Oferta de Disciplinas

Oferta de Disciplinas 2018.2

 

COM546 – SEMINÁRIO AVANÇADO (Obrigatória do Doutorado) – 4 créditos / 68h
Maria Carmem Jacob de Souza e Regina Lúcia Gomes Souza e Silva 
3ª Feira – Das 13h55 às 17h35

COM511 – LINGUAGENS DA COMUNICAÇÃO E DA CULTURA – 4 créditos / 68h
Tema: Temporalidades e Historicidades

Itania Maria Mota Gomes e Nuno Ribeiro Côrtes Manna (Os professores dividirão a carga horária)
5ª Feira – Das 13h55 às 17h35

COM523 LINGUAGEM, PENSAMENTO E CONHECIMENTO – 4 créditos / 68h
Tema: Aspectos éticos e estéticos do Cinema Documentário Latino-Americano

José Francisco Serafim e Sandra Straccialano Coelho (Os professores dividirão a carga horária)
4ª Feira – Das 13h55 às 17h35

COMA82 – ESTUDOS AVANÇADOS EM COMUNICAÇÃO E POLÍTICA II – 2 créditos – 34h
Tema: Performances, Algoritmos e Sensibilidades na Comunicação Contemporânea

André Luiz Martins Lemos e Jorge Luiz Cunha Cardoso Filho (Os professores dividirão a carga horária)
6ª Feira – Das 13h55 às 15h45

COMA75 TEMAS EM MEDIA E CIBERCULTURA – 4 créditos / 68h
Tema: Prática de pesquisa em Jornalismo

Marcos Silva Palacios e Suzana Oliveira Barbosa (Os professores dividirão a carga horária)
4ª Feira – Das 13h55 às 17h35

COMA81 – ESTUDOS AVANÇADOS EM COMUNICAÇÃO E POLÍTICA I – 2 créditos / 34h
Tema: Políticas Brasileiras para a Produção Audiovisual

Othon Jambeiro e Convidada (Prof.ª Dr.ª Kátia Santos de Moraes) (Os professores dividirão a carga horária)
4ª Feira – das 13h55 às 15h45

COMA61 – METODOLOGIA DE ANÁLISE DE PRODUTOS E LINGUAGENS DA CULTURA MEDIÁTICA -
4 créditos / 68h
Tema: Mudanças estruturais do jornalismo: valores, valor notícia e lógica discursiva e metodologia.

Lia da Fonseca Seixas
6ª Feira – Das 13h55 às 17h35

COM790 – PESQUISA ORIENTADA – At
Horário a Combinar

COM791 – TIROCÍNIO DOCENTE ORIENTADO – At
Horário a Combinar


 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

 

COM511 – LINGUAGENS DA COMUNICAÇÃO E DA CULTURA – 4 créditos / 68h
Tema: Temporalidades e Historicidades
Itania Maria Mota Gomes e Nuno Ribeiro Côrtes Manna (Os professores dividirão a carga horária)
5ª Feira – Das 13h55 às 17h35

Ementa:
Historicidades e temporalidades como questões fundamentais aos estudos da comunicação e da cultura. Figuras de historicidade como categorias para abordagens teóricas e investigações metodológicas dos processos comunicacionais: contexto, gênero, estrutura de sentimento, afeto, narrativa, tradição, acontecimento, memória e testemunho. Análise de fenômenos da comunicação, em suas emergências audioverbovisuais, como forma de interpretação de movimentos epistêmicos, estéticos, culturais e políticos do tempo.

Objetivos:
Apresentar as discussões recentes envolvendo as historicidades e as temporalidades dos processos comunicacionais no âmbito da Rede de Pesquisa Historicidades dos Processos Comunicacionais (https://encontrohistoricidades.wordpress.com/blog/).
Oferecer elementos conceituais e metodológicos para a compreensão e abordagem de práticas, produtos e processos da comunicação e da cultura contemporâneas em relação com suas condições de serem históricas e temporais.
Habilitar alunos e alunas para a crítica de fenômenos comunicacionais e a interpretação de transformações culturais.
Promover possíveis articulações com seus respectivos problemas de pesquisa.

Metodologia:
As aulas se constituirão em discussão da bibliografia orientada pelos professores, atividades de análise de produtos midiáticos e seminários preparados pelos alunos.

Avaliação:
A avaliação da disciplina será constituída por um artigo final que apresente um exercício de análise envolvendo historicidades e temporalidades de processos comunicacionais, e deverá ser entregue em data a ser combinada em sala de aula. Os artigos deverão conter até 40 mil caracteres, incluindo notas e referências bibliográficas. Os trabalhos deverão ser entregues em cópia impressa e eletrônica, acompanhados de cópia dos materiais analisados, quando for o caso. Valor: 10 pontos.

