Oferta de Disciplinas

 

Semestre 2021.2

 

COM546 – SEMINÁRIO AVANÇADO (OBRIGATÓRIA DO DOUTORADO)
EXCLUSIVA A DISCENTES DO PÓSCOM

TERÇA-FEIRA (Das 14h às 18h)
Carga horária: 68h – 4Cr
Professora Itania Gomes

POSCOM000000009 – ESTUDOS SOBRE MODO MELODRAMÁTICO E PROCESSOS CRIATIVOS CONTEMPORÂNEOS NA FICÇÃO AUDIOVISUAL (DO CINEMA À FICÇÃO SERIADA PARA TELEVISÃO E INTERNET) – SEMINÁRIO AVANÇADO SOBRE PROCESSOS CRIATIVOS NAS INDÚSTRIAS DE MÍDIA
QUINTA-FEIRA (Das 14h às 18h – quinzenalmente)
Carga Horária: 34 horas – 2cr – periodicidade quinzenal
Professora Maria Carmem Jacob

POSCOM000000010 – T.E. CULTURA AUDIOVISUAL EM REDES SOCIAIS DIGITAIS
QUINTA-FEIRA (Das 14h às 16h)
Carga Horária: 34h – 2cr
Professora Juliana Gutmann

COM524 – TEMAS EM COMUNICACAO E CULTURA CONTEMPORANEAS
TEMA: Imagem, História e Direitos Humanos

QUARTA-FEIRA (Das 14h às 18h)
Carga Horária: 68h – 4cr
Professor Marcelo Ribeiro

COMA77 – OPINIÃO PÚBLICA E POLÍTICA – TEMA: CAMPANHAS POLÍTICAS EM MEIOS DIGITAIS
QUINTA-FEIRA (Das 14h às 18h)
Carga Horária: 68h – 4cr
Professor Wilson Gomes

COM525 – TEMAS EM TEORIAS CONTEMPORANEAS DA COMUNICACAO E DA CULTURA
TEMA: CIRCULAÇÃO E MEDIATIZAÇÃO

QUARTA-FEIRA (Das 14h às 18h)
Carga Horária: 68h – 4cr
Professor Giovandro Ferreira

POSCOM000000008 – T.E. INTRODUÇÃO A MÉTODOS QUALITATIVOS E QUANTITATIVOS DE PESQUISA: COMUNICAÇÃO, POLÍTICA E SOCIEDADE
QUARTA-FEIRA (Das 14h às 18h)
Carga Horária: 68h – 4cr
Professor Samuel Barros

POSCOM000000011 – T.E. COMUNICAÇÃO, ESTUDOS CULTURAIS E AFRODIÁSPORA
SEXTA-FEIRA (Das 14h às 16h)
Carga Horária: 34h – 2cr
Professor Rafael Queiroz e Professora Itania Gomes

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

COM546 – SEMINÁRIO AVANÇADO (OBRIGATÓRIA DO DOUTORADO)
EXCLUSIVA A DISCENTES DO PÓSCOM

TERÇA-FEIRA (Das 14h às 18h)
Carga horária: 68h – 4Cr
Professora Itania Gomes

EMENTA:

Seminário de caráter monográfico, concentrado no estudo de um tema ou autor de comunicação e cultura contemporâneas, em sessões semanais, sob a orientação de um Professor Permanente do Programa.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

A disciplina tem caráter teórico-metodológico e visa preparar estudantes ao exame de qualificação, através da discussão de seus projetos de pesquisa e artigo de qualificação.

BIBLIOGRAFIA:

GADOTTI, Moacir; FREIRE, Paulo; GUIMARÃES, Sérgio. Pedagogia: diálogo e conflito, São Paulo, Cortez, 2015.
HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir. A educação como prática da liberdade, São Paulo, Martins Fontes, 2017.
PADILHA, Paulo Roberto. Currículo intertranscultural. Por uma escola curiosa, prazerosa e aprendente. Tese apresentada à Faculdade de Educaçãoda Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.

 

POSCOM000000009 – ESTUDOS SOBRE MODO MELODRAMÁTICO E PROCESSOS CRIATIVOS CONTEMPORÂNEOS NA FICÇÃO AUDIOVISUAL (DO CINEMA À FICÇÃO SERIADA PARA TELEVISÃO E INTERNET) – SEMINÁRIO AVANÇADO SOBRE PROCESSOS CRIATIVOS NAS INDÚSTRIAS DE MÍDIA

QUINTA-FEIRA (Das 16h às 18h)
Carga Horária: 34 horas – 2cr – periodicidade quinzenal
Professora Maria Carmem Jacob

EMENTA

Processos criativos nas indústrias de mídia. Abordagens teóricas e metodologias de análise
da autoria e estilo de produtos culturais midiáticos. Melodrama e processos criativos na
ficção audiovisual contemporânea com ênfase no cinema e na ficção seriada para televisão
e internet.

OBJETIVO
Aprimorar a reflexão teórica e metodológica sobre o lugar dos recursos expressivos do
melodrama no estilo das obras ficcionais audiovisuais e dos criadores que atuam no campo
da produção cultural mediática contemporânea.

REFERÊNCIAS

ANG, Ian. Watching Dallas – Soap Opera and the Melodramatic Imagination. London:
Routledge, 1985.
ARAÚJO, J.E.S. VALE TUDO NO JOGO?: A Poiese de um Mundo Ficcional realista no
Seriado Televisivo The Wire (2019) Tese (Doutorado em Comunicação e Cultura
Contemporânea) – Universidade Federal da Bahia, Salvador.
BAXANDALL, M. Padrões de Intenção. São Paulo: Editora Schwarcz, 2006.

BORDWELL, David. Sobre a História do Estilo Cinematográfico. Tradução Luís Carlos
Borges. Campinas, São Paulo: Editora Unicamp, 2013.
_________________.Figuras traçadas na luz: a encenação no cinema. Campinas:
Papirus, 2008.
______________ O cinema clássico hollywoodiano: normas e princípios narrativos. In:
RAMOS, F.P (org). Teoria Contemporânea do Cinema. Vol 2. São Paulo: Senac, 2005,
p. 277 – 301.
BOURDIEU, Pierre. As Regras da Arte. Trad. Maria Lúcia Machado. São Paulo: Cia das
Letras, 2002.
BROOKS, Peter. The Melodramatic Imagination: Balzac, Henry James, Melodrama and
the Mode of Excess. Connecticut: Yale University Press, 1985.
CANESSO, N. S. A animação seriada infantil e os condicionantes dos processos
criativos dos gestores nas produtoras independentes brasileiras, (2020) Tese
(Doutorado em Comunicação e Cultura Contemporânea) – Universidade Federal da Bahia,
Salvador.
GENETT, Gerrard.  Género, tipos, modos. In: GALLARDO, M.A.G. (coord). Teoría de
los géneros literarios . Madrid: Arco Livros, 1988 p. 183-234
HERLINGHAUS, Hermann (org.). Narraciones anacrónicas de la modernidad:
melodrama e intermedialidad en América Latina. Santiago del Chile: Editorial Cuarto
Proprio, 2002.
HUPPES, Ivete. Melodrama: o gênero e sua permanência. São Paulo: Ateliê Editorial.
2000.
LANDY, Marcia (org). Imitations of Life: a reader on film and television melodrama.
Detroit: Wayne State University Press, 1991.
MAG UIDHIR, Christy. Minimal authorship (of sorts). Philosophical Studies, [s.l.], v.
154, n. 3, p. 373–387, 29 abr. 2010.
MARTÍN-BARBERO, Jesús. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e
hegemonia. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1997.
_______________; MUNOZ, S. Televisión y Melodrama. Bogotá: Tercer Mundo, 1992.
MEYER, Marlyse. Folhetim, uma história. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
MITTELL, Jason. Complex TV: The Poetics of Contemporary Television Storytelling,
pre- publication edition. New York: MediaCommons Press, 2012
OROZ, Silvia. Melodrama: o cinema de lágrimas da América Latina. Rio de Janeiro: Rio
Fundo, 1992.

PICADO, B. ; SOUZA, M.C. J. . Dimensões da autoria e do estilo na ficção seriada
televisiva. MATRIZES (ONLINE), v. 12, p. 53-77, 2018.
SARLO, Beatriz. El imperio de los sentimientos. Buenos Aires: Catálogos,1985.
SINGER, Ben. Melodrama and Modernity: Early Sensational Cinema and Its Contexts.
New York: Columbia University Press, 2001.
SZONDI, Peter. Ensaio sobre o trágico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004.
TEIXEIRA, J. S. ; SOUZA, M.C. J. . Questão da autoria dos editores e criadores nos
comics de super heróis. HUMANIDADES & INOVAÇÃO, v. 7, p. 37-50, 2020.
THOMASSEAU, Jean-Marie. O melodrama. São Paulo: Perspectiva, 2005.
VINCENT-BUFFAULT, Anne. História das lágrimas. São Paulo: Paz e Terra, 1988
WILLIAMS, Raymond. Tragédia moderna. São Paulo: Cosac&Naify, 2002.
WILLIAMS, Linda. On the Wire. Durham (North Carolina): Duke University Press, 2014.
XAVIER, Ismail. O olhar e a cena – melodrama, Hollywood, cinema novo, Nelson
Rodrigues. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.

METODOLOGIA DE ENSINO-APRENDIZAGEM
Aulas expositivas e seminários temáticos. A plataforma de comunicação prevista para as
atividades síncronas é o Google Meet. As atividades assíncronas serão desenvolvidas
segundo as demandas das atividades planejadas para o curso que serão apresentadas no
primeiro dia de aula. O repositório de conteúdo pedagógico audiovisual, publicações
científicas e outros materiais de apoio estarão disponíveis no google drive da disciplina.

AVALIAÇÃO
Artigo acadêmico de natureza teórica sobre o lugar do melodrama na análise da autoria e do estilo de obras ficcionais audiovisuais contemporâneas inspirada na bibliografia examinada no curso (até 15 páginas, times new roman, fonte 12, espaço 1,5)
Prazo de entrega do trabalho final: até 40 dias após o encerramento do curso

POSCOM000000010 – T.E. CULTURA AUDIOVISUAL EM REDES SOCIAIS DIGITAIS
QUINTA-FEIRA (Das 14h às 16h)
Carga Horária: 34h – 2cr
Professora Juliana Gutmann

EMENTA

Abordagem especulativa e aplicada para análise do audiovisual em circulação nas redes sociais digitais, com especial interesse em expressões audioverbovisuais da cultura pop. Compreensão do conceito de “audiovisual em rede”. Aspectos culturais, sensíveis, materiais e performáticos do audiovisual em rede, com ênfase em suas historicidades e implicações na experiência comunicacional/cultural.

OBJETIVOS

- Construir conhecimento e competências para exame e análise cultural do audiovisual em circulação nas ambiências digitais no âmbito da cultura pop (problemáticas, materialidades e historicidades)
- Desenvolver habilidades para a abordagem cultural das materialidades do audiovisual a partir da noção de “audiovisual em rede”
- Discutir e avaliar, ainda de modo especulativo, perspectivas metodológicas para a análise de audiovisualidades com base em uma abordagem cultural, pragmática e sensível.

METODOLOGIA

Discussão de bibliografia indicada, atividades de análise de audiovisuais em rede e seminários de apresentação/discussão dos trabalhos. Abordagem realizada em atividades síncronas e assíncronas. As atividades síncronas serão realizadas em dias e horários programados previamente com a docente com interações ao vivo e ênfase nos fundamentos do princípio da aula invertida, com fóruns de debate, seminários, orientações. As atividades assíncronas irão compor 50% da CH e deverão incluir: estudo dirigido, leituras de referências bibliográficas, apreciação e análise de material audiovisual indicado previamente.

AVALIAÇÃO

A avaliação da disciplina será constituída de uma atividade analítica pautada nos fenômenos e questões conceituais e metodológicas problematizadas no curso para análise d o audiovisual. O trabalho será apresentado em sala e entregue na forma de resumo expandido por email (conforme critérios previamente indicados pela docente), acompanhado do material da apresentação e dos links dos audiovisuais analisados. Serão estimulados trabalhos feitos em coautoria a partir dos objetos de interesse de pesquisa dos alunos e alunas. Valor: 10 pontos.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

UNIDADE I – Fundamentos (dimensão conceitual)
Audiovisuais em redes e as desestabilizações da noção de mídia Tecnicidades, sensibilidades e os mapas de Martín-Barbero para análise cultural do audiovisual
Rede, conectividade e as noções de audiovisual em rede e vetor Performance como dimensão de apreensão do audiovisual em rede.

UNIDADE II – Experimentos (dimensões procedimental e atitudinal)
Audiovisuais e fricções na cultura pop a partir de videoclipes, paródias e lives em circulação nas ambiências digitais Experimentos analíticos a partir de objetos de interesse dos alunos e alunas.

BIBLIOGRAFIA

AMARAL, Adriana; SOARES, Thiago; POLIVANOV, Beatriz. Disputas sobre performance nos estudos de Comunicação: desafios teóricos, derivas metodológicas. Intercom – Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, São Paulo, v. 41, n. 1, p. 63-79, 2018.
Disponível em: http://portcom.intercom.org.br/revistas/index.php/revistaintercom/article/view/3044/2119. Acesso em: 28 set. 2019.
ANTUNES, Elton; GUTMANN, Juliana Freire; MAIA, Jussara Peixoto. No tempo do Zoio: matrizes midiáticas, temporalidades e YouTube. Revista Contracampo, Niterói, v. 37, n. 3, p. 106-125, 2018. Disponível em:
https://periodicos.uff.br/contracampo/article/view/26999. Acesso em: 4 maio 2019.
AUSTIN, John. How to do things with words. 2. ed. Cambridge: Harvard University Press, 1975.
BAYM K. Nancy. Playing to the Crowd. Musicions, audiences ante de intimate work of connection. NY University Press, 2018.
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica. In: BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política.
São Paulo: Brasiliense, 2012. p. 179-212. (Obras escolhidas, v. 1).
CRUZ, C. A. da. “Sou Bicha do Amor”: articulações entre pop, performance e paródia em torno de Lady Gaga. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Cultura Contemporâneas) – Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, UFBA, Salvador, 2020.
BUCHER, Taina. If… then: algorithmic power and politics. Oxford: Oxford University Press, 2018.
BUTLER, Judith. Bodies that matter: on the discursive limits of “sex”. New York: Routledge, 2011.
CARDOSO FILHO, Jorge; GUTMANN, Juliana Freire. Performances como expressões da experiência estética: modos de apreensão e mecanismos operativos. Intexto, Porto Alegre, n. 47, p. 104-120, 2019. Disponível em:
https://seer.ufrgs.br/intexto/article/view/81918. Acesso em: 20 dez. 2019.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia. São Paulo: Editora 34, 1995. v. 1.
GOMES, Itania Maria Mota; SANTOS, Ferreira Thiago; ARAUJO, Carolina Santos Garcia; MOTA Jr., Edinaldo Araujo. Temporalidades múltiplas: análise cultural dos videoclipes e da performance de Figueroas a partir dos mapas das mediações e das mutações culturais.
Contracampo, Niterói, v. 36, n. 3, p. 134-153, 2017. Disponível em: https://periodicos.uff.br/contracampo/article/view/17617. Acesso em: 20 dez. 2018.
GROSSBERG, Lawrence. Cultural Studies in the future tense. Durham: Duke University Press, 2010. (cap. 4)
GUTMANN, Juliana Freire. Audiovisual em rede: derivas conceituais. Belo Horizonte, MG: PPGCOM/UFMG, 2021 (No PRELO).
GUTMANN, Juliana Freire; CUNHA, Simone Evangelista; PEREIRA DE SÁ, Simone. Performances de empoderamento de Pepita em múltiplas áudio/visualidades. In: ENCONTRO ANUAL DA COMPÓS, 29, 2020, Campo Grande. Anais [...]. Campo Grande:
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, 2020, p. 1-23. Disponível em:
http://www.compos.org.br/biblioteca/trabalhos_arquivo_J0HUG7L9WZADCNMZAJTO_30_8347_18_02_2020_19_22_18.pdf. Acesso em: 20 dez. 2020.
GUTMANN, Juliana Freire; CALDAS, Fernanda. Sobre vlog, YouTube e o televisivo: mapeando modos de definição. Animus, Santa Maria, v. 19, n. 41, p. 157-177, 2020. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/animus/article/view/40985. Acesso em: 12 dez. 2020.
GUTMANN, Juliana Freire; MOTA JUNIOR, Edinaldo; SILVA, Fernanda Mauricio da. Gênero midiático, performance e corpos em trânsito: uma análise sobre dissidências da conversação televisiva em canais no YouTube. Galáxia, São Paulo, Especial 1 –
Comunicação e Historicidades, p. 74-86, 2019. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/galaxia/article/view/41752.
GUTMANN, Juliana Freire; CHAMUSCA, Tess. Juntas e misturadas no GNT? Performances de feminilidades sob tensão. E-Compós, Ahead of Print, Brasília, 2021. Disponível em: https://www.e-compos.org.br/e-compos/article/view/2375.

GUTMANN, Juliana Freire; CRUZ, Caio Amaral. Paródia audiovisual em rede e a poética do armengue no pop. Anais do XXX
Encontro Anual da Compós, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo – SP, 27 a 30 de julho de 2021
JANOTTI JR., Jeder. Gêneros musicais em ambientações digitais. Belo Horizonte: PPGCOM/UFMG, 2020.
JANOTTI JR., Jeder; ALCANTARA, José André. O videoclipe na era pós-televisiva: questões de gênero e categorias musicais nas obras de Daniel Peixoto e Johnny Hooker. Curitiba: Apris, 2018.
JIRSA, Tomás; KORSGAARD, Mathias B. The Music Video in transformation: notes on a hybrid audiovisual configuration. Music, sound and the moving image, [s. l.], v. 13, n. 2, p. 111-122, 2019.
KORSGAARD, Mathias. Music Video After MTV: audiovisual studies, new media, and popular music. New York Routledge Press, 2017.
MARTÍN-BARBERO, Jesús; RINCÓN, Omar. Mapa Insomne 2017. Ensayos sobre el sensorium contemporáneo, un mapa para investigar la mutación cultural. In: RÍNCON, Omar; JACKS, Nilda; SCHMITZ, Daniela; WOTTRICH, Laura. (org.). Un nuevo mapa
para investigar la mutación cultural: diálogo con la propuesta de Jesús Martín-Barbero. Quito: CIESPAL, 2019. p. 17-24.
MARTÍN-BARBERO, Jesús; REY, Germán. Os exercícios do ver: hegemonia audiovisual e ficção televisiva. São Paulo: Senac, 2004.
MARTÍN-BARBERO, Jesús. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e sociedade. 5. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2008.
MARTÍN-BARBERO, Jesús. Uma aventura epistemológica. Entrevista por Maria Immacolata Vasallo de Lopes. Matrizes, São Paulo, v. 2, n. 2, p. 143-162, 2009a. Disponível em: file:///C:/Users/jugut/Downloads/145750-Texto%20do%20artigo-292201-1-10-
20180503.pdf. Acesso em: 3 maio 2010.
MARTÍN-BARBERO, Jesús. As formas mestiças da mídia. Entrevista à Mariluce Moura. Revista Fapesp, São Paulo, ed. 163, Set. 2009b. Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br/2009/09/01/as-formas-mesticas-da-midia/. Acesso em: 10 mar. 2010.
MARTÍN-BARBERO, Jesús. Tecnicidades, identidades, alteridades: des-ubicaciones y opacidades de la comunicación en el nuevo siglo. Diálogos de la Comunicación. Departamento de Estudios Socioculturales. ITESO, Guadalajara, México, n. 54, 2002. p. 9-24.
MARTÍN-BARBERO, Jesús. Diversidad en convergência. Matrizes, São Paulo, v. 8, n. 2, p. 14-34, jul/dez. 2014.
MARTÍN-BARBERO, J. Oralidades Culturales y Culturas Digitales. Coloquio Internacional Memorias, saberes y redes de las Culturas
populares en América latina en tiempos del capitalismo global, Bogotá, 14 a 16 de maio de 2013.
MOTA Jr., Edinaldo Araújo; GUTMANN, Juliana Freire. #EstamosVivas: corpo travesti em performances no videoclipe Oração de Linn
da Quebrada. Esferas, Brasília, n. 19, p. 13-23, 2020. Disponível em: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/esf/article/view/12344.
Acesso em: 25 jan. 2021.
PAPACHARISSI, Z. Affective publics: sentiment, technology, and politics. Oxford: Oxford University Press, 2015.
PEREIRA DE SÁ, S. Os feats de videoclipes como estratégia de consolidação da rede de Música Pop Periférica. In: ENCONTRO
ANUAL DA COMPÓS, 28., 2019, Porto Alegre. Anais [...]. Porto Alegre: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2019.
PEREIRA DE SÁ, Simone. Somos Todos Fãs e Haters? Cultura Pop, Afetos e Performance de Gosto nos Sites de Redes Sociais.
Revista Eco Pós, Rio de Janeiro, v. 19, n. 3, p. 50-67, 2016. Disponível em:
https://revistas.ufrj.br/index.php/eco_pos/article/viewFile/5421/3995. Acesso em: 20 fev. 2018.
PEREIRA DE SÁ, Simone. The Numa Numa Dance e Gangnam Style: vídeos musicais no Youtube em múltiplas mediações. Galaxia, São Paulo, n. 28, p. 159-172, dez. 2014b. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/galaxia/article/view/19772. Acesso em: 19 out. 2017.
RAILTON, Diane; WATSON, Paul. Music video and the politics of representation. Edinburgh: Edinburgh University Press, 2011.
RINCÓN, Omar. Epílogo. In: RÍNCON, Omar; JACKS, Nilda; SCHMITZ, Daniela; WOTTRICH, Laura. Un nuevo mapa para investigar la mutación cultural. Diálogo con la propuesta de Jesús Martín-Barbero. Quito: CIESPAL, 2019. p. 263-271.
SCHECHNER, Richard. Performance Studies: an introduction. New York: Routledge, 2019.

SOARES, Thiago. Enfrentamentos políticos e midiáticos de fãs de música pop em Cuba. Logos: Comunicação e Universidade, Rio de Janeiro, v. 23, n. 2, p. 65-76, 2016.
TAYLOR, Diana. O arquivo e o repertório: performance e memória cultural nas Américas. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013.
VAN DIJCK, José. The culture of connectivity: a critical history of social media. New York: Oxford University Press, 2013.
ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção e leitura. São Paulo: Cosac Naify, 2007.

