brasil, 1993, 50’.

Garapa, José Padilha, Brasil, 2009, 1h50’.

General Idi Amin Dada: um autorretrato, Barbet Schroeder, França, 1974, 90’.

Jesus no mundo maravilha, Newton Cannito, Brasil, 2007, 52’.

Juízo, Maria Augusta Ramos, Brasil, 2007, 1h30.

Justiça, Maria Augusta Ramos, Brasil/Hol., 2004, 1h40.

Los rubios, Albertina Carri, Argentina, 2003, 1h29.

No quarto de Vanda, Pedro Costa, Portugal/Alem./Sui., 2000, 2h50.

Notícias de uma guerra particular, João Moreira Salles, Brasil/Esp., 1999, 57’.

Ônibus 174, José Padilha e Felipe Lacerda, Brasil, 2002, 2h30.

O pesadelo de Darwin, Hubert Sauper, Aus/Bel/Fr/Alem., 2004, 1h47’.

Os mestres loucos, Jean Rouch, França, 1955, 36’.

Santiago, João Moreira Salles, Brasil, 2007, 1h20.

Santo Forte, Eduardo Coutinho, Brasil, 1999, 1h20.

Sinos do Abismo: Fé e Superstição na Rússia, Werner Herzog, Alemanha/EUA, 1993, 60’.

The act of killing, Joshua Oppenheimer, Ing/Nor/Din., 2012, 1h55’.

The flat, Arnon Goldfinger, Israel/Alem., 2011, 1h37.

Valsa com Bashir, Ari Folman, Isr/Fr/Alem. e outros, 2008, 1h30.

Videogramas de uma revolução, Harun Farocki, Alem./Rom., 1992, 1h46.