Conteúdo Programático

Unidade I
Tempo e história: elementos para uma abordagem

Unidade II
Historicidades e temporalidades em análises da comunicação e da cultura

Unidade III
Exercícios interpretativos: problemas de pesquisa e aproximações às figuras de historicidade

Bibliografia:
Observação: outros textos poderão ser indicados ao longo do curso:

ANTUNES, Elton; GUTMANN, Juliana Freire; MAIA, Jussara Peixoto. No tempo do Zoio: matrizes midiáticas e YouTube. Contracampo, no prelo.
APPADURAI, Arjun. The future as cultural fact. In APPADURAI, Arjun. The future as cultural fact. Essays on the Global Condition. New York, Verso, 2013, p. 285-300.
ARAUJO, Valéria Maria Sampaio Vilas Bôas. Contar não é o mesmo que viver. Jornalismo e subjetividade na atuação do reporter personagem na televisão brasileira contemporânea. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, Salvador, Universidade Federal da Bahia, 2018;
AZEVEDO, R. J. Do brega paraense ao tecnobrega: história e tradição na websérie Sampleados. Galáxia (SÃO PAULO. ONLINE) , v. 34, p. 80-92, 2017. Disponível em https://revistas.pucsp.br/index.php/galaxia/article/view/29873/23244
CARDOSO FILHO, Jorge (UFBA/UFRB); GUTMANN, Juliana Freire (UFBA); AZEVEDO, Rafael José (UFMG). Performances e memória em expressões televisivas. Famecos, v. 24, n. 3, 2017. Disponível em http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/view/26917
CARDOSO FILHO, Jorge; FERREIRA, Thiago; AZEVEDO, Rafael José; MOTA JUNIOR, Edinaldo. Pabllo Vittar, Gloria Groove e suas performances: fluxos audiovisuais e temporalidades na cultura pop. Contracampo, no prelo.
CLOUGH, Patricia Ticineto, HALLEY, Jean (Eds.). The affective turn: theorizing the social. Durham & London, Duke University Press, 2007;
GOMES, Itania Maria Mota. “Gênero televisivo como categoria cultural: um lugar no centro do mapa das mediações de Jesús Martín-Barbero” in Revista Famecos. Mídia, cultura e tecnologia, Porto Alegre, v. 18, n. 1, p. 111-130, jan./abr. 2011. Disponível em http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/viewFile/8801/6165
GOMES, Itania Maria Mota. Raymond Williams e a hipótese cultural da estrutura de sentimento in GOMES, Itania e JANOTTI JR., Jeder (Orgs). Comunicação e Estudos Culturais, Salvador, Edufba, 2011. Disponível em http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/5536
GOMES, Itania; FERREIRA, Thiago; ARAUJO, Carolina; MOTA JUNIOR, Edinaldo. Temporalidades Múltiplas: análise cultural dos videoclipes e da performance de Figueroas a partir dos mapas das mediações e das mutações culturais. Contracampo, v. 36, p. 134-153, 2017. Disponível em http://www.contracampo.uff.br/index.php/revista/article/view/1066
GOMES, Itania; MANNA, Nuno. Outros tempos possíveis: disputas de valores e convenções do jornalismo em Tempos Fantásticos. Contracampo, no prelo.
GROSSBERG, Lawrence. Affect’s future: rediscovering the virtual in the actual. In GREGG, Melissa, SEIGWORTH, Gregory (eds.) The affect theory reader. Durham & London, Duke University Press, 2010, 309-338.
GROSSBERG, Lawrence. Cultural Studies in the Future Tense, Durham and London, Duke University Press, 2010.
HARTOG, François. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.
JÁCOME, Phellipy; LEAL, Bruno; MANNA, Nuno. A ‘crise’ do jornalismo: o que ela afirma, o que ela esquece. Líbero, São Paulo, v. 17, p. 145-154, 2014. Disponível em http://seer.casperlibero.edu.br/index.php/libero/article/view/113/89
JÁCOME, Phellipy. O jornalismo como singular coletivo: reflexões sobre a historicidade de um fenômeno moderno. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social. UFMG. Belo Horizonte, 2017,
KOSELLECK, Reinhart. Futuro Passado: contribuição à semântica dos tempos históricos.Rio de Janeiro: Contraponto: Editora PUC-Rio, 2006.
LEAL, Bruno Souza; CARVALHO, Carlos Alberto de. Aproximações à instabilidade temporal do contexto. Famecos, v. 24, n. 3, 2017. Disponível em http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/view/27042
LEAL, Bruno; ANTUNES, Elton. El testimonio midiático como figura de historicidad: implicaciones teorico-metodológicas. Revista Chasqui, v. 1, p. 214-228, 2015. Disponível em: http://revistachasqui.org/index.php/chasqui/article/view/2519/0
LEAL, Bruno. Em busca do tempo e do espaço: memória, nostalgia e utopia em Westworld. Trabalho apresentado ao Grupo de Trabalho Memória nas Mídia do XXVII Encontro Anual da Compós, jun. 2018. Disponível em http://www.compos.org.br/data/arquivos_2018/trabalhos_arquivo_PCCWI1G58IOC5FEKDEYB_27_6781_28_02_2018_11_29_19.pdf
MANNA, Nuno; JÁCOME, Phellipy; FERREIRA, Thiago. Recontextualizações do -ismo: disputas em torno do jornalismo “em crise”. Famecos, v. 24, n. 3, 2017. Disponível em http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/view/26991
MANNA, Nuno. Jornalismo e o espírito intempestivo: fantasmas na mediação jornalística da história, na história. Belo Horizonte: PPGCOM UFMG, 2016.
MARTÍN-BARBERO, Jesús. Dos meios às mediações. Comunicação, Cultura e Hegemonia, 4ª, Rio de Janeiro, ed.UFRJ, 2006.
MARTÍN-BARBERO, Jesús. Ofício de Cartógrafo. Travessias latino-americanas da comunicação na cultura, São Paulo, Edições Loyola, 2004.
NOVAES, Adauto (Org.). Mutações: o futuro não é mais o que era. São Paulo, Edições Sesc, 2013.
RIBEIRO, Ana Paula Goulart; LEAL, Bruno Souza; GOMES, Itania Maria Mota. As historicidades dos processos comunicacionais: elementos para uma abordagem. In: MUSSE, Christina Ferraz; VARGAS, Herom; NICOLAU, Marcos (Orgs.). Comunicação, mídias e temporalidade, 1ed, Salvador: Edufba, 2017, v. 1, p. 37-58. Disponível em https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/22861/3/Comunica%C3%A7%C3%A3o%2CM%C3%ADdiaseTemporalidades_ChristinaMusse-HeromVargas-MarcosNicolau.pdf
RIBEIRO, Ana Paula Goulart; MARTINS, Bruno Guimarães; ANTUNES, Elton. Linguagem, sentido e contexto: considerações sobre comunicação e história. Famecos, v. 24, n. 3, 2017. Disponível em http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/view/27047
RICOEUR, Paul. Tempo e narrativa. Tomo 1. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010a.
RICOEUR, Paul. Tempo e narrativa. Tomo 2. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010b.
RICOEUR, Paul. Tempo e narrativa. Tomo 3. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010c.
WILLIAMS, Raymond. The Long Revolution, Harmondsworth, Penguin, 1961.