COM524 – TEMAS EM COMUNICACAO E CULTURA CONTEMPORANEAS
TEMA: Imagem, História e Direitos Humanos

QUARTA-FEIRA (Das 14h às 18h)
Carga Horária: 68h – 4cr
Professor Marcelo Ribeiro

EMENTA: 
Abordagem monográfica de tema, aspectos ou autores relevantes nos campos da comunicação e da cultura contemporâneas.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
Quando a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 projeta o advento de um mundo de dignidade universal, a reivindicação da “consciência da humanidade” que declara os direitos humanos se configura contra o pano de fundo vagamente definido dos “atos bárbaros” que a “ultrajaram”, como se lê no preâmbulo do documento (RIBEIRO, 2019). Se compreender os direitos humanos implica reconhecer a cena textual dupla em que se inscreve seu projeto, entre o fundo distópico das violações e a figura informe do comum, entre as formas móveis da barbárie e a promessa utópica de um mundo de dignidade, a “consciência da humanidade” que declara os direitos humanos aparece em um devir-sensível, disseminando-se como imagem (COCCIA, 2010) e inscrevendo-se em uma partilha do sensível (RANCIÈRE, 2005). Elaborar uma compreensão histórica dos direitos humanos exige situar o devir-sensível da “consciência da humanidade” na heterogeneidade da experiência colonial-moderna. Ao mesmo tempo, como a “consciência da humanidade” é, em primeiro lugar, uma consciência espectatorial, que parte da posição de espectador do mundo, o projeto cosmopolítico dos direitos humanos articula necessariamente diferentes cosmopoéticas: regimes de criação e invenção (poiesis) do mundo (cosmos) como mundo comum (polis). É com base nessa argumentação conceitual, desenvolvida em Do inimaginável (2019), e em um aprofundamento da discussão sobre os conceitos de imagem e história, que atravessam aquela argumentação e definem seus desdobramentos em pesquisas mais recentes, que proponho o eixo temático Imagem, História e Direitos Humanos para a disciplina COM524 – Temas em Comunicação e Cultura Contemporâneas, no semestre letivo 2021.2. A disciplina se situa no limiar entre o livro Do inimaginável (2019), o projeto de pesquisa Imagem e direitos humanos: consciência da humanidade, memórias de violações e projeções de dignidade no cinema e no audiovisual (RIBEIRO, 2017; RIBEIRO, 2020), que desenvolvi na UFBA entre 2017 e 2019/20, a linha de pesquisa Imagem e História, que coordeno no grupo de pesquisa Arqueologia do sensível, e o projeto de pesquisa que iniciei em 2020, O paradigma anarquívico e o arquivo colonial-moderno no cinema e no audiovisual. A disciplina pretende retomar, em linhas gerais, o debate sobre o projeto cosmopolítico dos direitos humanos e a história de imagens que o atravessam, entendidas como parte do devir-sensível da “consciência da humanidade” e das cosmopoéticas que o constituem. Para isso, discutiremos o conceito de imagem, situando-o e deslocando-o entre os conceitos de sensível (COCCIA, 2010) e partilha do sensível (RANCIÈRE, 2005), de um lado, e uma abertura analítica a diferentes formas, aparelhos e processos imagéticos. Também discutiremos o conceito de história, tal como pode ser reconhecido e interrogado na linhagem – ou na teia disjuntiva – que, configurada – ou delirada – aqui sob o signo de uma arqueologia do sensível, liga as famosas teses de Walter Benjamin (BENJAMIN, 2012) às perspectivas contemporâneas que, reconhecendo os silenciamentos constitutivos de toda escrita da história (TROUILLOT, 2015), desdobram derivas metodológicas baseadas em procedimentos como a “fabulação crítica” (HARTMAN, 2020), para começar a pensar o que pode uma “história potencial” (AZOULAY, 2019) diante da experiência e do arquivo colonial-modernos. Como pensar a violência anarquívica constitutiva do arquivo, disseminada nos processos da história colonial-moderna e nas modalidades correspondentes de partilha do sensível, que a definem como uma experiência de destruição de mundos? Como a violência anarquívica do arquivo colonial-moderno tem sido abordada, confrontada e reparada por procedimentos múltiplos de crítica e desconstrução (o que Ariella Aïsha Azoualy denomina “desaprender o imperialismo”), assim como de rememoração e imaginação de modos diferentes de partilha do comum (nas palavras de Azoulay: “ensaios em pensamento político e práticas arquivísticas não-imperiais” [rehearsals in nonimperial political thinking and archival practice] “como um modo de estar com outros diferentemente” [as a mode of being with others differently])? Em que sentidos tais procedimentos configuram um paradigma anarquívico, isto é, um modo de saber que duplica, devolve e redistribui a violência anarquívica constitutiva do arquivo colonial-moderno, voltando-a contra ela mesma, para tornar possível interromper a destruição de mundos e abrir a possibilidade de alguma cosmopoética?
OBJETIVOS:
Objetivo geral – Interrogar as relações entre diferentes modalidades de imagens, experiências múltiplas da história e o projeto dos direitos humanos, entendido como projeto cosmopolítico. *Objetivos específicos – Compreender a construção dos direitos humanos, em perspectiva histórica, como projeto cosmopolítico, reconhecendo seus fundamentos sociais e culturais e discutindo suas relações com a história das imagens como um problema de cosmopoéticas. – Identificar, caracterizar e interrogar as principais modalidades de relação entre imagem e direitos humanos, por meio do estudo comparativo de imagens que se referem a diferentes contextos históricos de processos de violação e de reivindicação de direitos humanos, diferenciando cinco possibilidades que podem se encadear e se combinar: (1) o uso de imagens como registros testemunhais de violações para denúncias; (2) o recurso a imagens como evidências e provas em processos investigativos e jurídicos sobre violações; (3) a reunião de imagens como parte de arquivos sobre violações e lutas por direitos; (4) a mobilização de imagens para o trabalho de memória em torno de violações e lutas por direitos; (5) o papel das imagens em projeções de dignidade, na construção de noções e de representações sensíveis da vida digna. – Discutir as possibilidades e os limites de uma arqueologia do sensível no estudo das relações entre imagem, história e direitos humanos, com base na elaboração de articulações entre o conteúdo programático e os problemas de pesquisa de estudantes.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
1. Imagem e história: interrogar as partilhas do sensível do terror colonial-moderno
1.1. Imagem, vida sensível e partilha do sensível: rastro, arquivo, imagem, arte
1.2. História, genealogia e arqueologia: arquivo, testemunho, desaparição, sobrevivência 1.3. Necropolítica e além: as partilhas do sensível do terror colonial-moderno e suas histórias potenciais
2. Os direitos humanos como projeto cosmopolítico e o problema das cosmopoéticas
2.1. O projeto cosmopolítico dos direitos humanos: genealogia e história
2.2. Devir-sensível da consciência da humanidade e cosmopoéticas
2.3. Arquivo e direitos humanos: arquivos do mal, arquivos do comum e abertura anarquívica
3. Itinerários analíticos entre imagem, história e direitos humanos
3.1. Imagens que restam e imagens que faltam: memória, imaginação, fabulação
3.2. Da montagem anarquívica ao paradigma anarquívico: como contar histórias rasuradas, silenciadas, excluídas? Observação: o detalhamento do cronograma será consolidado no decorrer do primeiro mês de aulas, com base em discussão com a turma.
AVALIAÇÃO:
A avaliação ocorrerá de forma processual, envolvendo (1) participação nas aulas síncronas (e em eventuais atividades assíncronas, conforme deliberação conjunta com a turma), (2) apresentação e realização de estudos dirigidos sobre textos selecionados previamente e (3) elaboração de artigo acadêmico de natureza teórico-analítica sobre temáticas relativas ao conteúdo programático e aos problemas de pesquisa das/os estudantes, com base em diálogo com bibliografia e referências estudadas no curso e outras referências pertinentes, para construção durante parte do semestre e entrega em data a combinar, com até 15 páginas e a adoção de normas de evento e/ou periódico científico escolhido pela/o estudante. Observação: o detalhamento do processo de avaliação será consolidado após discussão com a turma.
OBSERVAÇÃO
O plano de ensino da disciplina será atualizado conforme necessário e está disponível em: https://incinerrante.com/cursos/imagem-historia-e-direitos-humanos/
BIBLIOGRAFIA: 
AGAMBEN, Giorgio. O que resta de Auschwitz: o arquivo e a testemunha (Homo Sacer III). Trad. Selvino J. Assmann. São Paulo: Boitempo, 2008.
ARAUJO, Ana Lucia. Slavery in the Age of Memory: Engaging the Past. New York: Bloomsbury Academic, 2020.
AZOULAY, Ariella. Archive. Political Concepts – A Critical Lexicon, v. 1, n. 1, 2012. Disponível em: <https://www.politicalconcepts.org/archive-ariella-azoulay/>. Acesso em: 21 jun. 2020.
AZOULAY, Ariella. Potential History. London: Verso Books, 2019.
AZOULAY, Ariella. “The Family of Man”: A Visual Universal Declaration of Human Rights. In: KEENAN, Thomas; ZOLGHADR, Tirdad (Orgs.). The Human Snapshot. Berlin: Sternberg Press, 2013, p. 19–48. Disponível em: <http://cargocollective.com/AriellaAzoulay/The-Family-Of-Man-A-Visual-Universal-Declaration-Of-Human-Rights>.
AZOULAY, Ariella. The Natural History of Rape. Journal of Visual Culture, v. 17, n. 2, p. 166–176, 2018. Disponível em: <https://doi.org/10.1177/1470412918782340>. Acesso em: 14 abr. 2019.
AZOULAY, Ariella Aïsha; ALHENAWI, Jina; STRIKE MOMA. Abolish MoMA: The Case of Palestine. New York: Strike MoMA, 2021. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=F9paIGTsCKI>. Acesso em: 12 jun. 2021.
AZOULAY, Ariella Aisha; LOWNDES VICENTE, Filipa. Unlearning, An interview with Ariella Aïsha Azoulay, by Filipa Lowndes Vicente. Análise Social, v. LV, n. 2, p. 417–436, 2020. Disponível em: <http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/n235_a08.pdf>. Acesso em: 27 abr. 2021.
AZOULAY, Ariella Aïsha; VICENTE, Filipa Lowndes; LIMA, Luís. Desaprender: Entrevista por Filipa Lowndes Vicente. Lisboa: KKYM + P.OR.K, 2020.
BADIOU, Alain. Ética: um ensaio sobre a consciência do mal. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1995.
BADIOU, Alain. L’ éthique: essai sur la conscience du mal. Caen: Nous, 2003.
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BLEIKER, Roland (Org.). Visual Global Politics. London, New York: Routledge, 2018.
BONA, Dénètem Touam. Cosmopoéticas do refúgio. Trad. Milena P. Duchiade. Desterro [Florianópolis]: Cultura e Barbárie Editora, 2020.
BONA, Dénètem Touam. Cosmo-poétique du refuge. Terrestres – Revue des livres, des idées et des écologies, n. 3, T07:10:14+00:00. Disponível em: <https://www.terrestres.org/2019/01/15/cosmo-poetique-du-refuge/>. Acesso em: 5 set. 2020.
COCCIA, Emanuele. A vida sensível. Trad. Diego Cervelin. Desterro [Florianópolis]: Cultura e Barbárie, 2010.
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HARTMAN, Saidiya. Vênus em dois atos. Revista ECO-Pós, Trad. Fernanda Sousa; Marcelo R. S. Ribeiro. v. 23, n. 3, p. 12–33, 2020. Disponível em: <https://revistaecopos.eco.ufrj.br/eco_pos/article/view/27640>. Acesso em: 21 mar. 2021.
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HUYSSEN, Andreas. Os direitos humanos internacionais e a política da memória: limites e desafios. In: Culturas do passado-presente: modernismos, artes visuais, políticas da memória. Trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Contraponto, 2014, p. 195–213.
HUYSSEN, Andreas. Usos tradicionais do discurso sobre o Holocausto e o colonialismo. In: Culturas do passado-presente: modernismos, artes visuais, políticas da memória. Trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Contraponto, 2014, p. 177–194.
LÖWY, Michael. Walter Benjamin aviso de incêndio: uma leitura das teses “Sobre o conceito de história”. Trad. Wanda Nogueira Caldeira Brant, Jeanne Marie Gagnebin; Marcos Lutz Müller. São Paulo: Boitempo, 2007. MBEMBE, Achille. Necropolítica. Arte & Ensaios, Trad. Renata Santini. v. 2, n. 32, 2017. Disponível em: <https://revistas.ufrj.br/index.php/ae/article/view/8993>. Acesso em: 19 maio 2018. MBEMBE, Achille. Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. Trad. Renata Santini. São Paulo: n-1 edições, 2018. MBEMBE, Achille. Necropolitics. Public Culture, v. 15, n. 1, p. 11–40, 2003. Disponível em: <https://read.dukeupress.edu/public-culture/article/15/1/11/31714/Necropolitics>. Acesso em: 19 maio 2018.
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RIBEIRO, Marcelo R. S. Signo e cinza: derivas de um paradigma anarquívico. In: NETO, Manoel Gustavo de Souza (Org.). YouTube: Núcleo de Estudos em Teoria da História, 2021. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=KIj5SVpTIeU>. Acesso em: 24 jun. 2021.
ROSENSTONE, Robert. A história nos filmes, os filmes na história. Trad. Marcello Lino. São Paulo: Paz e Terra, 2010.
ROTHBERG, Michael. From Gaza to Warsaw: Multidirectional Memory and the Perpetuator. In: The implicated subject: beyond victims and perpetrators. Stanford, California: Stanford University Press, 2019, p. 119–145.
ROTHBERG, Michael. Multidirectional Memory: Remembering the Holocaust in the Age of Decolonization. Stanford, California: Stanford University Press, 2009.
ROTHBERG, Michael. On (Not) Being a Descendant: Implicated Subjects and the Legacies of Slavery. In: The implicated subject: beyond victims and perpetrators. Stanford, California: Stanford University Press, 2019, p. 59–84.
ROTHBERG, Michael. The implicated subject: beyond victims and perpetrators. Stanford, California: Stanford University Press, 2019.
ROTHBERG, Michael. The Work of Testimony in the Age of Decolonization: Chronicle of a Summer and the Emergence of the Holocaust Survivor. In: Multidirectional Memory: Remembering the Holocaust in the Age of Decolonization. Stanford, California: Stanford University Press, 2009, p. 175–198.
- SÁNCHEZ-BIOSCA, Vicente. Imagens de atrocidade e modalidades do olhar: questões de método. __In__: MORETTIN, Eduardo; AGUIAR, Carolina Amaral De; CARVALHO, Danielle Crepaldi; __et al__ (Orgs.). Cinema e história: circularidades, arquivos e experiência estética. Porto Alegre: Sulina, 2017, p. 396–438.
SEGATO, Rita Laura. Antropologia e direitos humanos: alteridade e ética no movimento de expansão dos direitos universais. Mana, v. 12, n. 1, p. 207–236, 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0104-93132006000100008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em: 26 jul. 2018.
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SLIWINSKI, Sharon. Human rights in camera. Chicago ; London: University of Chicago Press, 2011.
STEICHEN, Edward. The Family of Man. New York: Museum of Modern Art, 1955. TROUILLOT, Michel-Rolph. Silencing the past: power and the production of history. Boston, Massachusetts: Beacon Press, 2015.

 

COMA77 – OPINIÃO PÚBLICA E POLÍTICA – TEMA: CAMPANHAS POLÍTICAS EM MEIOS DIGITAIS

QUINTA-FEIRA (Das 14h às 18h)
Carga Horária: 68h – 4cr
Professor Wilson Gomes

Conteúdo Programático a ser divulgado

 

COM525 – TEMAS EM TEORIAS CONTEMPORANEAS DA COMUNICACAO E DA CULTURA
TEMA: CIRCULAÇÃO E MEDIATIZAÇÃO

QUARTA-FEIRA (Das 14h às 18h)
Carga Horária: 68h – 4cr
Professor Giovandro Ferreira

EMENTA: 
Estudo da mediatização a partir de diferentes abordagens teóricas. A compreensão dos processos de mediatização pelo viés da problemática da circulação. Mediatização, circulação e a construção do acontecimento. Circulação e as noções de contrato de comunicação. As implicações da mediatização nas lógicas institucionais. As implicações da mediatização na construção do eu (self). Processos de mediatização, circulação e teoria social.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
A) Aproximações à mediatização – Uma perspectiva teórica da mediatização segundo Stig Harvard – Percurso da reflexão sobre a mediatização segundo Eliseo Verón – Mediatização, teoria social e prática de mídia digital em Nick Couldry – Processos de Mediatização e incivilismo segundo Muniz Sodré
B) Da mediatização à circulação – Circulação e Intituições – Circulação e meios de comunição – Circulação e self (eu) – Circulação e a construção do acontecimento – Circulação e contrato de comunicação
BIBLIOGRAFIA: 
CASTRO, Paulo César (org.). A circulação discursiva – entre produção e reconhecimento, Maceió, EDUFAL – Editora da Universidade Federal de Alagoas, 2017.
CASTRO, Paulo César (org.). Circulação discursiva e transformação da sociedade, Maceió, EDUEPB – Editora da Universidade Estadual da Paraíba, 2018. http://www.ciseco.org.br/index.php/noticias/373-livro-circulacao-discursiva-e-transformacao-da-sociedade
COULDRY, Nick e MEJIAS, Ulises.The costs of connection (how data is colonizing human life and appropriating it for capitalism). Stanford, Stanford University Press, 2019.
COULDRY, NICK. Media, Society, World – Social Theory and digital media practice. Cambridge, Polity Press, 2012. ______. A Mídia tem futuro?. Matrizes, v. 4, n. 1, São Paulo, 2010.
COULDRY, Nick & HEPP, Andreas. The mediated construction of reality. John Wiley & Sons, 2016.
DEACON, D. and STANYER, J.. Mediatization: key concept or conceptual bandwagon?, in Media, Culture and Society, n° 36 (7) pp. 1032-1044, 2014.
FAUSTO NETO, Antônio e VALDETTARO, Sandra. Mediatización, sociedade y sentido – dialogos entre Brasil y Argentina, Universidade Nacional de Rosario, 2010.
FAUSTO NETO, Antonio;MOUCHON, Jean; VÉRON, Eliseo (Org.). Transformações da midiatização presidencial: corpos, relatos, negociações, resistências. São Caetano do Sul: Difusão, 2012.
FERREIRA, Giovandro Marcus. Estudos de Comunicação: as semioses da mediatização. Anais I International Congress in Culture, Covilhã (Portugal), 2015.
FERREIRA, Giovandro; SAMPAIO, Adriano de Oliveira e FAUSTO NETO, Antonio (orgs.). Mídia, discurso e sentido. Salvador: Edufba, 2012.
FERREIRA, Giovandro e ANDRADE, Ivanise. Percurso da reflexão sobre a mediatização nos estudos de Eliseo Verón. In: Maria José Baldessar (org.). Brasil e Argentina: olhares sobre a comunicação. Saõ Paulo, INTERCOM, 2017.
FERREIRA, Jairo et al. (orgs.) Midiatização, polatização e intolerância (entre ambientes, meios e circulações). Santa Maria, FACOS-UFSM,2020.
FERREIRA, Jairo et al. (orgs). Entre o que se diz e o que se pensa: onde está a midiatização? Santa Maria, FACOS-UFSM, 2018.
HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo, Companhia da Letras, 2018. HEPP, Andreas. Cultures of mediatization, Polity Press, Cambridge, 2013.
HEPP, Andreas, HJARVARD, Stig e LUNDBY, Knut. Mediatization: theorizing the interplay between media, culture and society, in Media, Culture & Society, n° 2, vol. 37, 2015.
HEPP, Andreas. 2014. As configurações comunicativas de mundos midiatizados: pesquisa da midiatização na era da ‘mediação de tudo. MATRIZes. 2014, Vol. 8. N. 1, pp. 45-64. HJARVARD, Stig. A midiatização da cultura e da sociedade, Editora Unisinos, São Leopoldo, 2013. _______________.Midiatização: teorizando a mídia como agente de mudança social e cultural Mediatization: Theorising the Media as Agents of Social and Cultural Change. MATRIZes, 5(2), 53-92. 2012.
JANOTTI JUNIOR, Jeder; MATTOS, Maria Ângela; JACKS, Nilda. Mediação & midiatização. Salvador: EDUFBA, 2012.
LUNDBY, Knut (ed.). Mediatization – concept, changes, consequences, Peter Lang, New York, 2009.
LUNDBY, Knut (ed.). Mediatization of communication (Handbooks of Communication Science), vol. 21, De Gruyter, Boston/Berlin, 2014.
MARTÍN-BARBERO, Jesús. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1997.
SCHILLEMANS, Thomas. Mediatization of public service – how organizations adapt to news media, Peter Lang, Frankfurt, 2012.
VERÓN, Eliseo. La semiosis social, 2: ideas, momentos, interpretantes. Buenos Aires: Paidós, 2013. _____________. Mediatización, comunicación política y mutaciones de la democracia. Semiosfera, n. 2, 1994. p. 5-36. ¬_____________. Médiatisation du politique. Stratégies, acteurs et construction des collectifs, Hermès, 1995/3 (n° 17-18), p. 201-214. ¬_____________. Esquema para el análisis de la mediatización. Diálogos, n° 48. Buenos Aires, 1997. p. 9-16 ¬_____________. Semiosis of mediatization. In: Mendes, C. y Rodriguez Larreta, E. (eds), Media and social perception, UNESCO-ISSC-EDUCAM. Rio de Janeiro, 1999. p. 458-474. ¬_____________. La mediatizatión, Coleción Cursos y Conferencias, n. 9, Editora da UBA – Universidad de Buenos Aires, 1986. _____________. Teoria da midiatização: uma perspectiva semioantropológica e algumas de suas consequências. Matrizes, V. 8 – Nº 1 jan./jun. 2014, São Paulo – Brasil, p. 13-19. Revistas: Revista Matrizes, Dossiê “Novas perspectivas em Teorias da Comunicação” (Midiatização), Vol. 8, N. 01, Editora da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014. https://www.revistas.usp.br/matrizes/issue/view/6358 Revista Matrizes, Dossiê “Novas perspectivas em Teorias da Comunicação”, Vol. 7, N. 02, Editora da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013. https://www.revistas.usp.br/matrizes/issue/view/5525 Revista Rizoma, Dossiê “Midiatização e Circulação”, Vol. 06, N. 02, Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Santa Cruz do Sul (RS). https://online.unisc.br/seer/index.php/rizoma/issue/view/551

 

POSCOM000000008 – T.E. INTRODUÇÃO A MÉTODOS QUALITATIVOS E QUANTITATIVOS DE PESQUISA: COMUNICAÇÃO, POLÍTICA E SOCIEDADE
QUARTA-FEIRA (Das 14h às 18h)
Carga Horária: 68h – 4cr
Professor Samuel Barros

EMENTA

A disciplina tem como propósito uma apresentação introdutória de métodos de pesquisa qualitativos e quantitativos empregados pelo campo científico da Comunicação. Desenhos de pesquisa. Estudos comparados. Métodos Qualitativos: entrevistas, grupo focal, análise de conteúdo e análise do discurso, prosopografia e etnografia e observação. Métodos Quantitativos: survey, estatística descritiva e visualização de dados, testes estatísticos. Métodos Mistos. Métodos para os estudos dos efeitos sociais da comunicação: agendamento, Espiral do Silêncio, Efeito de Terceira Pessoa, enquadramento. Estudos da Comunicação para o entendimento de fenômenos sociais e políticos.

BIBLIOGRAFIA

ANGROSINO, Michael. Etnografia e observação participante. Porto Alegre: Artmed, 2009.

BAQUERO, Marcello. A pesquisa quantitativa nas Ciências Sociais. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009.

BARBETTA, Pedro Alberto. Estatística aplicada às ciências sociais. Ed. UFSC, 2008.

BAUER, Martin; GASKELL, George. Pesquisa Qualitativa com Texto, Imagem e Som. Qualidade, Quantidade e Interesses do Conhecimento: evitando confusões. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2003.

BECKER, Howard. Segredos e truques da pesquisa. Rio de Janeiro: Zahar, 2007.

CERVI, Emerson Urizzi. Métodos quantitativos nas ciências sociais: uma abordagem alternativa ao fetichismo dos números e ao debate com qualitativistas. Pesquisa Social, p. 125-143, 2009.

CERVI, Emerson. Manual de métodos quantitativos para iniciantes em Ciência Política. Curitiba: CPOP-UFPR, 2017.

CHARAUDEAU, Patrick. (1996). Para uma nova análise do discurso. In: CARNEIRO, Agostinho Dias (org.). O discurso da mídia. Rio de Janeiro: Oficina do autor, p. 05-43.

CRESWELL, John W. Projeto de Pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. Porto Alegre: Artmed, 2010. 296 p.

DESLAURIES, Jean-Pierre. A pesquisa qualitativa: Enfoque epistemológicos e metodológicos/tradução Ana Cristina Nasser. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

HAYES, Andrew F. Statistical methods for communication science. Routledge, 2020.

JANKOWSKI, Nicholas W.; JENSEN, Klaus Bruhn (Ed.). A handbook of qualitative methodologies for mass communication research. Routledge, 2002.

LASSWELL, Harold. A linguagem da política. Universidade de Brasìlia, 1979.

LEVIN, Jack; FOX, James Alan. Estatística para ciências humanas. Pearson, 2004.

MERTON, Robert K. e KENDALL, Patricia L. “The Focused Interview”. American Journal of Sociology. Vol. 51, nº 6, maio 1946, pp. 541-557.

PARADIS, C.; SARMENTO, R. . A PEC das domésticas e os enquadramentos midiáticos sobre o trabalho feminino. Sociedade e Cultura, v. 19, p. 83-94, 2016.

RECUERO, Raquel; BASTOS, Marco; ZAGO, Gabriela. Análise de redes para mídia social. Porto Alegre: Editora Sulina, 2015.

SAMPAIO, Rafael; LYCARIÃO, Diógenes. Eu quero acreditar! Da importância, formas de uso e limites dos testes de confiabilidade na Análise de Conteúdo. Revista de Sociologia e Política, v. 26, n. 66, p. 31-47, 2018.

VEIGA, Luciana e GONDIM, Sônia M. G. “A utilização de Métodos Qualitativos na Ciência Política e no Marketing Político”. Opinião Pública. Vol. VII, nº 1. Campinas, Maio 2001. pp. 1-15.

VIMIEIRO, Ana Carolina; BARGAS, Janine. O uso de dados e métodos digitais nas pesquisas em comunicação. Revista FAMECOS, v. 26, n. 2, p. e32473-e32473, 2019.

 

POSCOM000000011 – T.E. COMUNICAÇÃO, ESTUDOS CULTURAIS E AFRODIÁSPORA
SEXTA-FEIRA (Das 14h às 16h)
Carga Horária: 34h – 2cr
Professor Rafael Queiroz e Professora Itania Gomes

EMENTA

Processos da afrodiáspora e seus desdobramentos filosóficos, estéticos, culturais e políticos, dentro de uma perspectiva da Comunicação. Epistemologias negras e resistências. Racismo endêmico e epistemicídio. Cultura, Cultura Negra, Atlântico negro. Identidades, subjetividades, negritude, pan-africanismo, raça e racismo, amefricanidade, quilombismo. Os processos comunicacionais entre África e suas diásporas, que ensejam resistência, lutas, sociabilidades e outras cosmovisões serão propositivos para novas bibliografias, assim como diferentes metodologias e formas de análises de produtos culturais.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
Dimensão conceitual:

Comunicação, estudos culturais e afrodiáspora;
Cultura, Cultura Negra, Atlântico negro;
Identidades, subjetividades, negritude, pan-africanismo, raça e racismo, Amefricanidade, Quilombismo;
Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico.

Dimensão procedimental:
Análise cultural da comunicação: dimensões e especificidades
Dimensão atitudinal:
Educar para outros mundos possíveis.

METODOLOGIA DE ENSINO-APRENDIZAGEM

As aulas serão constituídas por discussão da bibliografia e análise de formas culturais (processos e/ou produtos audiovisuais, sonoros e/ou imagéticos), orientadas pelos professores. A abordagem metodológica se realizará em atividades síncronas e assíncronas. As atividades síncronas serão realizadas quinzenalmente, às sextas-feiras, com interações ao vivo entre docentes e discentes. Essas aulas irão priorizar a abordagem da “aula invertida”, com fóruns de debate, seminários, orientações. As atividades assíncronas ocuparão 50% da CH e deverão incluir: estudo dirigido, leituras de referências bibliográficas, apreciação e análise de formas culturais comunicacionais previamente indicadas.

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
A avaliação da disciplina será constituída por uma crítica de produtos audiovisuais, sonoros e/ou imagéticos articulado às questões conceituais e metodológicas problematizadas no curso. O trabalho deverá ser entregue em data a ser combinada com os professores. A crítica deverá conter um máximo de 5 páginas (times new roman, corpo 12), além das notas e referências bibliográficas. Os trabalhos deverão ser entregues em cópia eletrônica, acompanhados de cópia ou link para os materiais analisados, quando for o caso. Valor: 10 pontos.

1ª Aula – 20/08

Introdução à Diáspora

EDWARDS, Brent Hayes. Os usos da diáspora. Translatio, Porto Alegre, n. 13, pp. 40-71, Junho de 2017.

HALL, Stuart. Da diáspora: Identidades e mediações culturais. Belo Horizonte:
Editora UFMG; Brasília: Representação da UNESCO no Brasil, 2003.
Textos: “Pensando a diáspora: reflexões sobre a terra no exterior” e ‘Que “negro” é esse na cultura negra?’

2ª Aula – 03/09

Debatendo o Atlântico negro

GILROY, Paul. O Atlântico Negro: modernidade e dupla consciência. São Paulo:
Ed. 34; Rio de Janeiro: Universidade Candido Mendes, Centro de Estudos AfroAsiáticos, 2001.

Cap. 1 – O Atlântico negro como contracultura da modernidade (pp. 33-100)

3ª Aula – 17/09

Amplificando o Atlântico negro: o Stereomodernism

JAJI, Tsitsi Ella. Africa in Stereo: Modernism, Music, and Pan-African Solidarity.
New York: Oxford University Press, 2014.
pp.1-22 e pp.193-238

4ª Aula – 01/10

Diáspora no Brasil – Lélia, Beatriz e Abdias

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Organização de Flávia Rios e Marcia Lima, Rio de Janeiro: Zahar, 2020. Texto: “A categoria político-cultural de amefricanidade”

NASCIMENTO, Beatriz. O conceito de quilombo e a resistência cultural negra. In: RATTS, Alex. Eu sou atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Instituto Kuanza, Imprensa Oficial, pp. 117-125, 2006.

NASCIMENTO, Abdias. O Quilombismo. In: O Quilombismo: documentos de uma militância pan-africana. Brasília: Fundação Cultural Palmares, 2002, pp. 255-295

Filme Ôrí (1988) – Raquel Gerber.

 

5ª Aula – 15/10

Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico

BERNARDINO-COSTA, Joaze; GROSFOGUEL, Ramón, MALDONADO-TORRES, Nelson. Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2018.
Textos: – Introdução
- Convergências entre intelectuais do Atlântico Negro: Guerreiro Ramos, Frantz Fanon e Du Bois

FANON, Frantz. Pele Negra, Máscaras Brancas. Salvador: EDUFBA, pp. 127-174, 2008. Introdução e Cap. 6 – O negro e a psicopatologia

 

6ª Aula – 29/10

Exu e Diáspora enquanto epistemes

RUFINO, Luiz. Exu e a Pedagogia das Encruzilhadas. 2017. 231 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2017. Cap. 1 (pp. 10-47); Cap. 04 (pp. 139-185).

SODRÉ, Muniz. Pensar nagô. Petrópolis: Vozes, 2017. Exu inventa o tempo.

7ª Aula – 12/11

Apresentação dos trabalhos dos alunos

8ª Aula – 26/11

Apresentação dos trabalhos dos alunos

BIBLIOGRAFIA

BERNARDINO-COSTA, Joaze; GROSFOGUEL, Ramón, MALDONADO-TORRES, Nelson. Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2018.

EDWARDS, Brent Hayes. Os usos da diáspora. Translatio, Porto Alegre, n. 13, pp. 40-71, Junho de 2017.

FANON, Frantz. Pele Negra, Máscaras Brancas. Salvador: EDUFBA, pp. 127-174, 2008.

GILROY, Paul. O Atlântico Negro: modernidade e dupla consciência. São Paulo:
Ed. 34; Rio de Janeiro: Universidade Candido Mendes, Centro de Estudos AfroAsiáticos, 2001.

GILROY, Paul & GILMORE, Ruth Wilson (Eds.). Stuart Hall: Selected Writings on Race and Difference, Durham: Duke University Press, 2021.

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Organização de Flávia Rios e Marcia Lima, Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

HALL, Stuart. Da diáspora: Identidades e mediações culturais. Belo Horizonte:
Editora UFMG; Brasília: Representação da UNESCO no Brasil, 2003.

HOOKS, bell. Olhares negros: raça e representação. São Paulo: Elefante, 2019.

JAJI, Tsitsi Ella. Africa in Stereo: Modernism, Music, and Pan-African Solidarity.
New York: Oxford University Press, 2014.

NASCIMENTO, Abdias do. O Quilombismo. In: O Quilombismo: documentos de uma militância pan-africana. Brasília: Fundação Cultural Palmares, 2002, pp. 255-295

NASCIMENTO, Beatriz. O conceito de quilombo e a resistência cultural negra. In: RATTS, Alex. Eu sou atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Instituto Kuanza, Imprensa Oficial, pp. 117-125, 2006.

RUFINO, Luiz. Exu e a Pedagogia das Encruzilhadas. 2017. 231 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2017.

SIMAS, Luiz Antonio; RUFINO, Luiz. Fogo no mato: a ciência encantada das
macumbas. Rio de Janeiro: Mórula, 2018.

SODRÉ, Muniz. Pensar nagô. Petrópolis: Vozes, 2017.

 

Semestre 2021.1

 

COM536- CONTEMPORANEIDADE, COMUNICAÇÃO E CULTURA
Obrigatória – Mestrado e Doutorado (EXCLUSIVA PARA DISCENTES REGULARES DO PÓSCOM)
Carga Horária: 68h – 4 Créditos
Docentes: Profs. Wilson Gomes e Samuel Barros
Dia: Quarta-Feira
Horário: Das 15h às 19h

COM546 – SEMINÁRIO AVANÇADO
Obrigatória – Doutorado (EXCLUSIVA PARA DISCENTES REGULARES DO PÓSCOM)
Carga Horária: 68h – 4 Créditos
Docente: Prof. André Lemos
Dia: Terça-feira
Horário: Das 14h às 18h

POSCOM000000006 - TÓPICOS EM COMUNICAÇÃO E FEMINISMO II
Carga Horária: 34h – 2 Créditos
Docente: Profª. Graciela Natansohn
Dia: Quinta-feira
Horário: Das 15h às 17h

COMA76 – COMUNICAÇÃO E POLÍTICA
TEMA: Fake News e Redes Sociais
Carga Horária: 68h – 4 Créditos
Docente: Prof. João Guilherme Bastos (PósDoc – INCT)
Dia: Segunda-feira
Horário: Das 15h às 17h

COMA72 – ASPECTOS DO JORNALISMO DIGITAL
Carga Horária: 68h – 4 Créditos
Docente: Profª. Lia Seixas
Dia: Quinta-feira
Horário: Das 14h às 18h

POSCOM000000007 - SONORIDADES CONTEMPORÂNEAS DO AUDIOVISUAL: TEORIAS, MÉTODOS E PRÁTICAS
Carga Horária: 34h – 2 Créditos
Docente: Prof. Guilherme Maia
Dia: Segunda-feira
Horário: Das 19h às 21h
Horário (encontros síncronos): Segundas-feiras, das 19:00 às 21:00.
OBS. A parte síncrona do curso será ministrada nos meses de abril e maio.

COMA69 – TEMAS EM PRÁTICAS DA ANÁLISE DE PRODUTOS E LINGUAGENS DA CULTURA MEDIÁTICA
Carga Horária: 68h – 4 Créditos
Docentes: Profª. Itania Gomes e Prof. Thiago Emanoel Ferreira
Dia: Quinta-feira
Horário: Das 14h às 18h

 

ATIVIDADES:

COM790 - PESQUISA ORIENTADA

COM791 - TIROCÍNIO DOCENTE ORIENTADO

 

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO – OFERTA 2021.1

COM536- CONTEMPORANEIDADE, COMUNICAÇÃO E CULTURA
Obrigatória – Mestrado e Doutorado (EXCLUSIVA PARA DISCENTES REGULARES DO PÓSCOM)
Carga Horária: 68h – 4 Créditos
Docentes: Profs. Wilson Gomes e Samuel Barros
Dia: Quarta-Feira
Horário: Das 15h às 19h

 

COM546 – SEMINÁRIO AVANÇADO
Obrigatória – Doutorado (EXCLUSIVA PARA DISCENTES REGULARES DO PÓSCOM)
Carga Horária: 68h – 4 Créditos
Docente: Prof. André Lemos
Dia: Terça-feira
Horário: Das 14h às 18h

 

POSCOM000000006 – TÓPICOS EM COMUNICAÇÃO E FEMINISMO II
Carga Horária: 34h – 2 Créditos
Docente: Profª. Graciela Natansohn
Dia: Quinta-feira
Horário: Das 15h às 17h

EMENTA:

Feminismos decoloniais, epistemologia, ciência e tecnologia digital. Ativismo feminista digital: ciberfeminismos e transhacktivismos negros, lésbicos, afro-latinos. Princípios feministas para internet. Brechas digitais de gênero. Colonialidade digital. Violências digitais de gênero.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS OBRIGATÓRIAS

ARAUJO, Daniela. Feminismo e cultura hacker : intersecções entre política, gênero e tecnologia. Tese (doutorado) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Geociências, Campinas, SP, 2018. Disponível em: &lt;http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/331511&gt;.

ASSOCIATION FOR PROGRESSIVE COMMUNICATIONS (APC) Feminist Principles of Internet. Disponível https://www.genderit.org/es/feminist-talk/principios-feministas-para-internet-segunda-versi%C3%B3n

BARROS, Thiane Neves. Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In SILVA, Tarcizio (org.). Comunidades, algoritmos e ativismos digitais. Olhares afrodiaspóricos. SP: LiteraRua, 2020, p.184-199. Disponível em https://drive.google.com/file/d/15xdhdtFYt_tK_lQfjE0_TGpG5y1LpCsL/view e no nosso drive.

BENJAMIN, Ruha. Retomando nosso fôlego: estudos de ciência e tecnologia, teoria racial crítica e a imaginação carcerária. SILVA, Tarcizio (org.). Comunidades, algoritmos e ativismos digitais. Olhares afrodiaspóricos. SP: LiteraRua, 2020. Disponível em https://drive.google.com/file/d/15xdhdtFYt_tK_lQfjE0_TGpG5y1LpCsL/view

CARRERA, Fernanda. Racismo e sexismo em bancos de imagens digitais: análise de resultados de busca e atribuição de relevância na dimensão financeira/profissional. In SILVA, Tarcizio da (org.). Comunidades, algoritmos e ativismos digitais. Olhares afrodiaspóricos. SP: LiteraRua, 2020, p. 139-155. Disponível em https://drive.google.com/file/d/15xdhdtFYt_tK_lQfjE0_TGpG5y1LpCsL/view e no nosso drive.

FERREIRA, Sérgio R. DA S. Transmasculinidades e a formação de rede como cogestão dos dados online: conversas compartilhadas sobre gênero e subjetividade no Facebook. Anais XV Enecult. Anais… Salvador: XV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura – Enecult, 2019. Disponível em: &lt;http://www.enecult.ufba.br/modulos/submissao/Upload-484/112359.pdf&gt;

GOLDSMAN, Florencia. #LIBERTADPARABELEN: Twitter y el debate sobre aborto en la Argentina. PósCom/UFBA, Salvador, 2018. Cap.3. “Tecnopolítica: sobrepasar las definiciones sobre ciberactivismos”, p. 69-102. Disponível em https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/25970

MAFFIA, Diana. Contrato moral, género y ciencia. Disponível em https://www.oei.es/historico/congresoctg/memoria/mesas.php

NATANSOHN, Graciela, GOLDSMAN, Florencia. Violencia de género expandida, vigilancia y privacidad en red. Revista Fronteiras. S. Leopoldo: Unisinos, V.20, n. 3, 2018. Disponível em

http://revistas.unisinos.br/index.php/fronteiras/article/view/fem.2018.203.10

NATANSOHN, Graciela. REIS, Josemira. Digitalizando o cuidado: mulheres e novas codificações para a ética hacker. Cad. Pagu (no prelo).

NOBLE, Safiya Umoja. Algorithms of opression. How search engines reinforce racism. NY: NY University Press, 2018. Cap. 2. no drive.

PELÚCIO, Larissa. Amor em tempos de aplicativos: masculinidades heterossexuais e a negociações de afetos na nova economia do desejo. 2017. Tese (livre-docência) – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, 2017. Disponível em

http://hdl.handle.net/11449/154656

PEÑA, Paz, VARÓN, Joana. Decolonising AI: A transfeminist approach to data and social justice. Global Information Society Watch 2019. Artificial intelligence: Human rights, social justice and development. Disponível em

https://www.apc.org/en/pubs/global-information-society-watch-2019-artificial-

intelligence-human-rights-social-justice-and PEÑA, Paz, VARÓN, Joana. Feminist approach to consent in digital technologies. Coding Right. 2019. Disponível em https://codingrights.org/docs/ConsentToOurDataBodies.pdf

PRADO, Débora. Infraestruturas feministas e atuação política de mulheres em redes autônomas e comunitárias: criar novos possíveis diante da concentração de poder na internet. Dissertação de mestrado. Campinas: Unicamp, 2019. Cap. 3, p.56-75. Disponível em http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/335699

RICAURTE, Paola. Data Epistemologies, Coloniality of Power, and Resistance. Television &amp; New Media, 1-16, 2019. Disponível no drive.

SILVA, Nara Lopes Pereira da. Virtualidade, violência online e corpo: uma compreensão fenomenológica. Internet &amp; Sociedade. n.1.vol.1, 2018, p. 311-330.

Disponível em https://revista.internetlab.org.br/wp-content/uploads/2020/02/numero1_volume1_fev2020.pdf

SOUZA, Sabrina F. Rede de Mulheres Negras e Rede de Ciberativistas Negras -Pará – Construção identitárias negra amazônidas coletiva e contra narrativas insurgentes. In: Anais do VI Simpósio LAVITS, Salvador, 2019. Disponível em http://lavits.org/wp-content/uploads/2019/12/FigueiredoSouza-2019-LAVITSS.pdf

TOUPIN, Sophie. Feminist hackerspaces: The Synthesis of Feminist and hacker Cultures. Journal of Peer Production, v.5, 2014. Disponível em: &lt;http://peerproduction.net/editsuite/issues/issue-5-shared-machine-shops/peer- reviewed-articles/feminist-hackerspaces-the-synthesis-of-feminist-and-hacker-cultures/?format=pdf&amp;pdf=2917

VALENTE, Mariana. NERIS, Natalia. Elas vão feminizar a internet? O papel e o impacto do ativismo online para os feminismos no Brasil. Sur – Revista Internacional de Direitos Humanos. Dossier Su/r sobre Internet e Democracia. Disponível em https://sur.conectas.org/wp-content/uploads/2018/07/sur-27-portugues-mariana-valente-natalia-neris.pdf

ZILLER, Joana et alii. Lesbianidades em rede: visibilidades e invisibilidades no YouTube. In BRUNO, Fernanda,, NATANSOHN, Graciela, PARRA, Henrique, BARRETO, Paola, FIRMINO, Rodrigo. Anais do VI Simpósio Internacional LAVITS: “Assimetrias e (In)Visibilidades: Vigilância, Gênero e Raça”. Disponível em http://lavits.org/wp-content/uploads/2019/12/Ziller_et_all-LAVITISS-2019.pdf

 

COMA76 – COMUNICAÇÃO E POLÍTICA
TEMA: Fake News e Redes Sociais
Carga Horária: 68h – 4 Créditos
Docente: Prof. João Guilherme Bastos (PósDoc – INCT)
Dia: Segunda-feira
Horário: Das 15h às 17h

 

Metodologia de ensino:

As aulas planejadas serão divididas em 11 aulas expositivas, 2 encontros de discussão geral (um de introdução e outro de encerramento), dois dias de apresentação de projetos de artigo e um dia de avaliação. Serão centradas em textos definidos previamente e experiências atuando no auxílio à tomada de decisão política na área de redes sociais, fake news e campanhas de desinformação, com amplo espaço para discussão e debate.

Procedimentos de avaliação

A avaliação da aprendizagem pode ser dividida em duas etapas: apresentação de projeto de artigo final com base na disciplina e apresentação de artigo final após seu desenvolvimento. A nota avaliará o artigo final, levando em consideração o percurso feito desde o seu projeto inicial.

Descrição da aula A relevância crescente das redes sociais online para a comunicação política, tanto na comunicação institucional quanto informal, intensifica estratégias baseadas na segmentação de perfis que serve de base para o funcionamento dessas plataformas e aplicativos.

Embora as ciências sociais tenham contribuído significativamente para elaboração de conceitos como redes policêntricas e testes como seis graus de separação (utilizados no desenvolvimento de algoritmos e modelos de redes), boa parte do potencial da análise de redes ainda é pouco explorado, particularmente em suas relações com o combate a campanhas envolvendo fake news e campanhas de desinformação (dois fenômenos distintos). Para avançar nesse sentido, o curso é composto por aulas que exploram as relações entre informações falsas virais, redes sociais online e análise de redes – seja na pandemia ou em contextos eleitorais – diferenciando as dinâmicas de redes como WhatsApp, YouTube, Instagram e Twitter. As aulas têm como base tanto textos de referência quanto experiências no auxílio ao combate a esse tipo de fenômeno em situações práticas. Mais do que explicar ou aprofundar os pontos trazidos em cada texto, o objetivo é que cada aluno chegue ao final do curso com capacidade de (i) aplicar os conceitos a suas próprias pesquisas e à análise de casos reais de campanhas de fake news e desinformação em redes sociais online, (ii) compreender como essas discussões interferem nas pesquisas da área, mesmo que não diretamente relacionadas ao tema das campanhas baseadas em informações falsas e (iii) uma compreensão ampla sobre dinâmica de redes sociais online e suas relações com dinâmicas políticas contemporâneas.

Conteúdo:

22/02/21 Apresentação da disciplina e mapeamento dos pontos de diálogo com projetos de pesquisa dos alunos matriculados.

01/03/21 Introdução ao tema das “fake news”, campanhas de desinformação e redes sociais online, explorando temas basilares, da segmentação à dinâmica multiplataforma.

08/03/21 Aula centrada em conceitos precedentes dos estudos de comunicação política, úteis à compreensão de fake news e campanhas de desinformação, como atalhos de informação, racionalidade de baixa informação e segmentação voluntária.

15/03/21 Aula focada no papel dos métodos de análise de redes para o mapeamento e combate a campanhas baseadas em informações falsas virais. Apresentação de pontos chave dos paradigmas de pesquisa de redes complexas e caos para pesquisa em ciências sociais.

22/03/21 Aula focada na viralização de informações falsas no WhatsApp, abordando sua dinâmica e distorções recorrentes nas pesquisas sobre aplicativos de envios de mensagens criptografadas.

29/03/21 Aula focada no YouTube e nas ecologias de informações falsas que marcam a plataforma, dos grupos da extrema direita ao negacionismo durante a pandemia no Brasil.

05/04/21 Aula focada no Instagram e em abordagens possíveis para identificação de nichos de informações falsas em plataformas centradas em imagens.

12/04/21 Aula focada no Twitter e ações coordenadas utilizando bots, milícias digitais e perfis verificados.

19/04/21 Primeira rodada de apresentação de projetos de artigos para avaliação final.

26/04/21 Segunda rodada de projetos de artigos para avaliação final.

03/05/21 Aula apontando iniciativas legais e regulatórias de combate às campanhas de informação falsa em redes sociais online, com foco nas limitações identificadas com auxílio dos estudos de comunicação política.

10/05/21 Aula sobre fake news e campanhas eleitorais, com foco no caso brasileiro.

17/05/21 Aula sobre ataques às instituições democráticas e ao chamado sistema de peritos através de ações coordenadas em redes sociais online.

24/05/21 Aula sobre alternativas possíveis no combate às campanhas baseadas em informações falsas e possibilidades de inovações por parte dos atores que se beneficiam dessas campanhas.

31/05/21 Avaliação 2 – discussão para finalização dos artigos finais da disciplina.

07/06/21 Aula de encerramento da disciplina.

Avaliação (descrição, e datas)

19 e 26 de abril – A primeira avaliação consiste em apresentações de oral de projetos, em dupla, visando a produção de artigos finais com base no conteúdo do curso com o qual os discentes tiveram contato até o dia 12 de abril.

31 de maio – A segunda avaliação consiste na entrega de um artigo final, seguindo as direções indicadas e discutidas na avaliação anterior. O dia 31 de maio será dedicado a discussões e possíveis dúvidas relacionadas a finalização dos artigos.

 

COMA72 – ASPECTOS DO JORNALISMO DIGITAL
Carga Horária: 68h – 4 Créditos
Docente: Profª. Lia Seixas
Dia: Quinta-feira
Horário: Das 14h às 18h

EMENTA: Os valores jornalísticos em tempos de mudanças e crises. O essencial do jornalismo em qualquer mídia, aplicativo ou plataforma. Comparação de diferents produtos para analisar: finalidades, funções, propriedades, valores jornalísticos e valores notícia. O que fica e o que muda no jornalismo atual? Quais as caraterísticas fundamentais da fazer-saber sobre a realidade atual? Faremos perguntas como: qual a diferença entre o jornalismo da tv aberta e o jornalismo no Instagram? A disciplina receberá convidados especialistas como: Roseli Figaro (mercado de trabalho e valores), Márcia Benetti (com foco em credibilidade e objetividade), Rafael Paes (doutorado em obejtividade), Gisele Reginato (doutorado em finalidades de jornalismo), Marcos Paulo (cognição e valor notícia), Leonel Aguiar (valor noticia e algoritmo). Os encontros terão difetentes formatos, desde palestra e debate a entrevistas e diálogo.


REFERÊNCIAS

Anderson, C. W. Journalism as procedure, journalism as values. Journalism, v. 20, n. 1, p. 8–12, 19 jan. 2019.

Dahlgren, Peter. (2006) The Internet, public spheres and political communication: dispersion and deliberation. In: Political Communication. American Political Science Association y International Communication Association. Ano 22, nº 2, Londres: Routledge,.

Deuze, Mark; Witschge, Tamara. (2016) O que o jornalismo está se tornando. Dossiê práticas jornalísticas. Parágrafo. Jul/dez. V. 4.Nº2. Deuze, M. (2005) What is journalism? Professional identity and ideology of journalists reconsidered. Journalism, v. 6, n. 4, p. 442–464.