 

COM523 LINGUAGEM, PENSAMENTO E CONHECIMENTO – 4 créditos / 68h
Tema: Aspectos éticos e estéticos do Cinema Documentário Latino-Americano
José Francisco Serafim e Sandra Straccialano Coelho (Os professores dividirão a carga horária)
4ª Feira – Das 13h55 às 17h35

Ementa:
Formação do pensamento e o desenvolvimento da linguagem. Linguagem, formação da imagem de mundo e produção/reprodução do conhecimento. Os determinantes psicológicos e sociais do pensamento, da linguagem e do conhecimento. Conhecimento e cultura

Objetivos:
A disciplina tem por objetivo abordar aspectos éticos e estéticos do cinema documentário latino-americano, buscando investigar suas dimensões culturais e identitárias, articulando-as, simultaneamente, à análise de suas diferentes materializações audiovisuais. Através da leitura de bibliografia atualizada, bem como da exibição de filmes, se pretende fornecer instrumentos para compreender a produção audiovisual contemporânea latino-americana, estimulando a reflexão crítica a respeito de suas diferentes possibilidades expressivas, tais como o uso de arquivos, entrevistas, testemunhos, encenação, narração, dentre outros.

Metodologia:
Aulas expositivas, exibição de filmes, seminários.

Avaliação:
- Presença e participação nas atividades de sala de aula;
- Trabalho final: elaboração de um artigo (arquivo de até 20 páginas; fonte Times New Roman, corpo 12, espaçamento 1,5) que reflita sobre alguns dos temas da disciplina que sejam relevantes para os projetos de pesquisa individuais dos alunos.

Conteúdo Programático:

1. Construções de um cinema latino-americano (Nuevo cine latino americano; Tercer cine; guinada subjetiva…)

2. Ética do cinema do real X Estéticas do documentário;

3. Documentário latino-americano e memória histórica: Arquivos; Testemunho; Encenação.

 

Bibliografia:

 

ARAÚJO, Denise Araújo; MORETTIN, Eduardo; REIA-BAPTISTA, Vitor. Ditaduras Revisitadas: cartografias, memórias e representações audiovisuais (eds.), Faro: Universidade do Algarve, 2016.
ARENILLAS, Maria Guadalupe, LAZZARA, Michael (Eds.). Latin American Documentary Film in the New Millennium, New York : Palgrave Macmillan, 2016.
CHANAN, Michael. The politics of documentary, London: BFI, 2007.
_______________. El documental y el espacio publico, Archivos de la Filmoteca, n.57, oct. 2007 – fev. 2008, pp.68-99.
COMOLLI, Jean-Louis. Ver e poder – a Inocência Perdida: cinema, televisão, ficção, documentário, Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.
DEL VALLE DAVILA, Ignacio. O conceito de “novidade” no projeto do Nuevo Cine Latinoamericano. Estud. hist. (Rio J.) [online]. 2013, vol.26, n.51, pp.173-192.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Quando as imagens tocam o real, Pós, Belo Horizonte, v.2, n.4, nov.2012, pp. 204-219.
FRANÇA, Andrea. A reencenação no cinema documentário, MATRIZes, No 1 jul./dez. 2010, pp. 149-161.
FREIRE, Marcius. Documentário: ética, estética e formas de representação, São Paulo: Annablume, 2012.
GETINO, Octavio. Cine Ibero-americano: los desafios del nuevo siglo, Buenos Aires: INCAA, 2007.
GUIMARÃES, César; LIMA, Cristiane. A ética do documentário: o Rosto e os outros, Contracampo, n.17, 2007, 145-162.
______________________________. Crítica da montagem cínica, Doc On-line, n.07, dez. 2009, pp. 6-16.
LINS, Consuelo. O documentário de Eduardo Coutinho: Televisão, Cinema e Vídeo, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editora, 2004.
MIGLIORIN, Cezar (Org.). Ensaios no real: o documentário brasileiro hoje. Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2010.
NAVARRO, Vinicius; RODRÍGUEZ, Juan Carlos. New Documentaries in Latin America, New York : Palgrave Macmillan, 2014.
NICHOLS, Bill. Cuestiones de ética y cine documental, Archivos de la Filmoteca, n.57, oct. 2007 – fev. 2008, pp. 29-45.
___________. Introdução ao documentário. Campinas: Papirus, 2005.
NIney. François. L’épreuve du réel à l’écran. Essai sur le principe de réalité documentaire. Bruxelles : de Boeck & Larcier, 2004.
PARANAGUÁ, Paulo. Tradición y modernidade en el cine de América Latina, Madrid: Fondo de Cultura Económica de España, 2003.
________________ (ed.) Cine documental em América Latina, Madrid: Cátedra, 2003.
PLANTINGA, Carl. Caracterización y ética en el género documental, Archivos de la Filmoteca, n.57, oct. 2007 – fev. 2008, 46-67.
PRELÓRAN, Jorge. El cine etnobiografico, Buenos Aires: Catálogo, 2006.
RANCIÈRE, Jacques. Se o irrepresentável existe, In: O destino das imagens, Rio de Janeiro: Contraponto editora, 2012.
SARLO, Beatriz. Tempo Passado: cultura da memória e guinada subjetiva. São Paulo: Companhia das Letras/Belo Horizonte: UFMG, 2007.

Filmografia:

 

A batalha do Chile (I), Patricio Guzmán, CHI, 1975, 97’.
Agarrando pueblo, Carlos Mayolo y Luis Ospina, COL, 1977, 28’.
Amazona, Clare Weiskopf, COL, 2016, 80’.
Boca de lixo, Eduardo Coutinho, BR, 1993, 50’.
Casabindo, Jorge Prelóran, ARG, 1965, 13’.
El coraje del pueblo, Jorge Sanjinés, BOL, 1971, 90’.
El palacio negro LeCumberri, Arturo Ripstein, MEX, 1976, 105’.
Familia Tipo, Cecilia Priego, ARG, 2009, 79’.
Jesus no mundo maravilha, Newton Cannito, BR, 2007, 52’.
La flaca Alejandra, Carmen Castillo, CHI, 1994, 60’.
La hora de los hornos: Notas y testimonios sobre el neocolonialismo, la violencia y la liberación, Octavio Getino, Fernando E. Solanas, ARG, 1968, 260’.
La TV y Yo, Andrés Di Tella, ARG, 2002, 75’
Los rubios, Albertina Carri, ARG, 2003, 1h29.
M, Nicolás Prividera, 2007, ARG, 142’.
No intenso agora, João Moreira Salles, BR, 2017, 127’.
Nostalgia da luz, Patricio Guzman, CHI, 2010, 90’.
Now, Santiago Álvarez, CUB,1965, 5’.
79 primaveras, Santiago Álvarez, CUB, 25’.
Fotografias, Andrés Di Tella, ARG, 2007, 110’.


COMA82 – ESTUDOS AVANÇADOS EM COMUNICAÇÃO E POLÍTICA II – 2 créditos – 34h

Tema: Performances, Algoritmos e Sensibilidades na Comunicação Contemporânea
André Luiz Martins Lemos e Jorge Luiz Cunha Cardoso Filho (Os professores dividirão a carga horária)
6ª Feira – Das 13h55 às 15h45

Ementa:
Experiência e performances na cultura midiática contemporânea, experiência, sensibilidade e materialidade da comunicação, aspectos cognitivos e pragmáticos da materialidade da comunicação, objetos e agência, algoritmos, sensibilidade performativa, teoria ator-rede e filosofia orientada a objetos.

Objetivos:
Discutir o papel dos algoritmos na atualidade, na sua relação com as performances sociais e na emergência de sensibilidades;
Aprofundar o caráter procedural dos algoritmos, suas as agências, performances e práticas em múltiplas expressões na comunicação contemporânea;
Produzir exercícios interpretativos da relação entre performance, algoritmo e sensibilidades na cultura contemporânea.

Metodologia:
Aulas expositivas e debates em sala de aula. Discussão de artigos e textos de naturezas diversas (literários, acadêmicos e científicos). O curso será oferecido para estudantes do POSCOM e do Mestrado em Comunicação/UFRB. A disciplina será dividida em 3 partes: Experiência e Performance; Sensibilidade Performativa, e Exercícios Interpretativos para discussão sobre artigo final.

Avaliação: Artigo a ser publicado em revista indexadas e de qualidade da área.