Franciscato, C. E. (2003) A atualidade do Jornalismo: bases para sua delimitação teórica. [s.l.] Universidade Federal da Bahia, agosto.

Galtung & Ruge, M. H. A estrutura do noticiário estrangeiro. A apresentação da crise do Congo, Cuba e Chipre em quatro jornais estrangeiros. In: TRAQUINA, Nelson (Org.). Jornalismo: questões, teorias e “Estórias”.Lisboa: Veja, 1999.

Groth, Otto. O poder cultural desconhecido. Fundamentos das Ciências dos Jornais. Trad. Liriam Sponholz. Petrópolis: Vozes, 2011.

Guerra, Josenildo. O percurso interpretativo na produção da notícia: verdade e relevância como parâmetros de qualidade jornalística. São Cristóvão: Editora UFS, 2008.

Hall, Stuart (1997) The Work of Representation in Stuart Hall (ed.), Representation. Cultural Representations and Signifying Practices, Sage, London. Hanitzsch, T.; Vos, T. P. (2017) Journalistic Roles and the Struggle Over Institutional Identity: The Discursive Constitution of Journalism. Communication Theory, v. 27, n. 2, p. 115–135, 1 maio.

Harcup; O’Neill. (2001) What Is News? Galtung and Ruge revisited. Journalism Studies, v.2, n.2, dezembro, p.261-280. Harcup; O’Neill. (1996) What Is News? Galtung and Ruge revisited (again). Journalism Studies, março, 2016.

Harcup; O’Neill. (2016) What Is News? Galtung and Ruge revisited. Journalism Studies, v.2, n.2, dezembro, p.261-280, 2001. HARCUP; O’NEILL. What Is News? Galtung and Ruge revisited (again). Journalism Studies, março.

Kovach, B.; Rosenstiel, T. (2014) The elements of journalism: What newspeople should know and the public should expect. [s.l.] Three Rivers Press (CA). McQuail, D. (2013) Journalism and society. [s.l.] Sage. LAGE, Nilson. (1993) A estrutura da notícia. São Paulo: Ática.

MacQuail, D. (2013) Journalism and society, Sage.

Marques, Estela. Noticiabilidade: a relação entre os valores-notícia e os valores humanos da psicologia. Trabalho de Conclusão de Curso. Salvador: UFBA, ISSN nº 2447-4266 Vol. 4, n. 4, Jul-Set. 2018 DOI: https://doi.org/10.20873/uft.2447-4266.2018v4n4p334Revista Observatório, Palmas, v. 4, n. 4, p. 334-366, jul-set. 2018Curso de Comunicação com Habilitação em Jornalismo, 2016. Disponível em: http://www.facom.ufba.br/portal/wp-content/uploads/2016/06/VERS%C3%83O-FINAL-TCC-ESTELA-MARQUES.pdf. Acesso em: 07.09.2017.

Schudson, M. (2001) The objectivity norm in American journalism*. Journalism: Theory, Practice & Criticism, v. 2, n. 2, p. 149–170, 29 agosto. Schudson, M. (2010) Descobrindo a notícia: uma história social dos jornais nos Estados Unidos. Petrópolis: Vozes, p. 143–226.

Traquina, Nelson. Teorias do jornalismo: a tribo jornalística / uma comunidade Interpretativa internacional. Vol II, Florianópolis: Insular, 2005.

Seixas, Lia; Borges, Jussara. (2017) Do que se trata noticiabilidade In: Intexto, Porto Alegre, UFRGS, n. 38, p. 157-172, jan./abr.. Seixas, Lia, Marques, Estela. (2016) O valor humano no critério de noticiabilidade. In: Encontro da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), 14, 2016, Anais…Palhoça: Unisul, 2016.

Seixas, Lia; Francisco, Eduardo. (2014) Como agenda-setting de atributos e enquadramento podem auxiliar na análise de critérios de noticiabilidade. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 37., 2014, Foz do Iguaçu. Anais… São Paulo: Intercom.

 Seixas, Lia. (2009) Redefinindo os gêneros jornalísticos. Proposta de novos critérios de classificação. Portugal: LabCom Books. Disponível em: http://www.labcomifp.ubi.pt/ficheiros/20110818-seixas_classificacao_2009.pdf

 Wolf, Mauro. Teorias da Comunicação. Lisboa: Editorial Presença, 2001. Seixas, L. (2018) Valores notícia: uma proposta de análise. Revista Observatório, v. 4, n. 4, p. 334-366, 29 jun. 2018. https://doi.org/10.20873/uft.2447-4266.2018v4n4p334

 

POSCOM000000007 - SONORIDADES CONTEMPORÂNEAS DO AUDIOVISUAL: TEORIAS, MÉTODOS E PRÁTICAS
Carga Horária: 34h – 2 Créditos
Docente: Prof. Guilherme Maia
Dia: Segunda-feira
Horário: Das 19h às 21h
Horário (encontros síncronos): Segundas-feiras, das 19:00 às 21:00.
OBS. A parte síncrona do curso será ministrada nos meses de abril e maio.

EMENTA:

O giro sonoro no campo dos estudos sobre o audiovisual. Perspectivas teórico-metodológicas contemporâneas. Contrato audiovisual, valor acrescentado, síncrese, efeitos empáticos e anempáticos. Consonâncias e dissonâncias audiovisuais. Som, espaço e tempo. Epistemologias da voz, da música, dos ruídos e dos silêncios. Naturalismo, realismo e hiper-realismo sonoro. Tradições, rupturas, experimentações. Som, narrativa e dramaturgia. Estilo, autoria e tendências contemporâneas. Tecnologias, novos fluxos e som imersivo. Produção, circulação e consumo. Dinâmicas cognitivas, sensoriais e afetivas. O exercício da escuta analítica.

 

Estrutura do curso:

O curso está estruturado em um ciclo de 10 palestras de uma hora, transmitidas ao vivo ou pré-gravadas, seguidas de uma hora de debate. As palestras serão ministradas por pesquisadoras e pesquisadores do Laboratório de Pesquisa em Imagem e Som (LAPIS), grupo de pesquisa do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco. As 14 hs restantes serão cumpridas com atividades síncronas optativas, assíncronas obrigatórias e atendimento para discussão sobre os artigos que serão produzidos pela turma como trabalho final.

Bibliografia Geral:

 

ALTMAN, R. (Org.). Sound theory, sound practice. New York: Routledge, 1992.

ALVIM, L. Contraponto audiovisual? De Eisenstein a Chion. Revista FAMECOS, v.24, n.2, 2017.

ALVIN, L. A música no cinema de Robert Bresson. Curitiba, PR: Appris, 2017

CARREIRO, Rodrigo. A pós-produção de som no audiovisual brasileiro. 1. ed. João Pessoa (PB): Marca de Fantasia, 2019. v. 1. 236p .

CARREIRO, R.; OPOLSKI, D.; BELTRÃO F. B. Estilo e som no audiovisual. São Paulo: Socine, 2019

CARREIRO, Rodrigo; GODOY, João; OPOLSKY, Débora. O som do filme: uma introdução. 1. ed. Curitiba (PR): Editora da UFPR/Editora da UFPE, 2018. v. 1. 224p .

CARVALHO, Marcia. A canção no cinema brasileiro. 1. ed. São Paulo: Alameda/FAPESP, 2015.

CHION, Michel. Film, a sound art. New York: Columbia University Press, 2009.

COSTA, Fernando Morais da. O som no cinema brasileiro. Rio de Janeiro: 7Letras, 2008.

COSTA, Fernando M. da. Silêncios e vozes no cinema: Tabu e Stereo. Significação-Revista de Cultura Audiovisual. (USP) v.41, p.140 – 155, 2014.

COSTA, Fernando M. da. Teorias sobre voz nas décadas de 1960 e 1970 e cinema contemporâneo; Novos Olhares.(USP)  V.6. São Paulo: USP, 2017.

FLINN, C. Strains of utopia: gender, Nostalgia, and Hollywood Film Music. New Jersey: Princeton University, 1992.

FLORES, V. O cinema: uma arte sonora. São Paulo: Annablume, 2013.

GOLDMARK, D.; KRAMER, L.; LEPPERT, R. Beyond the soundtrack: representing music in cinema. Berkeley: University of California Press, 2007.

GORBMAN, C. Unheard melodies: narrative film music. London: BFI, 1987.

KASSABIAN, A. Hearing film: tracking identifications in contemporary Hollywood film music. Nova Iorque e Londres: Routledge, 2001.

MAIA, G. e ZAVALA, L. Cinema musical na América Latina : aproximações contemporâneas. Salvador: Edufba, 2018.

MAIA, G. Elementos para uma poética da música dos filmes. Curitiba: Appris, 2015.

MAIA, G. Ouvir o documentário: vozes, música e ruídos. Salvador: Edufba, 2015.

MIRANDA, S. R. “Música, cinema e a constituição do campo teórico”. In Revista Contracampo, Niterói, nº 23, dezembro de 2011, p. 160-70

OPOLSKI, D.; BELTRÃO, F. B. e CARREIRO, R. (org.) Estilo e som no audiovisual. São Paulo: SOCINE, 2018.

OPOLSKI, Débora. Introdução ao desenho de som: uma sistematização aplicada na análise do longa-metragem Ensaio sobre a cegueira. João Pessoa: Editora da UFPB, 2013.

OPOLSKI, Débora. Os diálogos dos personagens como geradores da violência: estudo sobre filmes brasileiros. In: Revista brasileira de música, v. 33, n. 1, jan.–jun. 2020.

PIEDRAS, P. e DUFAYS, S. Conozco la canción: melodias populares en los cines posclásicos de América Latina y Europa. Buenos Aires: Libraria, 2018.

POWRIE, Phil e STILWELL, Robynn. Changing tunes: the use of pre-existing music in film. Aldershot, UK, e Burlington: Ashgate Publishing, 2006.

SCHAFER, Murray. A afinação do mundo. São Paulo. UNESP, 2001.

SCHAFER, Murray. O ouvido pensante. São Paulo: UNESP, 1997.

SMITH, J. The sounds of commerce: marketing popular film music. New York: Columbia University Press, 1998.

STILWELL, R. J. Music in films: A critical review of literature, 1980-1996. The Journal of Film Music, v.1, n.1, p.19-61, 2002

WEIS, Elisabeth; BELTON, John (Orgs.). Film Sound: Theory and Practice. New York: Columbia University, 1985.

WOJCIK, P. R. E KNIGHT, A. Soundtrack available: essays on film and popular music. Durham and London: Duke University Press, 2001.

 

 

COMA69 – TEMAS EM PRÁTICAS DA ANÁLISE DE PRODUTOS E LINGUAGENS DA CULTURA MEDIÁTICA
Carga Horária: 68h – 4 Créditos
Docentes: Profª. Itania Gomes e Prof. Thiago Emanoel Ferreira
Dia: Quinta-feira
Horário: Das 14h às 18h

 

EMENTA:

Discussão de abordagens teóricas, metdológicas e político-analíticas contemporâneas dos estudos culturais. Estudo de formas culturais (processos e/ou produtos audiovisuais, sonoros e/ou imagéticos) com ênfase em seus processos de formação, transições e/ou transformações. Desenvolvimento de instrumental para a análise de processos históricos e de transformações na comunicação. Desenvolvimento e aprofundamento de apropriações dos estudos culturais para a análise da comunicação. Os núcleos conceituais de cultura, contexto, conjuntura, articulação e contextualização radical; estrutura de sentimento, afeto, corpos, identidades, subjetividades e território; entorno tecnocomunicativo, fluxo, tecnicidades e sensibilidades; historicidades, temporalidades e figuras de historicidade serão abordados a partir das investigações realizadas no Centro de Pesquisa em Estudos Culturais e Transformações na Comunicação.

 

OBJETIVOS:

Objetivos gerais:

Oferecer elementos conceituais e metodológicos para a compreensão e abordagem de práticas, produtos e processos da comunicação e da cultura contemporâneas a partir dos estudos culturais.

Discutir bases teórico-políticas para a análise de fenômenos comunicacionais e a interpretação de suas transformações.

Objetivos específicos:

Habilitar alunas e alunos para análise de formas culturais comunicacionais com ênfase em seus processos de formação, transições e/ou transformações.

Promover articulações teórico-analíticas das abordagens oferecidas na disciplina com os problemas de pesquisa das e dos estudantes.

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

Dimensão conceitual:

Comunicação e estudos culturais;

Comunicação, estudos culturais e historicidades;

Cultura, contexto, conjuntura, articulação e contextualização radical;

Estrutura de sentimento, afeto, corpos, identidades, subjetividades e território;

Entorno tecnocomunicativo, fluxo, tecnicidades e sensibilidades;

Historicidades, temporalidades e figuras de historicidade Dimensão procedimental:

Análise cultural da comunicação: dimensões e especificidades

Dimensão atitudinal: Educar para outros mundos possíveis.

 

METODOLOGIA DE ENSINO-APRENDIZAGEM

As aulas serão constituídas por discussão da bibliografia e análise de formas culturais (processos e/ou produtos audiovisuais, sonoros e/ou imagéticos), orientadas pelos professores e por pesquisadores e pesquisadoras do TRACC; além de seminários de apresentação de trabalhos dos e das estudantes.

A abordagem metodológica se realizará em atividades síncronas e assíncronas. As atividades síncronas serão realizadas em dias e horários programados com interações ao vivo entre docentes e discentes. Essas aulas irão priorizar a abordagem da “aula invertida”;, com fóruns de debate, seminários, orientações. As atividades assíncronas ocuparão 50% da CH e deverão incluir: estudo dirigido, leituras de referências bibliográficas, apreciação e análise de formas culturais comunicacionais previamente indicadas.

 

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

A avaliação da disciplina será constituída por um artigo final que apresente um exercício de análise de processos e/ou produtos audiovisuais, sonoros e/ou imagéticos articulado às questões conceituais e metodológicas problematizadas no curso. O trabalho deverá ser entregue em data a ser combinada com os professores. Os artigos deverão conter até 40 mil caracteres, incluindo notas e referências bibliográficas. Os trabalhos deverão ser entregues em cópia eletrônica, acompanhados de cópia ou link para os materiais analisados, quando for o caso. Valor: 10 pontos.

BIBLIOGRAFIA

 

ARAÚJO, Valéria Maria Sampaio Vilas Bôas. Contar não é o mesmo que viver: jornalismo e subjetividade na atuação do repórter personagem na televisão brasileira contemporânea. Tese (Doutorado em Comunicação e Cultura Contemporâneas) – Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2018.

CRUZ, Caio Amaral da. &quot;Sou bicha do amor”: articulações entre pop, performance e paródias em torno de Lady Gaga. Dissertação. – Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2020.

FARIAS, Daniel Oliveira de. Engajamentos afetivos na música em salvador: territorialidades que articulam gêneros musicais e identidades. Dissertação. – Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2021.

FERREIRA, Thiago. Transformações de políticas e afetos no Brasil: contextualizando radicalmente o acontecimento Junho de 2013 em fluxos audiovisuais. Tese (Doutorado em Comunicação e Cultura Contemporâneas) – Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2019.

GILROY, Paul; GROSSBERG, Lawrence &amp; MCROBBIE, Angela (eds). Without Guarantees: In honor of Stuart Hall. London/New York: Verso, 2000.

GOMES, Itania; ANTUNES, Elton. Raymond Williams: estrutura de sentimento, tecnocultura e paisagens afetivas. Galáxia, 2019, p. 8-21.

GOMES, Itania Maria Mota. Raymond Williams e a Hipótese Cultural de estrutura de sentimento. In: GOMES, Itania Maria Mota; JANOTTI JÚNIOR, Jeder. Comunicação e Estudos Culturais. Salvador: Edufba, 2011. p. 29-348.

GOMES, Itania Maria Mota. Gênero televisivo como categoria cultural: um lugar no centro do mapa das mediações de Jesús Martín-Barbero in Revista Famecos. Mídia, cultura e tecnologia, Porto Alegre, v. 18, n. 1, p. 111-130, jan./abr. 2011.

GOMES, Itania Maria Mota; VILAS BÔAS, Valéria. “Ai, que infortúnio!” Disputas de gênero em um produto da indústria pop. In: SÁ , Simone Pereira de; CARREIRO, Rodrigo; FERRARAZ, Rogério. Cultura Pop. Salvador/Brasília: Edufba/Compós, 2015, pg. 109-129.

GOMES, Itania Maria Mota e JANOTTI JR., Jeder (Orgs.). Comunicação e Estudos Culturais, Salvador, Edufba, 2011.

GREGG, Melissa &amp; SEIGWORTH, Gregory J (Eds.). The Affect Theory Reader, Durham, USA: Duke University Press, 2010.

GROSSBERG, Lawrence. Affect&#39;s future: rediscovering the virtual in the actual. In GREGG, Melissa, SEIGWORTH, Gregory (eds.) The affect theory reader. Durham &amp; London, Duke University Press, 2010, 309-338.

GROSSBERG, Lawrence. Cultural Studies in the Future Tense, Durham and London, Duke University Press, 2010.

GROSSBERG, Lawrence. Lutando com anjos: os estudos culturais em tempos sombrios. MATRIZES, v. 9, n. 2, p. 13-46, 2015.

HALL, Stuart. “Estudos Culturais e seu legado teórico” (Trad. de Cláudia Álvares) In: SOVIK, Liv (Org.) Da Diáspora: identidades e mediações culturais, Belo Horizonte: Editora UFMG; Brasília: Representação da Unesco no Brasil, 2003, p.199-218.

MATOS, Matheus Vianna. Conflitos em Tela: Uma trama de relações entre territorialidades e violências nos Cinemas baianos. Dissertação. – Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2020.

MARTÍN-BARBERO, Jésus. Jesús Martín-Barbero: As formas mestiças da mídia. Entrevista à revista Fapesp. Revista Fapesp, 163 ed. . set. 2009.

OLIVEIRA, Paula Cristina Janay Alves de. Tretas e textões em áudio:Historicidades, tecnicidades e

sensibilidades de podcasts brasileiros. Dissertação. – Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2018.

SAID, Edward W. Fora do Lugar: Memórias (Trad. José Geraldo Couto), São Paulo, Companhia das Letras, 2004.

SOUZA, Ítalo Cerqueira de. Faça maratona, não dê spoilers: práticas contemporâneas de consumo em fluxos audiovisuais. Dissertação. – Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2020.

STEWART, Kathleen. Ordinary affects. Duke University Press, 2007.

WILLIAMS, Raymond. Cultura in WILLIAMS, Raymond. Palavras-chave. Um vocabulário de cultura e sociedade, São Paulo, Boitempo, 2007, p. 117-124;

WILLIAMS, Raymond. Televisão. Tecnologia e forma cultural, São Paulo, Boitempo; Belo Horizontes, PUC Minas, 2016.

YU, Wendi. É TUDO NOSSO: Um relato trans a partir de relatos de pessoas trans no YouTube, Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2017 (Monografia de Conclusão de Curso).

Semestre Letivo Suplementar
2020

ACESSE: OFERTA DE DISCIPLINAS

CALENDÁRIO:

Calendário do Semestre Suplementar

OFERTA DE DISCIPLINAS

SEMESTRE LETIVO SUPLEMENTAR

COM536 – CONTEMPORANEIDADE, COMUNICAÇÃO E CULTURA
DISCIPLINA OBRIGATÓRIA
DOCENTES: SAMUEL BARROS / WILSON GOMES
CARGA HORÁRIA: 68h
HORÁRIO OFICIAL: QUARTA-FEIRA, das 13h55 às 17h35

COMA70 – TEMAS ESPECIAIS EM METODOLOGIAS DE ANÁLISE DE PRODUTOS DA LINGUAGEM E CULTURA MEDIÁTICA
DISCIPLINA OPTATIVA
DOCENTES: GIOVANDRO FERREIRA / IVANISE HILBIG DE ANDRADE
CARGA HORÁRIA: 34h
HORÁRIO OFICIAL: QUINTA-FEIRA, das 13h55 às 15h45

COMA71 – TEMAS ESPECIAIS EM METODOLOGIAS DA ANÁLISE DA RECEPÇÃO
TEMA: PRODUÇÕES SOCIO-CULTURAIS, IMAGEM E SUBJETIVIDADE
DISCIPLINA OPTATIVA
DOCENTE: REGINA ANDRADE
CARGA HORÁRIA: 34h
HORÁRIO OFICIAL: SEGUNDA FEIRA, das 13h55 às 15h45

POSCOM000000004 – TEMAS EM CULTURA DIGITAL: ESTUDOS DE PLATAFORMA,
CAPITALISMO DE DADOS E PERFORMATIVIDADE ALGORÍTMICA
DISCIPLINA OPTATIVA – 16 vagas
DOCENTE: ELIAS BITENCOURT -
CARGA HORÁRIA: 34h
HORÁRIO OFICIAL: TERÇA-FEIRA, 14h50 às 16h40

POSCOM000000005 – TÓPICOS EM COMUNICAÇÃO E FEMINISMO
DISCIPLINA OPTATIVA
DOCENTE: GRACIELA NATANSOHN
CARGA-HORÁRIA: 34h
HORÁRIO OFICIAL: QUINTA-FEIRA, das 14h50 às 16h40

COM791 – TIROCÍNIO DOCENTE ORIENTADO
Atividade

COM790 – PESQUISA ORIENTADA
Atividade

Oferta de Disciplinas 2020.1

-

COM536 – CONTEMPORANEIDADE, COMUNICACAO E CULTURA 
(OBRIGATÓRIA MESTRADO E DOUTORADO)
68h – 4cr.
Quarta-feira, das 15h às 19h
PROFS. SAMUEL BARROS e WILSON GOMES

POSCOM000000003 – TE – TEMAS EM CULTURA DIGITAL: ESTUDOS DE PLATAFORMA, CAPITALISMO DE DADOS E PERFORMATIVIDADE ALGORÍTMICA
34h – 2cr
Terça-feira, das 13:55 às 15:45
PROF. ELIAS BITENCOURT

COM543 – CIBERESPAÇO, COMUNICAÇÃO E CULTURA
68h – 4cr
Quinta-feira, das 13:55 às 17:35
PROF.ª GRACIELA NATANSOHN

COMA63- TEORIAS E METODOLOGIAS DE ANÁLISE DA RECEPÇÃO 
Tema: Subjetividade
68h – 4cr
Segunda-feira, das 13:55 às 17:35
PROFS. REGINA GLÓRIA NUNES ANDRADE, VALÉRIA VILAS-BOAS, THIAGO EMANOEL FERREIRA

COMA62 – Teorias da Análise de Produtos e Linguagens da Cultura Mediática
Tema: Estudos de Mediatização (da Mediação à Circulação)
68h – 4cr
Terça-feira, das  13:55 às 17:35
PROF. GIOVANDRO FERREIRA

 

• COM790 – PESQUISA ORIENTADA – Atividade
Horário a Combinar

• COM791 – TIROCÍNIO DOCENTE ORIENTADO – Atividade
Horário a Combinar

 

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

-

COM536 – CONTEMPORANEIDADE, COMUNICACAO E CULTURA
(OBRIGATÓRIA MESTRADO E DOUTORADO)
68h – 4cr.
Quarta-feira, das 15h às 19h
PROFS. SAMUEL BARROS e WILSON GOMES

POSCOM000000003 – TE – TEMAS EM CULTURA DIGITAL: ESTUDOS DE PLATAFORMA, CAPITALISMO DE DADOS E PERFORMATIVIDADE ALGORÍTMICA
34h – 2cr
Terça-feira, das 13:55 às 15:45
PROF. ELIAS BITENCOURT

Ementa:

Aborda as transformações sociotecnicas amplas engendradas pelo modelo de produção, consumo e circulação informacional orientado à dataficação do cotidiano. Analisa criticamente o contexto do capitalismo de dados e o modelo tecnopolítico das plataformas digitais, bem como seus reflexos na reconfiguração das materialidades das mídias e das tecnologias da informação atuais. Discute sobre papel dos agenciamentos algorítmicos na modelagem das práticas comunicacionais direcionadas ao dado digital que compõem os fenômenos da comunicação contemporânea.

Palavras-chave: plataformas digitais, capitalismo de dados, performatividade algorítmica, neomaterialismo

 

COM543 – CIBERESPAÇO, COMUNICAÇÃO E CULTURA
68h – 4cr
Quinta-feira, das 13:55 às 17:35
PROF.ª GRACIELA NATANSOHN

Ementa: Feminismos decoloniais, ciência e tecnologia. O “giro decolonial” na comunicação digitalizada. Ciber-hack-trans-feminismos negros, lésbicos, afro-latinos. Racismo, heterocissexismo e tecnologia digital. Colonialidade da internet. Princípios feministas para internet.