Parte 1 – Experiência e Performance – Jorge Cardoso Filho
Experiência é o conceito fundamental do pragmatismo, seja nas formulações de Charles S. Peirce, William James ou John Dewey (POGREBINSCHI, 2006). Nas proposições de Dewey, que possui maior afinidade com Peirce, a necessidade de experimentalismo é fundamental e vai designar a interação constante e necessária estabelecida entre um organismo e o ambiente, a qual não é de caráter exclusivamente simbólico, mas, sobretudo, uma característica físico-natural. A experiência não é nem consciência, nem somente conhecimento, mas é tudo que pode ser experimentado por uma criatura na relação com o ambiente. A experiência é, então, o campo possível de toda pesquisa e projeção racional de futuro (ABBAGNANO, 2007). Obstáculos e condições neutras impostas pela situação à interação da criatura com o ambiente que contribuem para que os sentidos presentes naquela relação se elucidem, à medida que se convertem obstáculos e condições neutras em condições favoráveis ao desenvolvimento da experiência.
Para identificar características das interações que são instituídas pelos media, o que Kittler (1990) chama de sistema de notação, é necessário, em primeiro lugar, identificar os aparatos que possibilitam o armazenamento, transmissão e reprodução de certos objetos/conteúdos e não outros. O foco é a prática e não os conteúdos, uma vez que os conteúdos são possíveis graças às estruturas materiais, que são anteriores ao sentido. Em segundo lugar, identificar os “ruídos” trazidos pela medialidade daquela prática. Trata-se de efeitos abrangidos pelas características físicas dos media, que podem impor à prática certo padrão, um elemento totalizador da experiência. Por fim, é necessário observar o corpo como o âmbito de convergência das práticas culturais, também como um medium, conformado e reformado pelo sistema de notação no qual está inserido. A proposição de Kittler indica os modos como os choques proporcionados pelas relações entre o “assim chamado Homem” (“so gennanten Menschen”, termo usado pelo próprio autor) e os media geram padrões de prática, orientados, sobretudo, pelas características materiais da relação desenvolvida.
Como condição de possibilidade da produção de sentido, a materialidade traz consigo pressuposição e indução de habilidades, competências específicas que não são meras ações psicológicas, mas conjuntos de práticas e condutas que se desenvolvem nas interações, por meio de avisos fornecidos pelos objetos expressivos predecessores e pelos contextos de surgimento. São práticas, que se desenvolvem em função da experiência, revelando programas de produção/recepção predominantes, ou seja, revelam competências pragmático-performativas (SEEL, 1985) hegemônicas, que são acionadas na interação daqueles que percebem e vivem a experiência com os mais diversos objetos e/ou fenômenos. Esse aspecto pragmático-performativo concorre, muitas vezes de forma conflituosa, com o aspecto cognitivo-proposicional da experiência – o que explica o descompasso entre ações desenvolvidas durante o encontro estético e declarações concedidas após esses mesmos encontros.

Parte 2 – Sensibilidade Performativa, André Lemos
O argumento central é que há agência dos objetos. Todos desempenham ações e sofrem ações de outros objetos. Essa capacidade pode ser pensada como uma “sensibilidade”. Mais ainda, ela faz fazer. Essa qualidade agencial de fazer – fazer (LATOUR, 2005, BARAD, 2007) é uma performatividade. O conceito de “sensibilidade performativa” reconhece que todo objeto possui, de uma forma ou de outra, uma “vida” e uma “sensibilidade” (HARMAN, 2011). Para a Ontologia Orientada a Objetos (OOO) e a Teoria Ator-Rede (TAR), todos os objetos são dotados de “sensibilidade performativa”.
Sensibilidade é a capacidade que os animais possuem de perceber e agir no ambiente (físico ou simbólico). As sensações, informações que os sentidos recebem do mundo exterior, é o que os gregos chamavam de Aesthesis. Elas permitem a percepção do ambiente e a ação sobre ele. Não nos parece exagerado dotar objetos de sensibilidade se a entendemos como capacidade de mediação e a mediação é gerada tanto por humanos ou objetos (TAR). Se é assim, a sensibilidade dos objetos (physical-first) (GREENGARD, 2015) geraria uma performatividade reativa (desgaste e envelhecimento, automatismo mecânico, por exemplo) enquanto a sensibilidade dos objetos digitais (sejam os digital-first ou os physical-first digitalizados) uma performatividade procedural (BOGOST, 2007) e dinâmica (MANOVICH, 2013).
Para a compreensão da atual cultura digital, regida por objetos acoplados a sensores e a lógicas de ação baseadas em algoritmos, vemos emergir uma nova sensibilidade performativa, agora digital, algorítmica, sensciente produzindo um fenômeno de “dataficação” (datafication). Esta nova sensibilidade, e sua correlata forma inovadora de agência através de ação por sistemas computadorizados, é a “sensibilidade performativa” (SP) (LEMOS, 2016). Ela provoca ações, realiza ordens e comandos, sendo, portanto, performativa de forma similar ao sentido que tem os “atos performativos da linguagem” (performative utterance) de Austin (1962). Portanto, a sensibilidade performativa não emerge com os objetos digitais, mas ganha uma nova qualidade já que sua performatividade passa a ser mais radical impactando todas as áreas da vida social (redes sociais, IoT, governança digital, smart cities). Estamos em meio a uma “algocracia” (DANAHER, 2016) cuja SP digital e algorítmica está nas suas bases.
O termo sensibilidade performativa destaca ainda uma estética da materialidade na qual os objetos digitalmente aumentados, sentem, trocam informações, apreendem e agem sobre o mundo externo. Toda a cultura digital está sendo transformada por essa agência dos novos objetos. O objetivo dessa parte da disciplina é investigar essa afirmação através de uma discussão sobre mídia, materialidade, sensibilidade, experiência tendo por base os estudos de software, as teorias da comunicação, a OOO e a TAR.