Objetivos: A disciplina apresenta e discute criticamente a teoria decolonial, realizando uma breve genealogia e percurso pelas/os principais autoras/es e conceitos a partir dxs quais os fenômenos comunicacionais podem ser analisados. Aborda as relações de gênero, raça, classe e suas derivações no contexto atual da datificação massiva. Analisa temas emergentes tais como a vigilância digital sobre os corpos racializados e generizados e a violência digital em perspectiva interseccional . Procura conceptualizar e avaliar alternativas críticas, descolonizadoras, antirracistas e feministas para las comunicações em rede.

Metodologia:
Estudos de casos, debate coletivo de textos (escritos e multimédia).

Avaliação:
Apresentação de artigo científico no final da disciplina.

 

COMA63- TEORIAS E METODOLOGIAS DE ANÁLISE DA RECEPÇÃO
Tema: Subjetividade
68h – 4cr
Segunda-feira, das 13:55 às 17:35
PROFS. REGINA GLÓRIA NUNES ANDRADE, VALÉRIA VILAS-BOAS, THIAGO EMANOEL FERREIRA

Ementa: A disciplina aborda a questão do sujeito em sua relação com a comunicação e o mundo contemporâneo a partir de duas perspectivas: a dos afetos e a do imaginário. No primeiro módulo se centrará em uma compreensão da questão do sujeito que é definido numa trama ampla de relações sociais, culturais e históricas implicado em disputas por sentidos morais, estéticos, éticos e afetivos. Dará ênfase especial à compreensão da subjetividade como lugar de apropriação de questões sociais e culturais por um sujeito cujo pessoal é construído também a partir de relações de poder. No segundo módulo, se deterá nos estudos sobre a imagem e sua inserção nos estudos da cultura, a razão sensível da imagem na vida social a multiplicidade das imagens e os registros de memória social. Abordará a questão da imagem como vetor de comunhão entre a pessoa (sujeito participante) e o social (disposições da cultura) a partir de registros pré-determinados (arquivos, museus, centro de dados…) e a crítica da sociedade do espetáculo, a mídia, política e religião analisadas sob o ponto de vista da pregnância da imagem. Mitos, inconsciente e mundo imagético.

 

COMA62 – Teorias da Análise de Produtos e Linguagens da Cultura Mediática
Tema: Estudos de Mediatização (da Mediação à Circulação)
68h – 4cr
Terça-feira, das  13:55 às 17:35
PROF. GIOVANDRO FERREIRA

Ementa:

A compreensão dos processos de mediatização a partir de diferentes abordagens teóricas. Da mediação à mediatização. Pensar a mediatização pelo viés da problemática da circulação.  Mediatização, circulação e a construção do acontecimento. Os processos de mediatização e as mudanças em produtos e linguagens mediáticos. As implicações da mediatização nas lógicas institucionais. As implicações da mediatização na construção do eu (self). Processos de mediatização e teoria social.

Bibliografia de base:

CASTRO, Paulo César (org.). A circulação discursiva – entre produção e reconhecimento, Maceió,  EDUFAL – Editora da Universidade Federal de Alagoas, 2017.

CASTRO, Paulo César (org.). Circulação discursiva e transformação da sociedade, Maceió, EDUEPB – Editora da Universidade Estadual da Paraíba, 2018. http://www.ciseco.org.br/index.php/noticias/373-livro-circulacao-discursiva-e-transformacao-da-sociedade

COULDRY, N. Media, Society, World – Social Theory and digital media practice. Cambridge, Polity Press, 2012.

COULDRY, N. Actor network theory and media: do they connect and on what terms?, in A. Hepp et al. (eds) Cultures of Connectivity, 2004.

COULDRY, Nick. Mediatization or mediation? Alternative understandings of the emergent space of digital storytelling. New media & society, 10 (3), p. 373-391, 2008.

______. A Mídia tem futuro?. Matrizes, v. 4, n. 1, São Paulo, 2010.

COULDRY, Nick & HEPP, Andreas. The mediated construction of reality. John Wiley & Sons, 2016.

DEACON, D. and STANYER, J.. Mediatization: key concept or conceptual bandwagon?, in Media, Culture and Society, n° 36 (7) pp. 1032-1044, 2014.

FAUSTO NETO, Antônio e VALDETTARO, Sandra. Mediatización, sociedade y sentido – dialogos entre Brasil y Argentina, Universidade Nacional de Rosario, 2010.

FAUSTO NETO, Antonio; MOUCHON, Jean; VÉRON, Eliseo (Org.). Transformações da midiatização presidencial: corpos, relatos, negociações, resistências. São Caetano do Sul: Difusão, 2012.

FERREIRA, Giovandro Marcus. Estudos de Comunicação: as semioses da mediatização. Anais I International Congress in Culture, Covilhã (Portugal), 2015.

FERREIRA, Giovandro; SAMPAIO, Adriano de Oliveira e FAUSTO NETO, Antonio (orgs.). Mídia, discurso e sentido. Salvador: Edufba, 2012.

FERREIRA, Jairo et al. Entre o que se diz e o que se pensa: onde está a midiatização? Santa Maria, FACOS-UFSM, 2018.

HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo, Companhia da Letras, 2018.

HEPP, Andreas. Cultures of mediatization, Polity Press, Cambridge, 2013.

HEPP, Andreas, HJARVARD, Stig e LUNDBY, Knut. Mediatization: theorizing the interplay between media, culture and society, in Media, Culture & Society, n° 2, vol. 37, 2015.

HEPP, Andreas. 2014. As configurações comunicativas de mundos midiatizados: pesquisa da midiatização na era da ‘mediação de tudo. MATRIZes. 2014, Vol. 8. N. 1, pp. 45-64.

HJARVARD, Stig. A midiatização da cultura e da sociedade, Editora Unisinos, São Leopoldo, 2013.

_______________.Midiatização: teorizando a mídia como agente de mudança social e cultural Mediatization: Theorising the Media as Agents of Social and Cultural Change. MATRIZes, 5(2), 53-92. 2012.

JANOTTI JUNIOR, Jeder; MATTOS, Maria Ângela; JACKS, Nilda. Mediação & midiatização. Salvador: EDUFBA, 2012.

LUNDBY, Knut (ed.). Mediatization – concept, changes, consequences, Peter Lang, New York, 2009.

LUNDBY, Knut (ed.). Mediatization of communication (Handbooks of Communication Science), vol. 21, De Gruyter, Boston/Berlin, 2014.

MARTÍN-BARBERO, Jesús. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1997.

SCHILLEMANS, Thomas. Mediatization of public service – how organizations adapt to news media, Peter Lang, Frankfurt, 2012.

VERÓN, Eliseo. La semiosis social, 2: ideas, momentos, interpretantes. Buenos Aires: Paidós, 2013.

_____________. Mediatización, comunicación política y mutaciones de la democracia. Semiosfera, n. 2, 1994. p. 5-36.

¬_____________. Médiatisation du politique. Stratégies, acteurs et construction des collectifs, Hermès, 1995/3 (n° 17-18), p. 201-214.

¬_____________. Esquema para el análisis de la mediatización. Diálogos, n° 48. Buenos Aires, 1997. p. 9-16

¬_____________. Semiosis of mediatization. In: Mendes, C. y Rodriguez Larreta, E. (eds), Media and social perception,  UNESCO-ISSC-EDUCAM. Rio de Janeiro, 1999. p. 458-474.

¬_____________. La mediatizatión, Coleción Cursos y Conferencias, n. 9, Editora da UBA – Universidad de Buenos Aires, 1986.

_____________. La semiosis social, 2: ideas, momentos, interpretantes. Buenos Aires: Paidós, 2013.

_____________. Teoria da midiatização: uma perspectiva semioantropológica e algumas de suas consequências. Matrizes, V. 8 – Nº 1 jan./jun. 2014, São Paulo – Brasil, p. 13-19.

Revistas:

Revista Matrizes, Dossiê “Novas perspectivas em Teorias da Comunicação” (Midiatização), Vol. 8, N. 01, Editora da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014.

https://www.revistas.usp.br/matrizes/issue/view/6358

Revista Matrizes, Dossiê “Novas perspectivas em Teorias da Comunicação”, Vol. 7, N. 02, Editora da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.

https://www.revistas.usp.br/matrizes/issue/view/5525

Revista Rizoma, Dossiê “Midiatização e Circulação”, Vol. 06, N. 02, Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Santa Cruz do Sul (RS).

https://online.unisc.br/seer/index.php/rizoma/issue/view/551

• COM790 – PESQUISA ORIENTADA – Atividade
Horário a Combinar

• COM791 – TIROCÍNIO DOCENTE ORIENTADO – Atividade
Horário a Combinar

Oferta de Disciplinas 2019.1

• COM536 – CONTEMPORANEIDADE, COMUNICAÇÃO E CULTURA
(Obrigatória – Mestrado e Doutorado)
Carga horária: 68h – 4 créditos
Professor Wilson da Silva Gomes
Dia: Quarta-feira / Horário: Das 14:50h às 18:30h

• COMA77 – OPINIÃO PÚBLICA E POLÍTICA
Tema: Deliberação online – Disciplina EAD
Carga horária: 68h – 4 créditos
Professores: Wilson da Silva Gomes e Samuel Anderson Rocha Barros (Dividirão a carga horária)
Dia: Segunda-feira / Horário: 14:50 às 18:30

• COMA67 – TEMAS EM TEORIAS DA ANÁLISE DE PRODUTOS E LINGUAGENS DA CULTURA MEDIÁTICA
Tema: Estudos culturais, afeto e política: perspectivas contemporâneas para a pesquisa em audiovisual.

Carga horária: 68h – 4 créditos
Professoras: Itania Gomes e Juliana Gutmann (Dividirão a carga horária)_
Dia: Terça-feira / Horário: das 13:55 às 17:45

• COMA73 – TEMAS EM JORNALISMO DIGITAL
Tema: Jornalismo em sociedade mediatizada
Carga horária: 68h – 4 créditos
Professores: Lia da Fonseca Seixas e convidado (Rafael Paes Henriques)
Dia: Quinta-feira / Horário: das 13:55 às 17:45

• COM520 – ECONOMIA DA PRODUÇÃO E BENS SIMBÓLICOS
Carga horária: 68h
Professoras: Maria Carmem Jacob e convidada (Maira Bianchini)
Dia: Terça-feira / Horário: das 13:55 às 17:45

• CÓDIGO: COM524 – TEMAS EM COMUNICAÇÃO E CULTURA CONTEMPORÂNEAS
Tema: Mediatização, Circulação e Discurso
Carga horária: 68h – 4 créditos
Professor: Giovandro Marcus Ferreira
Dia: Terça-feira / Horário: das 13:55 às 17:45

• COM790 – PESQUISA ORIENTADA – Atividade
Horário a Combinar

• COM791 – TIROCÍNIO DOCENTE ORIENTADO – Atividade
Horário a Combinar

 

DISCIPLINAS 2019.1 – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

 

 

• COM536 – CONTEMPORANEIDADE, COMUNICAÇÃO E CULTURA
(Obrigatória – Mestrado e Doutorado)
Carga horária: 68h – 4 créditos
Professor Wilson da Silva Gomes
Dia: Quarta-feira / Horário: Das 14:50h às 18:30h

• COMA77 – OPINIÃO PÚBLICA E POLÍTICA
Tema: Deliberação online – Disciplina EAD
Carga horária: 68h – 4 créditos
Professores: Wilson da Silva Gomes e Samuel Anderson Rocha Barros (Dividirão a carga horária)
Dia: Segunda-feira / Horário: 14:50 às 18:30

EMENTA

Grande parte da discussão pública contemporânea é mediada ou atravessada por plataformas e dispositivos digitais. O objetivo da disciplina é pensar sobre tais práticas à luz da abordagem deliberacionista de democracia. Interessa ao curso compreender como ocorrem tais discussões, que potencial têm para o fortalecimento da democracia e, simultaneamente, que dilemas oferecem à democracia. A disciplina compreenderá uma discussão conceitual sobre deliberação pública e deliberação online, dedicando-se a um conjunto de subtemas relevantes à compreensão do fenômeno e ao debate metodológico sobre como investigá-lo.

Conteúdo Programático

• COMA67 – TEMAS EM TEORIAS DA ANÁLISE DE PRODUTOS E LINGUAGENS DA CULTURA MEDIÁTICA
Tema: Estudos culturais, afeto e política: perspectivas contemporâneas para a pesquisa em audiovisual.

Carga horária: 68h – 4 créditos
Professoras: Itania Gomes e Juliana Gutmann (Dividirão a carga horária)_
Dia: Terça-feira / Horário: das 13:55 às 17:45

EMENTA

Estudos culturais, afeto e política: perspectivas contemporâneas para a pesquisa em audiovisual
A partir, principalmente, do trabalho de Lawrence Grossberg, a disciplina discutirá abordagens teóricas contemporâneas dos estudos culturais assentadas nos conceitos de afeto para investigação de processos e produtos audiovisuais, sonoros e imagéticos. Abordagem das culturas da imagem e do som pela ênfase nas articulações entre política e sociedade. Contexto e conjuntura. Subjetividades e Sensibilidades. Afetos, Corpos, Performances, Temporalidades, Territorialidades.

OBJETIVOS

Oferecer elementos conceituais e metodológicos para a compreensão e abordagem de práticas, produtos e processos da comunicação e da cultura contemporâneas a partir dos estudos culturais, marcadamente na perspectiva de Lawrence Grossberg. Discutir bases teóricas para a crítica de fenômenos comunicacionais e a interpretação de suas transformações culturais, estimulando possíveis articulações com os problemas de pesquisa dos (as) discentes da disciplinas.

METODOLOGIA

As aulas se constituirão em discussão da bibliografia orientada pelas professoras, atividades de análise de produtos e processos midiáticos e seminários preparados pelos alunos.

AVALIAÇÃO

A avaliação da disciplina será constituída por um artigo final que apresente um exercício de análise de processos e/ou produtos audiovisuais, sonoros e/ou imagéticos articulada às questões conceituais e metodológicas problematizadas no curso. O trabalho deverá ser entregue em data a ser combinada com as professoras. Os artigos ou ensaios deverão conter até 40 mil caracteres, incluindo notas e referências bibliográficas. Os trabalhos deverão ser entregues em cópia eletrônica, enviados para os e-mails das professoras e pela lista de discussão da disciplina, e deverão ser acompanhados de cópia dos materiais analisados, quando for o caso. Valor: 10 pontos.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

UNIDADE I
Contextualização radical: contexto, conjuntura e articulação.
UNIDADE II
Afetos, corpos, performance.
UNIDADE III
Subjetividades e territorialidades.
UNIDADE IV
Exercícios interpretativos: problemas de pesquisa e aproximações à contextualização radical

BIBLIOGRAFIA
Observação: outros textos poderão ser indicados ao longo do curso:
BENNET, Tony; GROSSBERG, Lawrence; &amp; MORRIS, Meaghan (Eds.). New Keywords. A revised Vocabulary of Culture and
Society, Oxford, UK: Blackwell Publishing Ltd, 2005, 427p.
CAREY, James. Communication as culture. Essays on Media and Society, New York/London, Routledge, 2009.
CAREY, James; (In conversation with) GROSSBERG, Lawrence. Configurations of Culture, History and Politics (PART II) in
PACKER, Jeremy &amp; ROBERTSON, Craig (Eds.) Thinking with James Carey. Essays on Communications, Transportation, History.
New York, Peter Lang Publishing Inc., 2006, p. 199 – 225.
CAREY, James; (In conversation with) GROSSBERG, Lawrence. From New England to Illinois: The Invention of (American) Cultural
Studies (PART I) in PACKER, Jeremy &amp; ROBERTSON, Craig (Eds.) Thinking with James Carey. Essays on Communications,
Transportation, History. New York, Peter Lang Publishing Inc., 2006, p. 11 – 28.
CLOUGH, Patricia Ticineto. The Affective Turn: theorizing the social, Durham, USA: Duke University Press, 2007, 313p.
FARIAS, Daniel. Disputas afetivas políticas em torno do BaianaSystem: gêneros, territórios e experiências no contexto de
Salvador-BA. 2018. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Comunicação Social) – Universidade Federal da Bahia.
Orientadora: Itania Maria Mota Gomes.
GILROY, Paul; GROSSBERG, Lawrence &amp; MCROBBIE, Angela (eds). Without Guarantees: In honor of Stuart Hall. London/New
York: Verso, 2000;
GOMES, Itania Maria Mota. Raymond Williams e a Hipótese Cultural de estrutura de sentimento. In: GOMES, Itania Maria Mota;
JANOTTI JÚNIOR, Jeder. Comunicação e Estudos Culturais. Salvador: Edufba, 2011. p. 29-48.
GOMES, Itania Maria Mota; ANTUNES, Elton. Raymond Williams por ele mesmo: gestos epistemológicos e acenos políticos para
(re)pensar a comunicação in VIII Historicidades dos Processos Comunicacionais – Encontro de Grupos de Pesquisa
Brasileiros. Salvador, novembro de 2018.
GREGG, Melissa &amp; SEIGWORTH, Gregory J (Eds.). The Affect Theory Reader, Durham, USA: Duke University Press, 2010, 402p.
GROSSBERG, Lawrence. Affect&#39;s future: rediscovering the virtual in the actual. In GREGG, Melissa, SEIGWORTH, Gregory (eds.)
The affect theory reader. Durham &amp; London, Duke University Press, 2010, 309-338.
GROSSBERG, Lawrence. Bringing it all back home. Essays on Cultural Studies. Durham/Londres: Duke University Press, 1997.
GROSSBERG, Lawrence. Caught in the crossfire. Kids, politics, and America’s future. Boulder/London, Paradigm Publishers,
2005.
GROSSBERG, Lawrence. Cultural Studies in the Future Tense, Durham and London, Duke University Press, 2010.
GROSSBERG, Lawrence. Dancing in Spite of Myself: Essays on Popular Culture. Durham/Londres: Duke University Press, 1997.
GROSSBERG, Lawrence. Lutando com anjos: os estudos culturais em tempos sombrios. Revista Matrizes, vol. 9, no. 2, ps. 13-46.
São Paulo: 2015. Disponível em: &lt;http://dx.doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v9i2p13-46&gt;. Acesso em: 07 de julho de 2018.
GROSSBERG, Lawrence. Under the cover of chaos: Trump and the Battle for the American Right. Londres: Pluto Press, 2018,
165p.
GROSSBERG, Lawrence. We gotta get out of this place: Popular conservatism and postmodern culture. London: Routledge,
1992.
GROSSBERG, Lawrence; NELSON, Cary &amp; TREICHLER, Paula (Eds). Cultural Studies.London/New York: Routledge, 1992.
HALL, Stuart. &quot;Estudos Culturais e seu legado teórico” (Trad. de Cláudia Álvares) In: SOVIK, Liv (Org.) Da Diáspora: identidades
e mediações culturais, Belo Horizonte: Editora UFMG; Brasília: Representação da Unesco no Brasil, 2003, p.199-218;
HALL, Stuart; HOBSON, Dorothy; LOWE, Andrew; &amp; WILLIS, Paul. Culture, Media, Language: Working Papers in Cultural
Studies, 1972-1979, London: Hutchinson, 1984;
MUNSON, Eve StrYker &amp; WARREN, Catherine A. (Eds.) James Carey. A Critical Reader. Minneapolis, University of Minnesota
Press, 1997.
PACKER, Jeremy &amp; ROBERTSON, Craig (Eds.) Thinking with James Carey. Essays on Communications, Transportation, History.
New York, Peter Lang Publishing Inc., 2006.
WILLIAMS, Raymond. Marxism and Literature. Oxford: Oxford University Press, 1977.
WILLIAMS, Raymond. Palavras-chave: um vocabulário de cultura e sociedade(tradução de Sandra Guardini Vasconcelos), São
Paulo: boitempo Editorial, 2007.
WILLIAMS, Raymond. Politics and Letters. London: Verso, 1979.
WILLIAMS, Raymond. Resources of Hope: culture, democracy, socialism. London and New York:, Verso, 1989.
WILLIAMS, Raymond. The Long Revolution. Harmondsworth: Penguin, 1961.

• COMA73 – TEMAS EM JORNALISMO DIGITAL
Tema: Jornalismo em sociedade mediatizada
Carga horária: 68h – 4 créditos
Professores: Lia da Fonseca Seixas e convidado (Rafael Paes Henriques)
Dia: Quinta-feira / Horário: das 13:55 às 17:45

EMENTA:
Jornalismo em sociedade mediatizada – Mudanças estruturais da atividade jornalística dentro das diferentes sociedades em diferentes níveis de mediatização. Alterações na produção, mediação, circulação e colaboração de discursos jornalísticos. A reconfiguração de finalidades, princípios e valores desta instituição social. Especificidades e natureza da informação jornalística em diferentes condições sociais, políticas, históricas e culturais.

Avaliação: participação e artigo científico

Objetivo: discutir a reconfiguração de valores do campo jornalístico no mundo mediatizado

Categorias de análise em foco: função/valor/finalidade do jornalismo; objetividade (equilíbrio, imparcialidade); atualidade; periodicidade; valor notícia;

• COM520 – ECONOMIA DA PRODUÇÃO E BENS SIMBÓLICOS
Carga horária: 68h
Professoras: Maria Carmem Jacob e convidada (Maira Bianchini)
Dia: Terça-feira / Horário: das 13:55 às 17:45

EMENTA
Estilo e autoria das obras culturais mediáticas. Processos de criação, produção, circulação e consumo das obras culturais mediáticas contemporâneas. Teorias e métodos de análise da gestão do processo criativo nas Industrias de mídia. Teorias e métodos de análise dos estilos dos criadores de obras culturais mediáticas.

Descrição
Trataremos das abordagens profícuas originadas dos programas de pesquisa de Baxandall, Bordwell, Bourdieu, Caldwell e Couldry, autores que permitem problematizar métodos de análise das relações entre os estilos dos criadores de obras culturais e os contextos de criação, produção, distribuição e recepção dessas obras. Na disciplina aqui proposta vamos explorar exercícios teórico metodológicos dessas abordagens com os objetos e questões de pesquisa dos integrantes da disciplina.

Referências bibliográficas
BAXANDALL, M. Padrões de Intenção. São Paulo: Editora Schwarcz, 2006.
____________. O olhar renascente. Pintura e experiência social na Itália da Renascença. Tradução de Maria Cecília Preto R. Almeida. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991.
BORDWELL, David. Figuras traçadas na luz: a encenação no cinema. Campinas: Papirus, 2008.
____________. Sobre a História do Estilo Cinematográfico. Tradução Luís Carlos Borges. Campinas, São Paulo: Editora Unicamp, 2013.
_____________ e THOMPSON, Kristin. A arte do cinema: Uma introdução. Tradução: Roberta Gregoli. Campinas, SP: Editora da Unicamp; São Paulo, SP: Editora da USP, 2013.
BOURDIEU, P. As Regras da Arte. Trad. Maria Lúcia Machado. São Paulo: Cia das Letras, 2002.
_____________. A Economia das Trocas Simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 2005.
____________. Estruturas Sociais da Economia. Porto/Portugal: Campo das Letras, 2006.
CALDWELL, John T. Production Culture: Industrial Reflexivity and Critical Practice in Film and Television. California: Duke University Press, 2008.

_____________. Production Studies: Cultural Studies of Media Industries. Routledge, 2009.
COULDRY, Nick and Hepp, Andreas. The Mediated Construction of Reality. Cambridge, UK: Polity Press, 2017.
___________. Media, symbolic power and the limits of Bourdieu’s field theory Media@LSE electronic working papers, 2. Department of Media and Communications, London School of Economics and Political Science, London, UK, 2003.
___________. Media Rituals: A Critical Approach. Routledge, London, 2002.

• CÓDIGO: COM524 – TEMAS EM COMUNICAÇÃO E CULTURA CONTEMPORÂNEAS
Tema: Mediatização, Circulação e Discurso
Carga horária: 68h – 4 créditos
Professor: Giovandro Marcus Ferreira
Dia: Terça-feira / Horário: das 13:55 às 17:45

EMENTA:
A compreensão dos processos de mediatização pelo viés da problemática da circulação. Mediatização, circulação e a construção do acontecimento. Circulação e as noções de contrato de comunicação. Implicações da mediatização na teoria da enunciação. A enunciação jornalística e os processos de mediatização.

BIBLIOGRAFIA DE BASE:

CASTRO, Paulo César (org.). A circulação discursiva – entre produção e reconhecimento, Maceió, EDUFAL – Editora da Universidade Federal de Alagoas, 2017.
CASTRO, Paulo César (org.). Circulação discursiva e transformação da sociedade, Maceió, EDUEPB – Editora da Universidade Estadual da Paraíba, 2018. http://www.ciseco.org.br/index.php/noticias/373-livro-circulacao-discursiva-e-transformacao-da-sociedade
COULDRY, N. Actor network theory and media: do they connect and on what terms?, in A. Hepp et al. (eds) Cultures of Connectivity, 2004.
CULIOLI, Antoine. Pour une linguistique de l’énonciation – opérations et représentations, Tome 1, Paris, Ophrys, 1990.
CULIOLI, A. et al., La théorie de Antoine Culioli – ouvertures et incidentes, Paris, Ophrys, 1992.
DEACON, D. and STANYER, J.. Mediatization: key concept or conceptual bandwagon?, in Media, Culture and Society, n° 36 (7) pp. 1032-1044, 2014.

FAUSTO NETO, Antônio e VALDETTARO, Sandra. Mediatización, sociedade y sentido – dialogos entre Brasil y Argentina, Universidade Nacional de Rosario, 2010.
FAUSTO NETO, Antonio; MOUCHON, Jean; VÉRON, Eliseo (Org.). Transformações da midiatização presidencial: corpos, relatos, negociações, resistências. São Caetano do Sul: Difusão, 2012.
FERREIRA, Giovandro Marcus. Estudos de Comunicação: as semioses da mediatização. Anais I International Congress in Culture, Covilhã (Portugal), 2015.

FERREIRA, Giovandro; SAMPAIO, Adriano de Oliveira e FAUSTO NETO, Antonio (orgs.). Mídia, discurso e sentido. Salvador: Edufba, 2012.
HEPP, Andreas. Cultures of mediatization, Polity Press, Cambridge, 2013.
HEPP, Andreas, HJARVARD, Stig e LUNDBY, Knut. Mediatization: theorizing the interplay between media, culture and society, in Media, Culture & Society, n° 2, vol. 37, 2015.

HEPP, Andreas. 2014. As configurações comunicativas de mundos midiatizados: pesquisa da midiatização na era da ‘mediação de tudo. MATRIZes. 2014, Vol. 8. N. 1, pp. 45-64.
HJARVARD, Stig. A midiatização da cultura e da sociedade, Editora Unisinos, São Leopoldo, 2013.
_______________.Midiatização: teorizando a mídia como agente de mudança social e cultural Mediatization: Theorising the Media as Agents of Social and Cultural Change. MATRIZes, 5(2), 53-92. 2012.
JANOTTI JUNIOR, Jeder; MATTOS, Maria Ângela; JACKS, Nilda. Mediação & midiatização. Salvador: EDUFBA, 2012.

LUNDBY, Knut (ed.). Mediatization – concept, changes, consequences, Peter Lang, New York, 2009.
LUNDBY, Knut (ed.). Mediatization of communication (Handbooks of Communication Science), vol. 21, De Gruyter, Boston/Berlin, 2014.
MARTÍN-BARBERO, Jesús. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1997.
SCHILLEMANS, Thomas. Mediatization of public service – how organizations adapt to news media, Peter Lang, Frankfurt, 2012.
VERÓN, Eliseo. La semiosis social, 2: ideas, momentos, interpretantes. Buenos Aires: Paidós, 2013.
_____________. Mediatización, comunicación política y mutaciones de la democracia. Semiosfera, n. 2, 1994. p. 5-36.
¬_____________. Médiatisation du politique. Stratégies, acteurs et construction des collectifs, Hermès, 1995/3 (n° 17-18), p. 201-214.
¬_____________. Esquema para el análisis de la mediatización. Diálogos, n° 48. Buenos Aires, 1997. p. 9-16
¬_____________. Semiosis of mediatization. In: Mendes, C. y Rodriguez Larreta, E. (eds), Media and social perception, UNESCO-ISSC-EDUCAM. Rio de Janeiro, 1999. p. 458-474.
¬_____________. La mediatizatión, Coleción Cursos y Conferencias, n. 9, Editora da UBA – Universidad de Buenos Aires, 1986.
_____________. La semiosis social, 2: ideas, momentos, interpretantes. Buenos Aires: Paidós, 2013.
_____________. Teoria da midiatização: uma perspectiva semioantropológica e algumas de suas consequências. Matrizes, V. 8 – Nº 1 jan./jun. 2014, São Paulo – Brasil, p. 13-19.

Revistas:

Revista Matrizes, Dossiê “Novas perspectivas em Teorias da Comunicação” (Midiatização), Vol. 8, N. 01, Editora da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014.

https://www.revistas.usp.br/matrizes/issue/view/6358

Revista Matrizes, Dossiê “Novas perspectivas em Teorias da Comunicação”, Vol. 7, N. 02, Editora da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.

https://www.revistas.usp.br/matrizes/issue/view/5525

Revista Rizoma, Dossiê “Midiatização e Circulação”, Vol. 06, N. 02, Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Santa Cruz do Sul (RS).

https://online.unisc.br/seer/index.php/rizoma/issue/view/551

• COM790 – PESQUISA ORIENTADA – Atividade
Horário a Combinar

• COM791 – TIROCÍNIO DOCENTE ORIENTADO – Atividade
Horário a Combinar

 

 

 

 

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Oferta de Disciplinas 2018.2

 

COM546 – SEMINÁRIO AVANÇADO (Obrigatória do Doutorado) – 4 créditos / 68h
Maria Carmem Jacob de Souza e Regina Lúcia Gomes Souza e Silva 
3ª Feira – Das 13h55 às 17h35

COM511 – LINGUAGENS DA COMUNICAÇÃO E DA CULTURA – 4 créditos / 68h
Tema: Temporalidades e Historicidades

Itania Maria Mota Gomes e Nuno Ribeiro Côrtes Manna (Os professores dividirão a carga horária)
5ª Feira – Das 13h55 às 17h35

COM523 LINGUAGEM, PENSAMENTO E CONHECIMENTO – 4 créditos / 68h
Tema: Aspectos éticos e estéticos do Cinema Documentário Latino-Americano

José Francisco Serafim e Sandra Straccialano Coelho (Os professores dividirão a carga horária)
4ª Feira – Das 13h55 às 17h35

COMA82 – ESTUDOS AVANÇADOS EM COMUNICAÇÃO E POLÍTICA II – 2 créditos – 34h
Tema: Performances, Algoritmos e Sensibilidades na Comunicação Contemporânea

André Luiz Martins Lemos e Jorge Luiz Cunha Cardoso Filho (Os professores dividirão a carga horária)
6ª Feira – Das 13h55 às 15h45

COMA75 TEMAS EM MEDIA E CIBERCULTURA – 4 créditos / 68h
Tema: Prática de pesquisa em Jornalismo

Marcos Silva Palacios e Suzana Oliveira Barbosa (Os professores dividirão a carga horária)
4ª Feira – Das 13h55 às 17h35

COMA81 – ESTUDOS AVANÇADOS EM COMUNICAÇÃO E POLÍTICA I – 2 créditos / 34h
Tema: Políticas Brasileiras para a Produção Audiovisual

Othon Jambeiro e Convidada (Prof.ª Dr.ª Kátia Santos de Moraes) (Os professores dividirão a carga horária)
4ª Feira – das 13h55 às 15h45

COMA61 – METODOLOGIA DE ANÁLISE DE PRODUTOS E LINGUAGENS DA CULTURA MEDIÁTICA -
4 créditos / 68h
Tema: Mudanças estruturais do jornalismo: valores, valor notícia e lógica discursiva e metodologia.

Lia da Fonseca Seixas
6ª Feira – Das 13h55 às 17h35

COM790 – PESQUISA ORIENTADA – At
Horário a Combinar

COM791 – TIROCÍNIO DOCENTE ORIENTADO – At
Horário a Combinar


 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

 

 

 

COM511 – LINGUAGENS DA COMUNICAÇÃO E DA CULTURA – 4 créditos / 68h
Tema: Temporalidades e Historicidades
Itania Maria Mota Gomes e Nuno Ribeiro Côrtes Manna (Os professores dividirão a carga horária)
5ª Feira – Das 13h55 às 17h35

Ementa:
Historicidades e temporalidades como questões fundamentais aos estudos da comunicação e da cultura. Figuras de historicidade como categorias para abordagens teóricas e investigações metodológicas dos processos comunicacionais: contexto, gênero, estrutura de sentimento, afeto, narrativa, tradição, acontecimento, memória e testemunho. Análise de fenômenos da comunicação, em suas emergências audioverbovisuais, como forma de interpretação de movimentos epistêmicos, estéticos, culturais e políticos do tempo.

Objetivos:
Apresentar as discussões recentes envolvendo as historicidades e as temporalidades dos processos comunicacionais no âmbito da Rede de Pesquisa Historicidades dos Processos Comunicacionais (https://encontrohistoricidades.wordpress.com/blog/).
Oferecer elementos conceituais e metodológicos para a compreensão e abordagem de práticas, produtos e processos da comunicação e da cultura contemporâneas em relação com suas condições de serem históricas e temporais.
Habilitar alunos e alunas para a crítica de fenômenos comunicacionais e a interpretação de transformações culturais.
Promover possíveis articulações com seus respectivos problemas de pesquisa.

Metodologia:
As aulas se constituirão em discussão da bibliografia orientada pelos professores, atividades de análise de produtos midiáticos e seminários preparados pelos alunos.

Avaliação:
A avaliação da disciplina será constituída por um artigo final que apresente um exercício de análise envolvendo historicidades e temporalidades de processos comunicacionais, e deverá ser entregue em data a ser combinada em sala de aula. Os artigos deverão conter até 40 mil caracteres, incluindo notas e referências bibliográficas. Os trabalhos deverão ser entregues em cópia impressa e eletrônica, acompanhados de cópia dos materiais analisados, quando for o caso. Valor: 10 pontos.

Conteúdo Programático

Unidade I
Tempo e história: elementos para uma abordagem

Unidade II
Historicidades e temporalidades em análises da comunicação e da cultura

Unidade III
Exercícios interpretativos: problemas de pesquisa e aproximações às figuras de historicidade

Bibliografia:
Observação: outros textos poderão ser indicados ao longo do curso:

ANTUNES, Elton; GUTMANN, Juliana Freire; MAIA, Jussara Peixoto. No tempo do Zoio: matrizes midiáticas e YouTube. Contracampo, no prelo.
APPADURAI, Arjun. The future as cultural fact. In APPADURAI, Arjun. The future as cultural fact. Essays on the Global Condition. New York, Verso, 2013, p. 285-300.
ARAUJO, Valéria Maria Sampaio Vilas Bôas. Contar não é o mesmo que viver. Jornalismo e subjetividade na atuação do reporter personagem na televisão brasileira contemporânea. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, Salvador, Universidade Federal da Bahia, 2018;
AZEVEDO, R. J. Do brega paraense ao tecnobrega: história e tradição na websérie Sampleados. Galáxia (SÃO PAULO. ONLINE) , v. 34, p. 80-92, 2017. Disponível em https://revistas.pucsp.br/index.php/galaxia/article/view/29873/23244
CARDOSO FILHO, Jorge (UFBA/UFRB); GUTMANN, Juliana Freire (UFBA); AZEVEDO, Rafael José (UFMG). Performances e memória em expressões televisivas. Famecos, v. 24, n. 3, 2017. Disponível em http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/view/26917
CARDOSO FILHO, Jorge; FERREIRA, Thiago; AZEVEDO, Rafael José; MOTA JUNIOR, Edinaldo. Pabllo Vittar, Gloria Groove e suas performances: fluxos audiovisuais e temporalidades na cultura pop. Contracampo, no prelo.
CLOUGH, Patricia Ticineto, HALLEY, Jean (Eds.). The affective turn: theorizing the social. Durham & London, Duke University Press, 2007;
GOMES, Itania Maria Mota. “Gênero televisivo como categoria cultural: um lugar no centro do mapa das mediações de Jesús Martín-Barbero” in Revista Famecos. Mídia, cultura e tecnologia, Porto Alegre, v. 18, n. 1, p. 111-130, jan./abr. 2011. Disponível em http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/viewFile/8801/6165
GOMES, Itania Maria Mota. Raymond Williams e a hipótese cultural da estrutura de sentimento in GOMES, Itania e JANOTTI JR., Jeder (Orgs). Comunicação e Estudos Culturais, Salvador, Edufba, 2011. Disponível em http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/5536
GOMES, Itania; FERREIRA, Thiago; ARAUJO, Carolina; MOTA JUNIOR, Edinaldo. Temporalidades Múltiplas: análise cultural dos videoclipes e da performance de Figueroas a partir dos mapas das mediações e das mutações culturais. Contracampo, v. 36, p. 134-153, 2017. Disponível em http://www.contracampo.uff.br/index.php/revista/article/view/1066
GOMES, Itania; MANNA, Nuno. Outros tempos possíveis: disputas de valores e convenções do jornalismo em Tempos Fantásticos. Contracampo, no prelo.
GROSSBERG, Lawrence. Affect’s future: rediscovering the virtual in the actual. In GREGG, Melissa, SEIGWORTH, Gregory (eds.) The affect theory reader. Durham & London, Duke University Press, 2010, 309-338.
GROSSBERG, Lawrence. Cultural Studies in the Future Tense, Durham and London, Duke University Press, 2010.
HARTOG, François. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.
JÁCOME, Phellipy; LEAL, Bruno; MANNA, Nuno. A ‘crise’ do jornalismo: o que ela afirma, o que ela esquece. Líbero, São Paulo, v. 17, p. 145-154, 2014. Disponível em http://seer.casperlibero.edu.br/index.php/libero/article/view/113/89
JÁCOME, Phellipy. O jornalismo como singular coletivo: reflexões sobre a historicidade de um fenômeno moderno. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social. UFMG. Belo Horizonte, 2017,
KOSELLECK, Reinhart. Futuro Passado: contribuição à semântica dos tempos históricos.Rio de Janeiro: Contraponto: Editora PUC-Rio, 2006.
LEAL, Bruno Souza; CARVALHO, Carlos Alberto de. Aproximações à instabilidade temporal do contexto. Famecos, v. 24, n. 3, 2017. Disponível em http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/view/27042
LEAL, Bruno; ANTUNES, Elton. El testimonio midiático como figura de historicidad: implicaciones teorico-metodológicas. Revista Chasqui, v. 1, p. 214-228, 2015. Disponível em: http://revistachasqui.org/index.php/chasqui/article/view/2519/0
LEAL, Bruno. Em busca do tempo e do espaço: memória, nostalgia e utopia em Westworld. Trabalho apresentado ao Grupo de Trabalho Memória nas Mídia do XXVII Encontro Anual da Compós, jun. 2018. Disponível em http://www.compos.org.br/data/arquivos_2018/trabalhos_arquivo_PCCWI1G58IOC5FEKDEYB_27_6781_28_02_2018_11_29_19.pdf
MANNA, Nuno; JÁCOME, Phellipy; FERREIRA, Thiago. Recontextualizações do -ismo: disputas em torno do jornalismo “em crise”. Famecos, v. 24, n. 3, 2017. Disponível em http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/view/26991
MANNA, Nuno. Jornalismo e o espírito intempestivo: fantasmas na mediação jornalística da história, na história. Belo Horizonte: PPGCOM UFMG, 2016.
MARTÍN-BARBERO, Jesús. Dos meios às mediações. Comunicação, Cultura e Hegemonia, 4ª, Rio de Janeiro, ed.UFRJ, 2006.
MARTÍN-BARBERO, Jesús. Ofício de Cartógrafo. Travessias latino-americanas da comunicação na cultura, São Paulo, Edições Loyola, 2004.
NOVAES, Adauto (Org.). Mutações: o futuro não é mais o que era. São Paulo, Edições Sesc, 2013.
RIBEIRO, Ana Paula Goulart; LEAL, Bruno Souza; GOMES, Itania Maria Mota. As historicidades dos processos comunicacionais: elementos para uma abordagem. In: MUSSE, Christina Ferraz; VARGAS, Herom; NICOLAU, Marcos (Orgs.). Comunicação, mídias e temporalidade, 1ed, Salvador: Edufba, 2017, v. 1, p. 37-58. Disponível em https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/22861/3/Comunica%C3%A7%C3%A3o%2CM%C3%ADdiaseTemporalidades_ChristinaMusse-HeromVargas-MarcosNicolau.pdf
RIBEIRO, Ana Paula Goulart; MARTINS, Bruno Guimarães; ANTUNES, Elton. Linguagem, sentido e contexto: considerações sobre comunicação e história. Famecos, v. 24, n. 3, 2017. Disponível em http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/view/27047
RICOEUR, Paul. Tempo e narrativa. Tomo 1. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010a.
RICOEUR, Paul. Tempo e narrativa. Tomo 2. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010b.
RICOEUR, Paul. Tempo e narrativa. Tomo 3. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010c.
WILLIAMS, Raymond. The Long Revolution, Harmondsworth, Penguin, 1961.

 

COM523 LINGUAGEM, PENSAMENTO E CONHECIMENTO – 4 créditos / 68h
Tema: Aspectos éticos e estéticos do Cinema Documentário Latino-Americano
José Francisco Serafim e Sandra Straccialano Coelho (Os professores dividirão a carga horária)
4ª Feira – Das 13h55 às 17h35

Ementa:
Formação do pensamento e o desenvolvimento da linguagem. Linguagem, formação da imagem de mundo e produção/reprodução do conhecimento. Os determinantes psicológicos e sociais do pensamento, da linguagem e do conhecimento. Conhecimento e cultura

Objetivos:
A disciplina tem por objetivo abordar aspectos éticos e estéticos do cinema documentário latino-americano, buscando investigar suas dimensões culturais e identitárias, articulando-as, simultaneamente, à análise de suas diferentes materializações audiovisuais. Através da leitura de bibliografia atualizada, bem como da exibição de filmes, se pretende fornecer instrumentos para compreender a produção audiovisual contemporânea latino-americana, estimulando a reflexão crítica a respeito de suas diferentes possibilidades expressivas, tais como o uso de arquivos, entrevistas, testemunhos, encenação, narração, dentre outros.

Metodologia:
Aulas expositivas, exibição de filmes, seminários.

Avaliação:
- Presença e participação nas atividades de sala de aula;
- Trabalho final: elaboração de um artigo (arquivo de até 20 páginas; fonte Times New Roman, corpo 12, espaçamento 1,5) que reflita sobre alguns dos temas da disciplina que sejam relevantes para os projetos de pesquisa individuais dos alunos.

Conteúdo Programático:

1. Construções de um cinema latino-americano (Nuevo cine latino americano; Tercer cine; guinada subjetiva…)

2. Ética do cinema do real X Estéticas do documentário;

3. Documentário latino-americano e memória histórica: Arquivos; Testemunho; Encenação.

 

Bibliografia:

 

ARAÚJO, Denise Araújo; MORETTIN, Eduardo; REIA-BAPTISTA, Vitor. Ditaduras Revisitadas: cartografias, memórias e representações audiovisuais (eds.), Faro: Universidade do Algarve, 2016.
ARENILLAS, Maria Guadalupe, LAZZARA, Michael (Eds.). Latin American Documentary Film in the New Millennium, New York : Palgrave Macmillan, 2016.
CHANAN, Michael. The politics of documentary, London: BFI, 2007.
_______________. El documental y el espacio publico, Archivos de la Filmoteca, n.57, oct. 2007 – fev. 2008, pp.68-99.
COMOLLI, Jean-Louis. Ver e poder – a Inocência Perdida: cinema, televisão, ficção, documentário, Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.
DEL VALLE DAVILA, Ignacio. O conceito de “novidade” no projeto do Nuevo Cine Latinoamericano. Estud. hist. (Rio J.) [online]. 2013, vol.26, n.51, pp.173-192.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Quando as imagens tocam o real, Pós, Belo Horizonte, v.2, n.4, nov.2012, pp. 204-219.
FRANÇA, Andrea. A reencenação no cinema documentário, MATRIZes, No 1 jul./dez. 2010, pp. 149-161.
FREIRE, Marcius. Documentário: ética, estética e formas de representação, São Paulo: Annablume, 2012.
GETINO, Octavio. Cine Ibero-americano: los desafios del nuevo siglo, Buenos Aires: INCAA, 2007.
GUIMARÃES, César; LIMA, Cristiane. A ética do documentário: o Rosto e os outros, Contracampo, n.17, 2007, 145-162.
______________________________. Crítica da montagem cínica, Doc On-line, n.07, dez. 2009, pp. 6-16.
LINS, Consuelo. O documentário de Eduardo Coutinho: Televisão, Cinema e Vídeo, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editora, 2004.
MIGLIORIN, Cezar (Org.). Ensaios no real: o documentário brasileiro hoje. Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2010.
NAVARRO, Vinicius; RODRÍGUEZ, Juan Carlos. New Documentaries in Latin America, New York : Palgrave Macmillan, 2014.
NICHOLS, Bill. Cuestiones de ética y cine documental, Archivos de la Filmoteca, n.57, oct. 2007 – fev. 2008, pp. 29-45.
___________. Introdução ao documentário. Campinas: Papirus, 2005.
NIney. François. L’épreuve du réel à l’écran. Essai sur le principe de réalité documentaire. Bruxelles : de Boeck & Larcier, 2004.
PARANAGUÁ, Paulo. Tradición y modernidade en el cine de América Latina, Madrid: Fondo de Cultura Económica de España, 2003.
________________ (ed.) Cine documental em América Latina, Madrid: Cátedra, 2003.
PLANTINGA, Carl. Caracterización y ética en el género documental, Archivos de la Filmoteca, n.57, oct. 2007 – fev. 2008, 46-67.
PRELÓRAN, Jorge. El cine etnobiografico, Buenos Aires: Catálogo, 2006.
RANCIÈRE, Jacques. Se o irrepresentável existe, In: O destino das imagens, Rio de Janeiro: Contraponto editora, 2012.
SARLO, Beatriz. Tempo Passado: cultura da memória e guinada subjetiva. São Paulo: Companhia das Letras/Belo Horizonte: UFMG, 2007.

Filmografia:

 

A batalha do Chile (I), Patricio Guzmán, CHI, 1975, 97’.
Agarrando pueblo, Carlos Mayolo y Luis Ospina, COL, 1977, 28’.
Amazona, Clare Weiskopf, COL, 2016, 80’.
Boca de lixo, Eduardo Coutinho, BR, 1993, 50’.
Casabindo, Jorge Prelóran, ARG, 1965, 13’.
El coraje del pueblo, Jorge Sanjinés, BOL, 1971, 90’.
El palacio negro LeCumberri, Arturo Ripstein, MEX, 1976, 105’.
Familia Tipo, Cecilia Priego, ARG, 2009, 79’.
Jesus no mundo maravilha, Newton Cannito, BR, 2007, 52’.
La flaca Alejandra, Carmen Castillo, CHI, 1994, 60’.
La hora de los hornos: Notas y testimonios sobre el neocolonialismo, la violencia y la liberación, Octavio Getino, Fernando E. Solanas, ARG, 1968, 260’.
La TV y Yo, Andrés Di Tella, ARG, 2002, 75’
Los rubios, Albertina Carri, ARG, 2003, 1h29.
M, Nicolás Prividera, 2007, ARG, 142’.
No intenso agora, João Moreira Salles, BR, 2017, 127’.
Nostalgia da luz, Patricio Guzman, CHI, 2010, 90’.
Now, Santiago Álvarez, CUB,1965, 5’.
79 primaveras, Santiago Álvarez, CUB, 25’.
Fotografias, Andrés Di Tella, ARG, 2007, 110’.


COMA82 – ESTUDOS AVANÇADOS EM COMUNICAÇÃO E POLÍTICA II – 2 créditos – 34h

Tema: Performances, Algoritmos e Sensibilidades na Comunicação Contemporânea
André Luiz Martins Lemos e Jorge Luiz Cunha Cardoso Filho (Os professores dividirão a carga horária)
6ª Feira – Das 13h55 às 15h45

Ementa:
Experiência e performances na cultura midiática contemporânea, experiência, sensibilidade e materialidade da comunicação, aspectos cognitivos e pragmáticos da materialidade da comunicação, objetos e agência, algoritmos, sensibilidade performativa, teoria ator-rede e filosofia orientada a objetos.

Objetivos:
Discutir o papel dos algoritmos na atualidade, na sua relação com as performances sociais e na emergência de sensibilidades;
Aprofundar o caráter procedural dos algoritmos, suas as agências, performances e práticas em múltiplas expressões na comunicação contemporânea;
Produzir exercícios interpretativos da relação entre performance, algoritmo e sensibilidades na cultura contemporânea.

Metodologia:
Aulas expositivas e debates em sala de aula. Discussão de artigos e textos de naturezas diversas (literários, acadêmicos e científicos). O curso será oferecido para estudantes do POSCOM e do Mestrado em Comunicação/UFRB. A disciplina será dividida em 3 partes: Experiência e Performance; Sensibilidade Performativa, e Exercícios Interpretativos para discussão sobre artigo final.