Bibliografia:

Parte 1:
CARLSON, Marvin. (2009) Performance: uma introdução crítica. Belo Horizonte: Autênticca.
GUMBRECHT, Hans Ulrich. (2004) Production of Presence: what meaning cannot convey. Stanford: Stanford University Press.
SCHECHNER, Richard. (2006) Performance studies: an introduccion. New York & London: Routledge, 2006, p. 28-51.
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. (2007). 5ª ed. São Paulo: Martins Fontes.
CARDOSO FILHO, Jorge. (2009). As materialidades da canção midiática: contribuições metodológicas. Revista Fronteiras, volume 11, p. 80 – 88.
DEWEY, John. Art as experience. (2005). 3ª ed. New York: Perigee Books.
______. Lógica: a teoria da investigação. (1980). In: Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural.
FELINTO, Erick & ANDRADE, Vinícius. (2005). A vida dos objetos: um diálogo com o pensamento da materialidade da comunicação. Contemporânea, volume 03, n.01, p. 75 – 94.
KITTLER, Friedrich. Discourse networks 1800/1900. (1990). Stanford: Stanford University Press.
POGREBINSCHI, Thamy. (2006). Será o neopragmatismo pragmatista? Interpelando Richard Rorty. Novos Estudos CEBRAP, n. 74, p. 125 – 138.
ROCHA, João Cezar. (1998) A materialidade da teoria. In: ROCHA, João Cezar (org.). Corpo e forma: ensaios para uma crítica não-hermenêutica. Rio de Janeiro: Eduerj.
SEEL, Martin. (2003) Ästhetik des Erscheinens. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag, .
______. (1985) Die Kunst der Entzweiung. Zum Begriff der ästhetischen Rationalität. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag.

Parte 2:
AUSTIN, John Langshaw. How to Do Things with Words, Oxford: Clarendon Press, 1962
BARAD, K. Meeting the Universe Halfway: Quantum Physics and the Entanglement of Matter and Meaning. Durham e London: Duke University Press, 2007.
BENNET, Jane. 2010. Vibrant Matter: A Political Ecology of Things. Durham, London: Duke University Press Durham, NC. doi:10.1016/j.emospa.2010.10.006.
DANAHER, J. The Threat of Algocracy: Reality, Resistance and Accommodation. Philosophy and Technology, v. 29, n. 3, p. 245–268, 2016.
FINN, Ed. 2017. What Algorithms Want: Imagination in the Age of Computing. Cambridge, Mass. ; London: MIT.
FOUCAULT, M. Microfísica do poder. 2a ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015.
GREENGARD, S. (2015). The internet of things. Cambridge, MA: MIT Press.
HARMAN, Graham. 2011. The quadruple object. Hants, UK: Zero Books.
KARIMOVA, G. Z.; SHIRKHANBEIK, A. Society of things: An alternative vision of Internet of things. Cogent Social Sciences, v. 1, n. 1, p. 1–7, 2015.
LATOUR, B. 2012. Reagregando o social: uma introdução à teoria do ator-rede. Salvador: Edufba.
LEMOS, André. 2013. A comunicação das coisas: teoria ator-rede e cibercultura. São Paulo: Annablume.
LEMOS, André, BITENCOURT, Elias. 2017. SENSIBILIDADE PERFORMATIVA E COMUNICAÇÃO DAS COISAS . Explorando as narrativas algorítmicas na Fitbit. In Anais da Compós 2017, 1–23. São Paulo.
MANOVICH, Lev. Software takes command. New York: Bloomsburry Academic, 2013.


COMA75 TEMAS EM MEDIA E CIBERCULTURA – 4 créditos / 68h

Tema: Prática de pesquisa em Jornalismo
Marcos Silva Palacios e Suzana Oliveira Barbosa (Os professores dividirão a carga horária)
4ª Feira – Das 13h55 às 17h35

 

Ementa:
Disciplina centrada sobre aspectos práticos da pesquisa em Jornalismo. Discussão sobre a pesquisa em Jornalismo enquanto subárea de investigação acadêmica no contexto da área de Comunicação. O texto acadêmico como forma discursiva. Definições, Conceitos, Metáforas e Polissemia. Critérios para a seleção e delineamento de um objeto de pesquisa inserido nas dimensões das diversas vertentes de Estudos do Jornalismo. Técnicas de busca de material acadêmico na Internet. As partes de um Projeto de Pesquisa e sua articulação. Levantamento e discussão crítica das principais abordagens metodológicas e técnicas de pesquisa para execução de uma proposta de investigação. Produção de um trabalho prático sob a forma de um Projeto de Pesquisa ou Artigo.

Objetivos:
Discutir e problematizar o Texto Acadêmico/Científico como forma discursiva.
Adquirir capacidade prática para compreender, localizar e utilizar material bibliográfico de diferentes origens para a pesquisa acadêmica.
Mapear as mais recorrentes abordagens teóricas e metodológicas da pesquisa em Jornalismo.
Realizar exercícios práticos em torno da elaboração de uma proposta de pesquisa.
Orientar cada participante na elaboração de uma proposta individual e preliminar de Projeto de Pesquisa na área do Jornalismo ou de um Artigo que objetive investigar dimensões da prática jornalística na sociedade contemporânea.

Metodologia:
Aulas expositivas;
Apresentação de textos por meio de Seminários;
Exercícios práticos voltados para a busca de material bibliográfico e construção de textos acadêmicos;
Acompanhamento tutorial do processo de elaboração da proposta preliminar individual de Projeto de Pesquisa ou do Artigo que constituirão o objeto da avaliação final da disciplina.

Avaliação:
A avaliação estará centrada nos seminários durante o semestre e no produto final (Projeto ou Artigo) a ser apresentado de forma oral e submetido como texto.

Conteúdo Programático:

Primeiro Módulo
O texto científico/acadêmico como forma discursiva.
Técnicas de busca de material bibliográfico na Internet.
Os elementos e as etapas da construção de um texto científico.

Segundo Módulo
O Jornalismo enquanto objeto de estudo acadêmico.
As principais abordagens teórico-metodológicas da pesquisa, na área do Jornalismo no Brasil, a partir de levantamentos produzidos em torno das pesquisas específicas em anos recentes.
A globalização e os Estudos do Jornalismo: tendências e direcionamentos.

Terceiro Módulo
Apresentações de etapas preliminares dos trabalhos em andamento.
Acompanhamento tutorial.

Referências Básicas:

ALVES, Judith. A “revisão da bibliografia” em teses e dissertações: Meus tipos inesquecíveis. In: Cad. Pesq. São Paulo, n.81. p. 53-60, 1992. Disponível em: <http://publicacoes.fcc.org.br/ojs/index.php/cp/article/view/990>

ALMEIDA, José Felipe, BASSALO, José Maria; SOBRINHO, Carlos Leônidas. Como (não) escrever um artigo técnico-científico. Disponível em: < http://www.abenge.org.br/cobenge/arquivos/11/artigos/2607.pdf>

BRAGA, J. L. Para começar um Projeto de Pesquisa. In: Comunicação & Educação • Ano X • Número 3 • set/dez 2005

BRUCK, Mozahir Salomão. Palavra: Dispositivo. In: Revista Dispositiva, vol.1, n.1, 2012

CARRASCOZA, João Anzanello. Suíte academica: apontamentos poéticos para elaboração de projetos de pesquisa em Comuniciação. In: Revista Matrizes, volume 10, nº 01, 2016. Disponível em: <http://www.matrizes.usp.br/index.php/matrizes/article/view/715 >

COLUSSI, J. & REIS, T. Mapeamento dos procedimentos metodológicos na pesquisa sobre mídias on-line: um estudo dos trabalhos do Simpósio Internacional de Ciberjornalismo. In: Questões Transversais – Revista de Epistemologias da Comunicação, Vol. 5, nº 10, julho-dezembro/2017.

DOMÍNGUEZ GARCÍA, I. Un acercamiento al lenguaje del texto científico. In: Varona – Revista Científico-Metodológica. nº 48-49, 2009. pp. 67-72. ISSN: 0864-196X. Disponível em: <http://www.redalyc.org/pdf/3606/360636904010.pdf>

MACHADO, Elias. & SANT’ANA, Jéssica. Limitações metodológicas na pesquisa em jornalismo: um estudo dos trabalhos apresentados no GT Jornalismo da Compós (2000-2010). In: Revista Pauta Geral – Estudos em Jornalismo. Ponta Grossa, vol.1, n.1. 2014. pp. 26-42, Jan-Jul. pp. 26-42. Disponível em: <http://www.revistas2.uepg.br/index.php/pauta/article/view/5917>

MACHADO, Elias. Metodologias de Pesquisa em Jornalismo: uma revisão histórica e perspectivas para a produção de manuais de orientação. In: Brazilian Journalism Reseach, nº 1. V. 6. 2010. pp. 10-28. Disponível em: <https://bjr.sbpjor.org.br/bjr/article/view/245/243>

 MARCONDES, Ciro. Praticar o terceiro olho na pesquisa comunicacional: uma proposta de estudo vivencial da comunicação. In: Revista Líbero, Ano XX – nº. 39 Jan./Ago. 2017. pp. 04-08 Disponível em: <http://seer.casperlibero.edu.br/index.php/libero/article/view/862/828>

 MARTINS, Ana Amélia Lage & Soares dos Reis, Alcenir. Sobre a migração de conceitos: uma discussão necessária. XIV Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB 2013), GT 1: Estudos Históricos e Epistemológicos da Ciência da Informação. Disponível em: <http://basessibi.c3sl.ufpr.br/brapci/_repositorio/2015/12/pdf_d575766e11_0000013710.pdf>

SODRÉ, Muniz. “Uma reorientação conceitual”. In: LEMOS MARTINS, Moisés (Coord). A Internacionalização das Comunidades Lusófonas e Ibero-Americanas de Ciências Sociais E Humanas – O Caso das Ciências da Comunicação. Braga, PT: Universidade do Minho, 2017. pp. 71-78. Disponível em <http://revistacomsoc.pt/index.php/cecs_ebooks/article/view/2710 >

 SUTTON, Robert & STAW, Barry. What theory is not. In: Administrative Science Quarterly. nº 40 (1995): 371-384. Disponível em: < http://haas.berkeley.edu/faculty/papers/stawtheory.pdf>

LIVROS SOBRE METODOLOGIA

MOURA, Claudia Peixoto de Moura; VASSALLO DE LOPES, Maria Immacolata. Pesquisa em Comunicação: Metodologias e Práticas Acadêmicas. Porto Alegre: ediPUCRS, 2016. Disponível em: <http://ebooks.pucrs.br/edipucrs/Ebooks/Pdf/978-85-397-0803-1.pdf>

LAGO, Claudia & BENETTI, Marcia. Metodologia de Pesquisa em Jornalismo. Petrópolis: Vozes, 2007.