Avaliação: Artigo a ser publicado em revista indexadas e de qualidade da área.

Parte 1 – Experiência e Performance – Jorge Cardoso Filho
Experiência é o conceito fundamental do pragmatismo, seja nas formulações de Charles S. Peirce, William James ou John Dewey (POGREBINSCHI, 2006). Nas proposições de Dewey, que possui maior afinidade com Peirce, a necessidade de experimentalismo é fundamental e vai designar a interação constante e necessária estabelecida entre um organismo e o ambiente, a qual não é de caráter exclusivamente simbólico, mas, sobretudo, uma característica físico-natural. A experiência não é nem consciência, nem somente conhecimento, mas é tudo que pode ser experimentado por uma criatura na relação com o ambiente. A experiência é, então, o campo possível de toda pesquisa e projeção racional de futuro (ABBAGNANO, 2007). Obstáculos e condições neutras impostas pela situação à interação da criatura com o ambiente que contribuem para que os sentidos presentes naquela relação se elucidem, à medida que se convertem obstáculos e condições neutras em condições favoráveis ao desenvolvimento da experiência.
Para identificar características das interações que são instituídas pelos media, o que Kittler (1990) chama de sistema de notação, é necessário, em primeiro lugar, identificar os aparatos que possibilitam o armazenamento, transmissão e reprodução de certos objetos/conteúdos e não outros. O foco é a prática e não os conteúdos, uma vez que os conteúdos são possíveis graças às estruturas materiais, que são anteriores ao sentido. Em segundo lugar, identificar os “ruídos” trazidos pela medialidade daquela prática. Trata-se de efeitos abrangidos pelas características físicas dos media, que podem impor à prática certo padrão, um elemento totalizador da experiência. Por fim, é necessário observar o corpo como o âmbito de convergência das práticas culturais, também como um medium, conformado e reformado pelo sistema de notação no qual está inserido. A proposição de Kittler indica os modos como os choques proporcionados pelas relações entre o “assim chamado Homem” (“so gennanten Menschen”, termo usado pelo próprio autor) e os media geram padrões de prática, orientados, sobretudo, pelas características materiais da relação desenvolvida.
Como condição de possibilidade da produção de sentido, a materialidade traz consigo pressuposição e indução de habilidades, competências específicas que não são meras ações psicológicas, mas conjuntos de práticas e condutas que se desenvolvem nas interações, por meio de avisos fornecidos pelos objetos expressivos predecessores e pelos contextos de surgimento. São práticas, que se desenvolvem em função da experiência, revelando programas de produção/recepção predominantes, ou seja, revelam competências pragmático-performativas (SEEL, 1985) hegemônicas, que são acionadas na interação daqueles que percebem e vivem a experiência com os mais diversos objetos e/ou fenômenos. Esse aspecto pragmático-performativo concorre, muitas vezes de forma conflituosa, com o aspecto cognitivo-proposicional da experiência – o que explica o descompasso entre ações desenvolvidas durante o encontro estético e declarações concedidas após esses mesmos encontros.

Parte 2 – Sensibilidade Performativa, André Lemos
O argumento central é que há agência dos objetos. Todos desempenham ações e sofrem ações de outros objetos. Essa capacidade pode ser pensada como uma “sensibilidade”. Mais ainda, ela faz fazer. Essa qualidade agencial de fazer – fazer (LATOUR, 2005, BARAD, 2007) é uma performatividade. O conceito de “sensibilidade performativa” reconhece que todo objeto possui, de uma forma ou de outra, uma “vida” e uma “sensibilidade” (HARMAN, 2011). Para a Ontologia Orientada a Objetos (OOO) e a Teoria Ator-Rede (TAR), todos os objetos são dotados de “sensibilidade performativa”.
Sensibilidade é a capacidade que os animais possuem de perceber e agir no ambiente (físico ou simbólico). As sensações, informações que os sentidos recebem do mundo exterior, é o que os gregos chamavam de Aesthesis. Elas permitem a percepção do ambiente e a ação sobre ele. Não nos parece exagerado dotar objetos de sensibilidade se a entendemos como capacidade de mediação e a mediação é gerada tanto por humanos ou objetos (TAR). Se é assim, a sensibilidade dos objetos (physical-first) (GREENGARD, 2015) geraria uma performatividade reativa (desgaste e envelhecimento, automatismo mecânico, por exemplo) enquanto a sensibilidade dos objetos digitais (sejam os digital-first ou os physical-first digitalizados) uma performatividade procedural (BOGOST, 2007) e dinâmica (MANOVICH, 2013).
Para a compreensão da atual cultura digital, regida por objetos acoplados a sensores e a lógicas de ação baseadas em algoritmos, vemos emergir uma nova sensibilidade performativa, agora digital, algorítmica, sensciente produzindo um fenômeno de “dataficação” (datafication). Esta nova sensibilidade, e sua correlata forma inovadora de agência através de ação por sistemas computadorizados, é a “sensibilidade performativa” (SP) (LEMOS, 2016). Ela provoca ações, realiza ordens e comandos, sendo, portanto, performativa de forma similar ao sentido que tem os “atos performativos da linguagem” (performative utterance) de Austin (1962). Portanto, a sensibilidade performativa não emerge com os objetos digitais, mas ganha uma nova qualidade já que sua performatividade passa a ser mais radical impactando todas as áreas da vida social (redes sociais, IoT, governança digital, smart cities). Estamos em meio a uma “algocracia” (DANAHER, 2016) cuja SP digital e algorítmica está nas suas bases.
O termo sensibilidade performativa destaca ainda uma estética da materialidade na qual os objetos digitalmente aumentados, sentem, trocam informações, apreendem e agem sobre o mundo externo. Toda a cultura digital está sendo transformada por essa agência dos novos objetos. O objetivo dessa parte da disciplina é investigar essa afirmação através de uma discussão sobre mídia, materialidade, sensibilidade, experiência tendo por base os estudos de software, as teorias da comunicação, a OOO e a TAR.

Bibliografia:

Parte 1:
CARLSON, Marvin. (2009) Performance: uma introdução crítica. Belo Horizonte: Autênticca.
GUMBRECHT, Hans Ulrich. (2004) Production of Presence: what meaning cannot convey. Stanford: Stanford University Press.
SCHECHNER, Richard. (2006) Performance studies: an introduccion. New York & London: Routledge, 2006, p. 28-51.
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. (2007). 5ª ed. São Paulo: Martins Fontes.
CARDOSO FILHO, Jorge. (2009). As materialidades da canção midiática: contribuições metodológicas. Revista Fronteiras, volume 11, p. 80 – 88.
DEWEY, John. Art as experience. (2005). 3ª ed. New York: Perigee Books.
______. Lógica: a teoria da investigação. (1980). In: Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural.
FELINTO, Erick & ANDRADE, Vinícius. (2005). A vida dos objetos: um diálogo com o pensamento da materialidade da comunicação. Contemporânea, volume 03, n.01, p. 75 – 94.
KITTLER, Friedrich. Discourse networks 1800/1900. (1990). Stanford: Stanford University Press.
POGREBINSCHI, Thamy. (2006). Será o neopragmatismo pragmatista? Interpelando Richard Rorty. Novos Estudos CEBRAP, n. 74, p. 125 – 138.
ROCHA, João Cezar. (1998) A materialidade da teoria. In: ROCHA, João Cezar (org.). Corpo e forma: ensaios para uma crítica não-hermenêutica. Rio de Janeiro: Eduerj.
SEEL, Martin. (2003) Ästhetik des Erscheinens. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag, .
______. (1985) Die Kunst der Entzweiung. Zum Begriff der ästhetischen Rationalität. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag.

Parte 2:
AUSTIN, John Langshaw. How to Do Things with Words, Oxford: Clarendon Press, 1962
BARAD, K. Meeting the Universe Halfway: Quantum Physics and the Entanglement of Matter and Meaning. Durham e London: Duke University Press, 2007.
BENNET, Jane. 2010. Vibrant Matter: A Political Ecology of Things. Durham, London: Duke University Press Durham, NC. doi:10.1016/j.emospa.2010.10.006.
DANAHER, J. The Threat of Algocracy: Reality, Resistance and Accommodation. Philosophy and Technology, v. 29, n. 3, p. 245–268, 2016.
FINN, Ed. 2017. What Algorithms Want: Imagination in the Age of Computing. Cambridge, Mass. ; London: MIT.
FOUCAULT, M. Microfísica do poder. 2a ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015.
GREENGARD, S. (2015). The internet of things. Cambridge, MA: MIT Press.
HARMAN, Graham. 2011. The quadruple object. Hants, UK: Zero Books.
KARIMOVA, G. Z.; SHIRKHANBEIK, A. Society of things: An alternative vision of Internet of things. Cogent Social Sciences, v. 1, n. 1, p. 1–7, 2015.
LATOUR, B. 2012. Reagregando o social: uma introdução à teoria do ator-rede. Salvador: Edufba.
LEMOS, André. 2013. A comunicação das coisas: teoria ator-rede e cibercultura. São Paulo: Annablume.
LEMOS, André, BITENCOURT, Elias. 2017. SENSIBILIDADE PERFORMATIVA E COMUNICAÇÃO DAS COISAS . Explorando as narrativas algorítmicas na Fitbit. In Anais da Compós 2017, 1–23. São Paulo.
MANOVICH, Lev. Software takes command. New York: Bloomsburry Academic, 2013.


COMA75 TEMAS EM MEDIA E CIBERCULTURA – 4 créditos / 68h

Tema: Prática de pesquisa em Jornalismo
Marcos Silva Palacios e Suzana Oliveira Barbosa (Os professores dividirão a carga horária)
4ª Feira – Das 13h55 às 17h35

 

Ementa:
Disciplina centrada sobre aspectos práticos da pesquisa em Jornalismo. Discussão sobre a pesquisa em Jornalismo enquanto subárea de investigação acadêmica no contexto da área de Comunicação. O texto acadêmico como forma discursiva. Definições, Conceitos, Metáforas e Polissemia. Critérios para a seleção e delineamento de um objeto de pesquisa inserido nas dimensões das diversas vertentes de Estudos do Jornalismo. Técnicas de busca de material acadêmico na Internet. As partes de um Projeto de Pesquisa e sua articulação. Levantamento e discussão crítica das principais abordagens metodológicas e técnicas de pesquisa para execução de uma proposta de investigação. Produção de um trabalho prático sob a forma de um Projeto de Pesquisa ou Artigo.

Objetivos:
Discutir e problematizar o Texto Acadêmico/Científico como forma discursiva.
Adquirir capacidade prática para compreender, localizar e utilizar material bibliográfico de diferentes origens para a pesquisa acadêmica.
Mapear as mais recorrentes abordagens teóricas e metodológicas da pesquisa em Jornalismo.
Realizar exercícios práticos em torno da elaboração de uma proposta de pesquisa.
Orientar cada participante na elaboração de uma proposta individual e preliminar de Projeto de Pesquisa na área do Jornalismo ou de um Artigo que objetive investigar dimensões da prática jornalística na sociedade contemporânea.

Metodologia:
Aulas expositivas;
Apresentação de textos por meio de Seminários;
Exercícios práticos voltados para a busca de material bibliográfico e construção de textos acadêmicos;
Acompanhamento tutorial do processo de elaboração da proposta preliminar individual de Projeto de Pesquisa ou do Artigo que constituirão o objeto da avaliação final da disciplina.

Avaliação:
A avaliação estará centrada nos seminários durante o semestre e no produto final (Projeto ou Artigo) a ser apresentado de forma oral e submetido como texto.

Conteúdo Programático:

Primeiro Módulo
O texto científico/acadêmico como forma discursiva.
Técnicas de busca de material bibliográfico na Internet.
Os elementos e as etapas da construção de um texto científico.

Segundo Módulo
O Jornalismo enquanto objeto de estudo acadêmico.
As principais abordagens teórico-metodológicas da pesquisa, na área do Jornalismo no Brasil, a partir de levantamentos produzidos em torno das pesquisas específicas em anos recentes.
A globalização e os Estudos do Jornalismo: tendências e direcionamentos.

Terceiro Módulo
Apresentações de etapas preliminares dos trabalhos em andamento.
Acompanhamento tutorial.

Referências Básicas:

ALVES, Judith. A “revisão da bibliografia” em teses e dissertações: Meus tipos inesquecíveis. In: Cad. Pesq. São Paulo, n.81. p. 53-60, 1992. Disponível em: <http://publicacoes.fcc.org.br/ojs/index.php/cp/article/view/990>

ALMEIDA, José Felipe, BASSALO, José Maria; SOBRINHO, Carlos Leônidas. Como (não) escrever um artigo técnico-científico. Disponível em: < http://www.abenge.org.br/cobenge/arquivos/11/artigos/2607.pdf>

BRAGA, J. L. Para começar um Projeto de Pesquisa. In: Comunicação & Educação • Ano X • Número 3 • set/dez 2005

BRUCK, Mozahir Salomão. Palavra: Dispositivo. In: Revista Dispositiva, vol.1, n.1, 2012

CARRASCOZA, João Anzanello. Suíte academica: apontamentos poéticos para elaboração de projetos de pesquisa em Comuniciação. In: Revista Matrizes, volume 10, nº 01, 2016. Disponível em: <http://www.matrizes.usp.br/index.php/matrizes/article/view/715 >

COLUSSI, J. & REIS, T. Mapeamento dos procedimentos metodológicos na pesquisa sobre mídias on-line: um estudo dos trabalhos do Simpósio Internacional de Ciberjornalismo. In: Questões Transversais – Revista de Epistemologias da Comunicação, Vol. 5, nº 10, julho-dezembro/2017.

DOMÍNGUEZ GARCÍA, I. Un acercamiento al lenguaje del texto científico. In: Varona – Revista Científico-Metodológica. nº 48-49, 2009. pp. 67-72. ISSN: 0864-196X. Disponível em: <http://www.redalyc.org/pdf/3606/360636904010.pdf>

MACHADO, Elias. & SANT’ANA, Jéssica. Limitações metodológicas na pesquisa em jornalismo: um estudo dos trabalhos apresentados no GT Jornalismo da Compós (2000-2010). In: Revista Pauta Geral – Estudos em Jornalismo. Ponta Grossa, vol.1, n.1. 2014. pp. 26-42, Jan-Jul. pp. 26-42. Disponível em: <http://www.revistas2.uepg.br/index.php/pauta/article/view/5917>

MACHADO, Elias. Metodologias de Pesquisa em Jornalismo: uma revisão histórica e perspectivas para a produção de manuais de orientação. In: Brazilian Journalism Reseach, nº 1. V. 6. 2010. pp. 10-28. Disponível em: <https://bjr.sbpjor.org.br/bjr/article/view/245/243>

 MARCONDES, Ciro. Praticar o terceiro olho na pesquisa comunicacional: uma proposta de estudo vivencial da comunicação. In: Revista Líbero, Ano XX – nº. 39 Jan./Ago. 2017. pp. 04-08 Disponível em: <http://seer.casperlibero.edu.br/index.php/libero/article/view/862/828>

 MARTINS, Ana Amélia Lage & Soares dos Reis, Alcenir. Sobre a migração de conceitos: uma discussão necessária. XIV Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB 2013), GT 1: Estudos Históricos e Epistemológicos da Ciência da Informação. Disponível em: <http://basessibi.c3sl.ufpr.br/brapci/_repositorio/2015/12/pdf_d575766e11_0000013710.pdf>

SODRÉ, Muniz. “Uma reorientação conceitual”. In: LEMOS MARTINS, Moisés (Coord). A Internacionalização das Comunidades Lusófonas e Ibero-Americanas de Ciências Sociais E Humanas – O Caso das Ciências da Comunicação. Braga, PT: Universidade do Minho, 2017. pp. 71-78. Disponível em <http://revistacomsoc.pt/index.php/cecs_ebooks/article/view/2710 >

 SUTTON, Robert & STAW, Barry. What theory is not. In: Administrative Science Quarterly. nº 40 (1995): 371-384. Disponível em: < http://haas.berkeley.edu/faculty/papers/stawtheory.pdf>

LIVROS SOBRE METODOLOGIA

MOURA, Claudia Peixoto de Moura; VASSALLO DE LOPES, Maria Immacolata. Pesquisa em Comunicação: Metodologias e Práticas Acadêmicas. Porto Alegre: ediPUCRS, 2016. Disponível em: <http://ebooks.pucrs.br/edipucrs/Ebooks/Pdf/978-85-397-0803-1.pdf>

LAGO, Claudia & BENETTI, Marcia. Metodologia de Pesquisa em Jornalismo. Petrópolis: Vozes, 2007.

MALDONADO, A.E . et alii. Metodologias de pesquisa em comunicação: Olhares Trilhas e Processos. Porto Alegre: Sulina. 2011. Disponível em: <http://www.processocom.org/wp-content/uploads/2017/03/azul0002.pdf>

SILVA, E. L. & MENEZES, E.M. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. 4. ed. rev. atual. – Florianópolis: UFSC, 2005. Disponível em: <https://projetos.inf.ufsc.br/arquivos/Metodologia_de_pesquisa_e_elaboracao_de_teses_e_dissertacoes_4ed.pdf>

OUTROS TEXTOS ESPECÍFICOS SERÃO INDICADOS NO DECORRER DOS MÓDULOS DA DISCIPLINA

 

 

COMA81 – ESTUDOS AVANÇADOS EM COMUNICAÇÃO E POLÍTICA I – 2 créditos / 34h
Tema: Políticas Brasileiras para a Produção Audiovisual
Othon Jambeiro e Convidada (Prof.ª Dr.ª Kátia Santos de Moraes) (Os professores dividirão a carga horária)
4ª Feira – das 13h55 às 15h45

 

Ementa:
A disciplina examinará as características e o desenvolvimento da indústria brasileira de produção audiovisual. Será feita uma revisão histórica dessa indústria, destacando-se as idas e vindas das políticas do governo federal para o setor, desde o período da ditadura militar até os dias atuais. Especial destaque será dado à análise do modo como as produtoras de audiovisual se organizam, operam e se transformam em função das políticas de fomento institucionalizadas no plano federal.

Metodologia:
O curso será ministrado por meio de uma combinação de aulas expositivas e seminários. Além da frequência exigida pelas normas da universidade, cada aluno deverá preparar um seminário temático e elaborar um ensaio acadêmico com base no conteúdo da disciplina, este último para entrega até 30 dias após o encerramento do curso. As características do seminário e do ensaio serão discutidas em sala de aula.

 

 

COMA61 – METODOLOGIA DE ANÁLISE DE PRODUTOS E LINGUAGENS DA CULTURA MEDIÁTICA -
4 créditos / 68h

Tema: Mudanças estruturais do jornalismo: valores, valor notícia e lógica discursiva e metodologia.
Lia da Fonseca Seixas
6ª Feira – Das 13h55 às 17h35

Ementa:
A disciplina objetiva discutir as mudanças estruturais do jornalismo com a revolução digital. Está dividida em dois módulos. O primeiro trata do que a literatura dos estudos de jornalismo considera valores jornalísticos (objetividade, atualidade, apuração, noticiabilidade?), funções e finalidades do fazer-jornalístico. Promove uma discussão sobre o gesto da interpretação, tão cara ao fazer-jornalístico. O segundo módulo foca na triangulação de metodologias de pesquisa para investigar produtos jornalísticos. Como pensar uma sequência para um projeto de análise de produto mediático.

Objetivos
Analisar conceitos-chave para pensar o fazer-jornalístico e seus diversos produtos em situação de nova ecologia midiática;
Analisar o gesto da interpretação;
Sensibilizar os estudantes para as possibilidades metodológicas com especificidades de cada produto em seu contexto histórico e social.

Avaliação

Artigo acadêmico.
Dinâmica
Aulas expositivas
Análise de produtos jornalísticos

Referências:

 

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GUERRA, J. L. O percurso interpretativo da notícia. Verdade e relevância como parâmetros de qualidade jornalística. São Cristóvão: editora UFS, 2008.
HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo. Trad. Márcia de Sá Cavalcanti, Petrópolis:Vozes, 1998.
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SCHUDSON, Michael. As notícias como um género difuso: a transformação do jornalismo na contemporaneidade. Comunicação & Cultura, n.º 12, 2011, pp. 139-150. Disponível em: http://comunicacaoecultura.com.pt/wp-content/uploads/08.-Michael-Schudson.pdf
SCHUDSON, Michael. The objectivity norm in American Journalism. In: Journalism, Vol. 2(2), junhde 2016, p. 149–170.
SEIXAS, Lia. Redefinindo os gêneros jornalísticos. Proposta de novos critérios de classificação. Portugal: LabCom Books, 2009. (Cap.1). Disponível em: http://www.labcom-ifp.ubi.pt/ficheiros/20110818-seixas_classificacao_2009.pdf (De 95 a 176)
STEARNS, J. Acts of Journalism: Defining Press Freedom in the Digital Age. New York: Free Press, 2013.

 

OFERTA DE DISCIPLINAS SEMESTRE LETIVO SUPLEMENTAR COM536 – CONTEMPORANEIDADE, COMUNICAÇÃO E CULTURA DISCIPLINA OBRIGATÓRIA DOCENTES: SAMUEL BARROS / WILSON GOMES CARGA HORÁRIA: 68h HORÁRIO OFICIAL: QUARTA-FEIRA, das 13h55 às 17h35 COMA70 – TEMAS ESPECIAIS EM METODOLOGIAS DE ANÁLISE DE PRODUTOS DA LINGUAGEM E CULTURA MEDIÁTICA DISCIPLINA OPTATIVA DOCENTES: GIOVANDRO FERREIRA / IVANISE HILBIG DE ANDRADE CARGA HORÁRIA: 34h HORÁRIO OFICIAL: QUINTA-FEIRA, das 13h55 às 15h45 COM A71 – TEMAS ESPECIAIS EM METODOLOGIAS DA ANÁLISE DA RECEPÇÃO TEMA: PRODUÇÕES SOCIO-CULTURAIS, IMAGEM E SUBJETIVIDADE DISCIPLINA OPTATIVA DOCENTE: REGINA ANDRADE CARGA HORÁRIA: 34h HORÁRIO OFICIAL: SEGUNDA FEIRA, das 13h55 às 15h45 POSCOM000000004 – TEMAS EM CULTURA DIGITAL: ESTUDOS DE PLATAFORMA, CAPITALISMO DE DADOS E PERFORMATIVIDADE ALGORÍTMICA DISCIPLINA OPTATIVA DOCENTE: ELIAS BITENCOURT – CARGA HORÁRIA: 34h HORÁRIO OFICIAL: TERÇA-FEIRA, 14h50 às 16h40 POSCOM000000005 – TÓPICOS EM COMUNICAÇÃO E FEMINISMO DISCIPLINA OPTATIVA DOCENTE: GRACIELA NATANSOHN CARGA-HORÁRIA: 34h HORÁRIO OFICIAL: QUINTA-FEIRA, das 14h50 às 16h40 COM791 – TIROCÍNIO DOCENTE ORIENTADO Atividade COM790 – PESQUISA ORIENTADA Atividade

 

 

 

 

 

 

 

 

 

COM536- CONTEMPORANEIDADE, COMUNICAÇÃO E CULTURA

Obrigatória – Mestrado e Doutorado (EXCLUSIVA PARA DISCENTES REGULARES DO PÓSCOM)

Carga Horária: 68h – 4 Créditos

Docente: Profs. Wilson Gomes e Samuel Barros

Dia: Quarta-Feira

Horário: Das 15h às 19h

COM546 – SEMINÁRIO AVANÇADO

Obrigatória – Doutorado (EXCLUSIVA PARA DISCENTES REGULARES DO PÓSCOM)

Carga Horária: 68h – 4 Créditos

Docente: Prof. André Lemos

Dia: Terça-feira

Horário: Das 14h às 18h

POSCOM000000006 – TÓPICOS EM COMUNICAÇÃO E FEMINISMO II

Carga Horária: 34h – 2 Créditos

Docente: Profª. Graciela Natansohn

Dia: Quinta-feira

Horário: Das 15h às 17h

EMENTA:

Feminismos decoloniais, epistemologia, ciência e tecnologia digital. Ativismo feminista digital: ciberfeminismos e transhacktivismos negros, lésbicos, afro-latinos. Princípios feministas para internet. Brechas digitais de gênero. Colonialidade digital. Violências digitais de gênero.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS OBRIGATÓRIAS

ARAUJO, Daniela. Feminismo e cultura hacker : intersecções entre política, gênero e tecnologia. Tese (doutorado) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Geociências, Campinas, SP, 2018. Disponível em:

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ASSOCIATION FOR PROGRESSIVE COMMUNICATIONS (APC) Feminist Principles of Internet. Disponível https://www.genderit.org/es/feminist-talk/principios-

feministas-para-internet-segunda-versi%C3%B3n

BARROS, Thiane Neves. Estamos em marcha! Escrevivendo, agindo e quebrando códigos. In SILVA, Tarcizio (org.). Comunidades, algoritmos e ativismos digitais. Olhares afrodiaspóricos. SP: LiteraRua, 2020, p.184-199. Disponível em

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BENJAMIN, Ruha. Retomando nosso fôlego: estudos de ciência e tecnologia, teoria racial crítica e a imaginação carcerária. SILVA, Tarcizio (org.). Comunidades, algoritmos e ativismos digitais. Olhares afrodiaspóricos. SP: LiteraRua, 2020.