MALDONADO, A.E . et alii. Metodologias de pesquisa em comunicação: Olhares Trilhas e Processos. Porto Alegre: Sulina. 2011. Disponível em: <http://www.processocom.org/wp-content/uploads/2017/03/azul0002.pdf>

SILVA, E. L. & MENEZES, E.M. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. 4. ed. rev. atual. – Florianópolis: UFSC, 2005. Disponível em: <https://projetos.inf.ufsc.br/arquivos/Metodologia_de_pesquisa_e_elaboracao_de_teses_e_dissertacoes_4ed.pdf>

OUTROS TEXTOS ESPECÍFICOS SERÃO INDICADOS NO DECORRER DOS MÓDULOS DA DISCIPLINA

 

 

COMA81 – ESTUDOS AVANÇADOS EM COMUNICAÇÃO E POLÍTICA I – 2 créditos / 34h
Tema: Políticas Brasileiras para a Produção Audiovisual
Othon Jambeiro e Convidada (Prof.ª Dr.ª Kátia Santos de Moraes) (Os professores dividirão a carga horária)
4ª Feira – das 13h55 às 15h45

 

Ementa:
A disciplina examinará as características e o desenvolvimento da indústria brasileira de produção audiovisual. Será feita uma revisão histórica dessa indústria, destacando-se as idas e vindas das políticas do governo federal para o setor, desde o período da ditadura militar até os dias atuais. Especial destaque será dado à análise do modo como as produtoras de audiovisual se organizam, operam e se transformam em função das políticas de fomento institucionalizadas no plano federal.

Metodologia:
O curso será ministrado por meio de uma combinação de aulas expositivas e seminários. Além da frequência exigida pelas normas da universidade, cada aluno deverá preparar um seminário temático e elaborar um ensaio acadêmico com base no conteúdo da disciplina, este último para entrega até 30 dias após o encerramento do curso. As características do seminário e do ensaio serão discutidas em sala de aula.

 

 

COMA61 – METODOLOGIA DE ANÁLISE DE PRODUTOS E LINGUAGENS DA CULTURA MEDIÁTICA -
4 créditos / 68h

Tema: Mudanças estruturais do jornalismo: valores, valor notícia e lógica discursiva e metodologia.
Lia da Fonseca Seixas
6ª Feira – Das 13h55 às 17h35

Ementa:
A disciplina objetiva discutir as mudanças estruturais do jornalismo com a revolução digital. Está dividida em dois módulos. O primeiro trata do que a literatura dos estudos de jornalismo considera valores jornalísticos (objetividade, atualidade, apuração, noticiabilidade?), funções e finalidades do fazer-jornalístico. Promove uma discussão sobre o gesto da interpretação, tão cara ao fazer-jornalístico. O segundo módulo foca na triangulação de metodologias de pesquisa para investigar produtos jornalísticos. Como pensar uma sequência para um projeto de análise de produto mediático.

Objetivos
Analisar conceitos-chave para pensar o fazer-jornalístico e seus diversos produtos em situação de nova ecologia midiática;
Analisar o gesto da interpretação;
Sensibilizar os estudantes para as possibilidades metodológicas com especificidades de cada produto em seu contexto histórico e social.

Avaliação

Artigo acadêmico.
Dinâmica
Aulas expositivas
Análise de produtos jornalísticos

Referências:

 

DEUZE, Mark; WITSCHGE, Tamara. O que o jornalismo está se tornando. Dossiê práticas jornalísticas. Parágrafo. Jul/dez. V. 4.Nº2. 2016.
DEUZE, Mark. What is journalism? Professional identity and ideology of journalists reconsidered. In: Journalism. London: Sage Publications, 2005, Vol. 6.
ECO, Umberto. Os limites da interpretação. São Paulo: Perspectiva, 2008.
GADAMER, HG Verdade e método. Traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Trad. Flávio Meurer. Petrópolis:Vozes, 1999.
GUERRA, J. L. O percurso interpretativo da notícia. Verdade e relevância como parâmetros de qualidade jornalística. São Cristóvão: editora UFS, 2008.
HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo. Trad. Márcia de Sá Cavalcanti, Petrópolis:Vozes, 1998.
PEREIRA, F. H.; ADGHIRNI, Z. L. O jornalismo em tempo de mudanças estruturais. In Texto, v. 24, p. 38-57, 2011. Disponível em: http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/12443/1/ARTIGO_JornalismoTempoMudancas.pdf
SCHUDSON, Michael. As notícias como um género difuso: a transformação do jornalismo na contemporaneidade. Comunicação & Cultura, n.º 12, 2011, pp. 139-150. Disponível em: http://comunicacaoecultura.com.pt/wp-content/uploads/08.-Michael-Schudson.pdf
SCHUDSON, Michael. The objectivity norm in American Journalism. In: Journalism, Vol. 2(2), junhde 2016, p. 149–170.
SEIXAS, Lia. Redefinindo os gêneros jornalísticos. Proposta de novos critérios de classificação. Portugal: LabCom Books, 2009. (Cap.1). Disponível em: http://www.labcom-ifp.ubi.pt/ficheiros/20110818-seixas_classificacao_2009.pdf (De 95 a 176)
STEARNS, J. Acts of Journalism: Defining Press Freedom in the Digital Age. New York: Free Press, 2013.