Disponível em https://drive.google.com/file/d/15xdhdtFYt_tK_lQfjE0_TGpG5y1LpCsL/view

CARRERA, Fernanda. Racismo e sexismo em bancos de imagens digitais: análise de resultados de busca e atribuição de relevância na dimensão financeira/profissional. In SILVA, Tarcizio da (org.). Comunidades, algoritmos e ativismos digitais. Olhares afrodiaspóricos. SP: LiteraRua, 2020, p. 139-155. Disponível em https://drive.google.com/file/d/15xdhdtFYt_tK_lQfjE0_TGpG5y1LpCsL/view e no nosso drive.

FERREIRA, Sérgio R. DA S. Transmasculinidades e a formação de rede como cogestão dos dados online: conversas compartilhadas sobre gênero e subjetividade no Facebook. Anais XV Enecult. Anais… Salvador: XV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura – Enecult, 2019. Disponível em: &lt;http://www.enecult.ufba.br/modulos/submissao/Upload-484/112359.pdf&gt;

GOLDSMAN, Florencia. #LIBERTADPARABELEN: Twitter y el debate sobre aborto en la Argentina. PósCom/UFBA, Salvador, 2018. Cap.3. “Tecnopolítica: sobrepasar las definiciones sobre ciberactivismos”, p. 69-102. Disponível em https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/25970

MAFFIA, Diana. Contrato moral, género y ciencia. Disponível em https://www.oei.es/historico/congresoctg/memoria/mesas.php

NATANSOHN, Graciela, GOLDSMAN, Florencia. Violencia de género expandida, vigilancia y privacidad en red. Revista Fronteiras. S. Leopoldo: Unisinos, V.20, n. 3, 2018. Disponível em

http://revistas.unisinos.br/index.php/fronteiras/article/view/fem.2018.203.10

NATANSOHN, Graciela. REIS, Josemira. Digitalizando o cuidado: mulheres e novas codificações para a ética hacker. Cad. Pagu (no prelo).

NOBLE, Safiya Umoja. Algorithms of opression. How search engines reinforce racism. NY: NY University Press, 2018. Cap. 2. no drive.

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http://hdl.handle.net/11449/154656

PEÑA, Paz, VARÓN, Joana. Decolonising AI: A transfeminist approach to data and social justice. Global Information Society Watch 2019. Artificial intelligence: Human rights, social justice and development. Disponível em

https://www.apc.org/en/pubs/global-information-society-watch-2019-artificial-

intelligence-human-rights-social-justice-and PEÑA, Paz, VARÓN, Joana. Feminist approach to consent in digital technologies. Coding Right. 2019. Disponível em https://codingrights.org/docs/ConsentToOurDataBodies.pdf

PRADO, Débora. Infraestruturas feministas e atuação política de mulheres em redes autônomas e comunitárias: criar novos possíveis diante da concentração de poder na internet. Dissertação de mestrado. Campinas: Unicamp, 2019. Cap. 3, p.56-75. Disponível em http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/335699

RICAURTE, Paola. Data Epistemologies, Coloniality of Power, and Resistance. Television &amp; New Media, 1-16, 2019. Disponível no drive.

SILVA, Nara Lopes Pereira da. Virtualidade, violência online e corpo: uma compreensão fenomenológica. Internet &amp; Sociedade. n.1.vol.1, 2018, p. 311-330.

Disponível em https://revista.internetlab.org.br/wp-content/uploads/2020/02/numero1_volume1_fev2020.pdf

SOUZA, Sabrina F. Rede de Mulheres Negras e Rede de Ciberativistas Negras -

Pará – Construção identitárias negra amazônidas coletiva e contra narrativas insurgentes.

In: Anais do VI Simpósio LAVITS, Salvador, 2019. Disponível em

http://lavits.org/wp-content/uploads/2019/12/FigueiredoSouza-2019-LAVITSS.pdf

TOUPIN, Sophie. Feminist hackerspaces: The Synthesis of Feminist and hacker

Cultures. Journal of Peer Production, v.5, 2014. Disponível em:

&lt;http://peerproduction.net/editsuite/issues/issue-5-shared-machine-shops/peer-

reviewed-articles/feminist-hackerspaces-the-synthesis-of-feminist-and-hacker-

cultures/?format=pdf&amp;pdf=2917

VALENTE, Mariana. NERIS, Natalia. Elas vão feminizar a internet? O papel e o impacto do ativismo online para os feminismos no Brasil. Sur – Revista Internacional de Direitos Humanos. Dossier Su/r sobre Internet e Democracia. Disponível em

https://sur.conectas.org/wp-content/uploads/2018/07/sur-27-portugues-mariana-valente-

natalia-neris.pdf

ZILLER, Joana et alii. Lesbianidades em rede: visibilidades e invisibilidades no YouTube. In BRUNO, Fernanda,, NATANSOHN, Graciela, PARRA, Henrique, BARRETO, Paola, FIRMINO, Rodrigo. Anais do VI Simpósio Internacional LAVITS: “Assimetrias e (In)Visibilidades: Vigilância, Gênero e Raça”. Disponível em

http://lavits.org/wp-content/uploads/2019/12/Ziller_et_all-LAVITISS-2019.pdf

COMA76 – COMUNICAÇÃO E POLÍTICA

TEMA: Fake News e Redes Sociais

Carga Horária: 68h – 4 Créditos

Docente: Prof. João Guilherme Bastos (PósDoc – INCT)

Dia: Segunda-feira

Horário: Das 15h às 17h

Metodologia de ensino:

As aulas planejadas serão divididas em 11 aulas expositivas, 2 encontros de discussão geral (um de introdução e outro de encerramento), dois dias de apresentação de projetos de artigo e um dia de avaliação. Serão centradas em textos definidos previamente e experiências atuando no auxílio à tomada de decisão política na área de redes sociais, fake news e campanhas de desinformação, com amplo espaço para discussão e debate.

Procedimentos de avaliação

A avaliação da aprendizagem pode ser dividida em duas etapas: apresentação de projeto de artigo final com base na disciplina e apresentação de artigo final após seu desenvolvimento. A nota avaliará o artigo final, levando em consideração o percurso feito desde o seu projeto inicial.

Descrição da aula A relevância crescente das redes sociais online para a comunicação política, tanto na comunicação institucional quanto informal, intensifica estratégias baseadas na segmentação

de perfis que serve de base para o funcionamento dessas plataformas e aplicativos.

Embora as ciências sociais tenham contribuído significativamente para elaboração de conceitos como redes policêntricas e testes como seis graus de separação (utilizados no desenvolvimento de algoritmos e modelos de redes), boa parte do potencial da análise de redes ainda é pouco explorado, particularmente em suas relações com o combate a campanhas envolvendo fake news e campanhas de desinformação (dois fenômenos distintos). Para avançar nesse sentido, o curso é composto por aulas que exploram as relações entre informações falsas virais, redes sociais online e análise de redes – seja na pandemia ou em contextos eleitorais – diferenciando as dinâmicas de redes como

WhatsApp, YouTube, Instagram e Twitter. As aulas têm como base tanto textos de referência quanto experiências no auxílio ao combate a esse tipo de fenômeno em situações práticas. Mais do que explicar ou aprofundar os pontos trazidos em cada texto, o objetivo é que cada aluno chegue ao final do curso com capacidade de (i) aplicar os conceitos a suas próprias pesquisas e à análise de casos reais de campanhas de fake news e desinformação em redes sociais online, (ii) compreender como essas discussões interferem nas pesquisas da área, mesmo que não diretamente relacionadas ao tema das campanhas baseadas em informações falsas e (iii) uma compreensão ampla sobre

dinâmica de redes sociais online e suas relações com dinâmicas políticas contemporâneas.

Conteúdo:

22/02/21 Apresentação da disciplina e mapeamento dos pontos de diálogo com projetos

de pesquisa dos alunos matriculados.

01/03/21 Introdução ao tema das “fake news”, campanhas de desinformação e redes sociais online, explorando temas basilares, da segmentação à dinâmica multiplataforma.

08/03/21 Aula centrada em conceitos precedentes dos estudos de comunicação política, úteis à compreensão de fake news e campanhas de desinformação, como atalhos de informação, racionalidade de baixa informação e segmentação voluntária.

15/03/21 Aula focada no papel dos métodos de análise de redes para o mapeamento e combate a campanhas baseadas em informações falsas virais. Apresentação de pontos chave dos paradigmas de pesquisa de redes complexas e caos para pesquisa em ciências sociais.

22/03/21 Aula focada na viralização de informações falsas no WhatsApp, abordando sua dinâmica e distorções recorrentes nas pesquisas sobre aplicativos de envios de mensagens criptografadas.

29/03/21 Aula focada no YouTube e nas ecologias de informações falsas que marcam a plataforma, dos grupos da extrema direita ao negacionismo durante a pandemia no Brasil.

05/04/21 Aula focada no Instagram e em abordagens possíveis para identificação de nichos de informações falsas em plataformas centradas em imagens.

12/04/21 Aula focada no Twitter e ações coordenadas utilizando bots, milícias digitais e perfis verificados.

19/04/21 Primeira rodada de apresentação de projetos de artigos para avaliação final.

26/04/21 Segunda rodada de projetos de artigos para avaliação final.

03/05/21 Aula apontando iniciativas legais e regulatórias de combate às campanhas de informação falsa em redes sociais online, com foco nas limitações identificadas com auxílio dos estudos de comunicação política.

10/05/21 Aula sobre fake news e campanhas eleitorais, com foco no caso brasileiro.

17/05/21 Aula sobre ataques às instituições democráticas e ao chamado sistema de peritos através de ações coordenadas em redes sociais online.

24/05/21 Aula sobre alternativas possíveis no combate às campanhas baseadas em informações falsas e possibilidades de inovações por parte dos atores que se beneficiam dessas campanhas.

31/05/21 Avaliação 2 – discussão para finalização dos artigos finais da disciplina.

07/06/21 Aula de encerramento da disciplina.

Avaliação (descrição, e datas)

19 e 26 de abril – A primeira avaliação consiste em apresentações de oral de projetos, em dupla, visando a produção de artigos finais com base no conteúdo do curso com o qual os discentes tiveram contato até o dia 12 de abril.

31 de maio – A segunda avaliação consiste na entrega de um artigo final, seguindo as direções indicadas e discutidas na avaliação anterior. O dia 31 de maio será dedicado a discussões e possíveis dúvidas relacionadas a finalização dos artigos.

COMA72 – ASPECTOS DO JORNALISMO DIGITAL

Carga Horária: 68h – 4 Créditos

Docente: Profª. Lia Seixas

Dia: Quinta-feira

Horário: Das 14h às 18h

EMENTA: Os valores jornalísticos em tempos de mudanças e crises. O essencial do jornalismo em qualquer mídia, aplicativo ou plataforma. Comparação de diferents produtos para analisar: finalidades, funções, propriedades, valores jornalísticos e valores notícia. O que fica e o que muda no jornalismo atual? Quais as caraterísticas fundamentais da fazer-saber sobre a realidade atual? Faremos perguntas como: qual a diferença entre o jornalismo da tv aberta e o jornalismo no Instagram? A disciplina receberá convidados especialistas como: Roseli Figaro (mercado de trabalho e valores), Márcia Benetti (com foco em credibilidade e objetividade), Rafael Paes (doutorado em obejtividade), Gisele Reginato (doutorado em finalidades de jornalismo), Marcos Paulo (cognição e valor notícia), Leonel Aguiar (valor noticia e algoritmo). Os encontros terão difetentes formatos, desde palestra e debate a entrevistas e diálogo.

REFERÊNCIAS

Anderson, C. W. Journalism as procedure, journalism as values. Journalism, v. 20, n. 1, p. 8–12, 19 jan. 2019.

Dahlgren, Peter. (2006) The Internet, public spheres and political communication: dispersion and deliberation. In: Political Communication. American Political Science Association y International Communication Association. Ano 22, nº 2, Londres: Routledge,.

Deuze, Mark; Witschge, Tamara. (2016) O que o jornalismo está se tornando. Dossiê práticas jornalísticas. Parágrafo. Jul/dez. V. 4.Nº2. Deuze, M. (2005) What is journalism? Professional identity and ideology of journalists reconsidered. Journalism, v. 6, n. 4, p. 442–464.

Franciscato, C. E. (2003) A atualidade do Jornalismo: bases para sua delimitação teórica. [s.l.] Universidade Federal da Bahia, agosto.

Galtung & Ruge, M. H. A estrutura do noticiário estrangeiro. A apresentação da crise do Congo, Cuba e Chipre em quatro jornais estrangeiros. In: TRAQUINA, Nelson (Org.). Jornalismo: questões, teorias e “Estórias”.Lisboa: Veja, 1999.

Groth, Otto. O poder cultural desconhecido. Fundamentos das Ciências dos Jornais. Trad. Liriam Sponholz. Petrópolis: Vozes, 2011.

Guerra, Josenildo. O percurso interpretativo na produção da notícia: verdade e relevância como parâmetros de qualidade jornalística. São Cristóvão: Editora UFS, 2008.

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Harcup; O’Neill. (2001) What Is News? Galtung and Ruge revisited. Journalism Studies, v.2, n.2, dezembro, p.261-280. Harcup; O’Neill. (1996) What Is News? Galtung and Ruge revisited (again). Journalism Studies, março, 2016.

Harcup; O’Neill. (2016) What Is News? Galtung and Ruge revisited. Journalism Studies, v.2, n.2, dezembro, p.261-280, 2001. HARCUP; O’NEILL. What Is News? Galtung and Ruge revisited (again). Journalism Studies, março.

Kovach, B.; Rosenstiel, T. (2014) The elements of journalism: What newspeople should know and the public should expect. [s.l.] Three Rivers Press (CA). McQuail, D. (2013) Journalism and society. [s.l.] Sage. LAGE, Nilson. (1993) A estrutura da notícia. São Paulo: Ática.

MacQuail, D. (2013) Journalism and society, Sage.

Marques, Estela. Noticiabilidade: a relação entre os valores-notícia e os valores humanos da psicologia. Trabalho de Conclusão de Curso. Salvador: UFBA, ISSN nº 2447-4266 Vol. 4, n. 4, Jul-Set. 2018 DOI: https://doi.org/10.20873/uft.2447-4266.2018v4n4p334Revista Observatório, Palmas, v. 4, n. 4, p. 334-366, jul-set. 2018Curso de Comunicação com Habilitação em Jornalismo, 2016. Disponível em: http://www.facom.ufba.br/portal/wp-content/uploads/2016/06/VERS%C3%83O-FINAL-TCC-ESTELA-MARQUES.pdf. Acesso em: 07.09.2017.

Schudson, M. (2001) The objectivity norm in American journalism*. Journalism: Theory, Practice & Criticism, v. 2, n. 2, p. 149–170, 29 agosto. Schudson, M. (2010) Descobrindo a notícia: uma história social dos jornais nos Estados Unidos. Petrópolis: Vozes, p. 143–226.

Traquina, Nelson. Teorias do jornalismo: a tribo jornalística / uma comunidade Interpretativa internacional. Vol II, Florianópolis: Insular, 2005.

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Wolf, Mauro. Teorias da Comunicação. Lisboa: Editorial Presença, 2001. Seixas, L. (2018) Valores notícia: uma proposta de análise. Revista Observatório, v. 4, n. 4, p. 334-366, 29 jun. 2018. https://doi.org/10.20873/uft.2447-4266.2018v4n4p334

POSCOM000000007 - SONORIDADES CONTEMPORÂNEAS DO AUDIOVISUAL: TEORIAS, MÉTODOS E PRÁTICAS

Carga Horária: 34h – 2 Créditos

Docente: Prof. Guilherme Maia

Dia: Segunda-feira

Horário: Das 19h às 21h

Horário (encontros síncronos): Segundas-feiras, das 19:00 às 21:00.

OBS. A parte síncrona do curso será ministrada nos meses de abril e maio.

EMENTA:

O giro sonoro no campo dos estudos sobre o som no cinema. Perspectivas teórico-metodológicas contemporâneas. Contrato audiovisual, valor acrescentado, síncrese, efeitos empáticos e anempáticos. Consonâncias e dissonâncias audiovisuais. Som, espaço e tempo. Epistemologias da voz, da música, dos ruídos e dos silêncios. Naturalismo, realismo e hiper-realismo sonoro. Tradições, rupturas, experimentações. Som, narrativa e dramaturgia. Estilo, autoria e tendências contemporâneas. Tecnologias, novos fluxos e som imersivo. Produção, circulação e consumo. Dinâmicas cognitivas, sensoriais e afetivas. O exercício da escuta analítica.

Estrutura do curso:

O curso está estruturado em um ciclo de 10 palestras de uma hora, transmitidas ao vivo ou pré-gravadas, seguidas de uma hora de debate. As palestras serão ministradas por pesquisadoras e pesquisadores do Laboratório de Pesquisa em Imagem e Som (LAPIS), grupo de pesquisa do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco. As 14 hs restantes serão cumpridas com atividades síncronas optativas, assíncronas obrigatórias e atendimento para discussão sobre os artigos que serão produzidos pela turma como trabalho final.

Bibliografia Geral:

ALTMAN, R. (Org.). Sound theory, sound practice. New York: Routledge, 1992.

ALVIM, L. Contraponto audiovisual? De Eisenstein a Chion. Revista FAMECOS, v.24, n.2, 2017.

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CARREIRO, R.; OPOLSKI, D.; BELTRÃO F. B. Estilo e som no audiovisual. São Paulo: Socine, 2019

CARREIRO, Rodrigo; GODOY, João; OPOLSKY, Débora. O som do filme: uma introdução. 1. ed. Curitiba (PR): Editora da UFPR/Editora da UFPE, 2018. v. 1. 224p .

CARVALHO, Marcia. A canção no cinema brasileiro. 1. ed. São Paulo: Alameda/FAPESP, 2015.

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COSTA, Fernando Morais da. O som no cinema brasileiro. Rio de Janeiro: 7Letras, 2008.

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PIEDRAS, P. e DUFAYS, S. Conozco la canción: melodias populares en los cines posclásicos de América Latina y Europa. Buenos Aires: Libraria, 2018.

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SCHAFER, Murray. A afinação do mundo. São Paulo. UNESP, 2001.

SCHAFER, Murray. O ouvido pensante. São Paulo: UNESP, 1997.

SMITH, J. The sounds of commerce: marketing popular film music. New York: Columbia University Press, 1998.

STILWELL, R. J. Music in films: A critical review of literature, 1980-1996. The Journal of Film Music, v.1, n.1, p.19-61, 2002

WEIS, Elisabeth; BELTON, John (Orgs.). Film Sound: Theory and Practice. New York: Columbia University, 1985.

WOJCIK, P. R. E KNIGHT, A. Soundtrack available: essays on film and popular music. Durham and London: Duke University Press, 2001.

COMA69 – TEMAS EM PRÁTICAS DA ANÁLISE DE PRODUTOS E LINGUAGENS DA CULTURA MEDIÁTICA

Carga Horária: 68h – 4 Créditos

Docentes: Profª. Itania Gomes e Prof. Thiago Emanoel Ferreira

Dia: Quinta-feira

Horário: Das 14h às 18h

EMENTA:

Discussão de abordagens teóricas, metdológicas e político-analíticas contemporâneas dos estudos culturais. Estudo de formas culturais (processos e/ou produtos audiovisuais, sonoros e/ou imagéticos) com ênfase em seus processos de formação, transições e/ou transformações. Desenvolvimento de instrumental para a análise de processos históricos e de transformações na comunicação. Desenvolvimento e aprofundamento de apropriações dos estudos culturais para a análise da comunicação. Os núcleos conceituais de cultura, contexto, conjuntura, articulação e contextualização radical; estrutura de sentimento, afeto, corpos, identidades, subjetividades e território; entorno tecnocomunicativo, fluxo, tecnicidades e sensibilidades; historicidades, temporalidades e figuras de historicidade serão abordados a partir das investigações realizadas no Centro de Pesquisa em Estudos Culturais e Transformações na Comunicação.

OBJETIVOS:

Objetivos gerais:

Oferecer elementos conceituais e metodológicos para a compreensão e abordagem de práticas, produtos e processos da comunicação e da cultura contemporâneas a partir dos estudos culturais.

Discutir bases teórico-políticas para a análise de fenômenos comunicacionais e a interpretação de suas transformações.

Objetivos específicos:

Habilitar alunas e alunos para análise de formas culturais comunicacionais com ênfase em seus processos de formação, transições e/ou transformações.

Promover articulações teórico-analíticas das abordagens oferecidas na disciplina com os problemas de pesquisa das e dos estudantes.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

Dimensão conceitual:

Comunicação e estudos culturais;

Comunicação, estudos culturais e historicidades;

Cultura, contexto, conjuntura, articulação e contextualização radical;

Estrutura de sentimento, afeto, corpos, identidades, subjetividades e território;

Entorno tecnocomunicativo, fluxo, tecnicidades e sensibilidades;

Historicidades, temporalidades e figuras de historicidade Dimensão procedimental:

Análise cultural da comunicação: dimensões e especificidades

Dimensão atitudinal: Educar para outros mundos possíveis.

METODOLOGIA DE ENSINO-APRENDIZAGEM

As aulas serão constituídas por discussão da bibliografia e análise de formas culturais (processos e/ou produtos audiovisuais, sonoros e/ou imagéticos), orientadas pelos professores e por pesquisadores e pesquisadoras do TRACC; além de seminários de apresentação de trabalhos dos e das estudantes.

A abordagem metodológica se realizará em atividades síncronas e assíncronas. As atividades síncronas serão realizadas em dias e horários programados com interações ao vivo entre docentes e discentes. Essas aulas irão priorizar a abordagem da “aula invertida”;, com fóruns de debate, seminários, orientações. As atividades assíncronas ocuparão 50% da CH e deverão incluir: estudo dirigido, leituras de referências bibliográficas, apreciação e análise de formas culturais comunicacionais previamente indicadas.

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

A avaliação da disciplina será constituída por um artigo final que apresente um exercício de análise

de processos e/ou produtos audiovisuais, sonoros e/ou imagéticos articulado às questões conceituais e metodológicas problematizadas no curso. O trabalho deverá ser entregue em data a ser combinada

com os professores. Os artigos deverão conter até 40 mil caracteres, incluindo notas e referências

bibliográficas. Os trabalhos deverão ser entregues em cópia eletrônica, acompanhados de cópia ou

link para os materiais analisados, quando for o caso. Valor: 10 pontos.

BIBLIOGRAFIA

ARAÚJO, Valéria Maria Sampaio Vilas Bôas. Contar não é o mesmo que viver: jornalismo e subjetividade na atuação do repórter personagem na televisão brasileira contemporânea. Tese (Doutorado em Comunicação e Cultura Contemporâneas) – Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2018.

CRUZ, Caio Amaral da. &quot;Sou bicha do amor”: articulações entre pop, performance e paródias em torno de Lady Gaga. Dissertação. – Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2020.

FARIAS, Daniel Oliveira de. Engajamentos afetivos na música em salvador: territorialidades que articulam gêneros musicais e identidades. Dissertação. – Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2021.

FERREIRA, Thiago. Transformações de políticas e afetos no Brasil: contextualizando radicalmente o acontecimento Junho de 2013 em fluxos audiovisuais. Tese (Doutorado em Comunicação e Cultura Contemporâneas) – Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2019.

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GOMES, Itania Maria Mota; VILAS BÔAS, Valéria. “Ai, que infortúnio!” Disputas de gênero em um produto da indústria pop. In: SÁ , Simone Pereira de; CARREIRO, Rodrigo; FERRARAZ, Rogério. Cultura Pop. Salvador/Brasília: Edufba/Compós, 2015, pg. 109-129.

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YU, Wendi. É TUDO NOSSO: Um relato trans a partir de relatos de pessoas trans no YouTube, Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2017 (Monografia de Conclusão de Curso).