Oferta de disciplinas – 2013.2

SEMESTRE 2013.2 PÓSCOM – Oferta de Disciplinas 

 

 

COM546 – SEMINÁRIO AVANÇADO (DISCIPLINA OBRIGATÓRIA DO DOUTORADO)
QUARTAS-FEIRAS – 14h às 18h
PROFª. MARIA CARMEM JACOB DE SOUZA

COMA63 – TEORIAS E METODOLOGIAS DE ANÁLISE DA RECEPÇÃO
TERÇAS-FEIRAS – 14h às 18h
PROF. MAHOMED BAMBA

COMA65 – PRÁTICAS DE ANÁLISE DE PRODUTOS E LINGUAGENS DA CULTURA MEDIÁTICA
QUINTAS-FEIRAS – 14h às 18h
PROFª. LIA DA FONSECA SEIXAS

COMA74 – TEMAS EM CIBERESPAÇO, COMUNICAÇÃO E CULTURA
TERÇAS-FEIRAS – 14h às 18h
PROFª. LEONOR GRACIELA NATANSOHN / MALU FONTES

COMA77 – OPINIÃO PÚBLICA E POLÍTICA
SEXTAS-FEIRAS – 09h às 13h
PROF. WILSON GOMES

COM790 – PESQUISA ORIENTADA

COM791 – TIROCÍNIO DOCENTE ORIENTADO

 

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

COMA63 – TEORIAS E METODOLOGIAS DE ANÁLISE DA RECEPÇÃO
TERÇAS-FEIRAS – 14h às 18h
PROF. MAHOMED BAMBA

Ementa:
Mapear o campo dos estudos da recepção cinematográfica e audiovisual; discutir as conseqüências da ruptura epistemológica provocada pela “descoberta”, “construção” e reconsideração das figuras do espectador nas teorias do cinema. Revisar, de um lado, as formalizações dos modos de leitura fílmica e das instâncias espectatoriais na narratologia, nas teorias da enunciação, na semiopragmática e nas abordagens neo-formalistas e cognitivistas. Por outro, examinar e avaliar criticamente os aportes dos estudos culturais, dos gender studies e de algumas correntes das teorias feministas na elaboração de modelos de estudo da espectatorialidade e de análise fílmica textualista e contextualista. Será dada ênfase nos paradigmas textualistas e pragmáticos da espectatorialidade.

Conteúdo Programático:
1 Pressupostos teóricos e epistemológicos: Noções introdutórias sobre os Estudos de Recepção. A dimensão histórica da Estética da Recepção de H. Robert Jauss e W. Iser.
2 Modelos de estudos das instâncias espectatorais no filme (entre perspectivas textualista/imanentista e pragmática): redefinições da espectatorialidade com base em dados textuais; figuras e papéis do espectador actante; como cada filme “olha” para seu espectador e lhe reserva um lugar (modos de interpelação fílmica); a participação espectatorial como complemento do jogo narrativo e do projeto enunciativo do filme: do público ao espectador; o sujeito-espectador: um construto teórico; o espectador e o autor como estratégias textuais; as figuras fantasmáticas do espectador em algumas correntes das teorias do cinema em geral, na narratologia cinematográfica e nas teorias da enunciação fílmica (“impessoal” e “dêitica”) em particular.
As primeiras viradas pós-estruturalistas nos estudos da recepção fílmica: os paradigmas das poéticas e retóricas do filme. Perspectiva cognitivista e neo-formalista. Modelos de análise da participação e do investimento cognitivo do espectador nos “filmes de gênero” e “gêneros de filmes”; O corpo, percepção e memória do espectador. . Da semiolinguística do cinema a uma semiopragmática da leitura fílmica.
3 Os paradigmas contextualistas: da reconsideração do paradigma da análise textual de inspiração estruturalista, a recepção cinematográfica como prática de leitura/interpretação entre um sujeito empírico num contexto; o peso das determinações sócio-culturais e históricas na interações entre o filme e seu espectador. A virada pós-estruturalista dos estudos culturais, dos gender studies e de algumas correntes das teorias feministas na elaboração de modelos de estudo da espectatorialidade e de análise fílmica textualista e contextualista. Para um estudo dos discursos da recepção. Recepção e performance.

Metodologia:
Aula expositiva, seminários orientados individuais e em grupo. Análise de filmes, produtos audiovisuais e críticas.

Avaliações:
Participação – frequência e participação (10%), seminários orientados (20%) e trabalhos escritos (70%).

Bibliografia
ANCEL, Pascale & PESSIN, Alain. Les non-publics : les arts en réceptions. Paris: Ed. L´Harmattan, 2004.
BAECQUE, Antoine de. Cinefilia: invenção de um olhar, história de uma cultura 1944-1968. São Paulo: Cosacnaify, 2011.
BAECQUE, Antoine de. La cinéphilie: invention d´un regard, histoire d´une culture, 1944-1968. Paris : Fayard, 2003
BETTETINI, Gianfranco. La conversación audiovisual : problemas da enunciação fílmica y televisiva. Madrid : Catedra. 1996
BAUDRY, Jean-Louis. Le dispositif. In: Communications, 23, 1975. pp. 56-72.
………………………………”Cinema:efeitos ideológicos produzidos pelo aparelho de base” in Ismael Xavier (org.), A experiência do cinema, Rio de Janeiro: Graal, 1983, p. 383-399
BORDWELL, David. Making meaning: inference and rhetoric in the interpretation of cinema. USA : Harvard University Press, 1991.
BRANIGAN, Edward. Narrative comprehension and film. Londres & NY: Routledgw, 1992
BROWNE, NICK. “O espectador-no-texto: a retórica de No tempo das diligências”. Ramos, Fernão (org.): Teoria Contemporânea do cinema: pós-estruturalismo e filosofia analítica. SP: SENAC, 2005
CARROLL, Noel. “Ficção, não-ficção e o cinema da asserção pressuposta: uma análise conceitual”. Ramos, Fernão (org.): Teoria Contemporânea do cinema: pós-estruturalismo e filosofia analítica. SP: SENAC, 2005
CASETTI, Francesco. El filme y su espectador. Madrid : Ediciones Cátedra, 1989.
CASETTI, Francesco. Teorias del cine. Madrid : Ediciones Cátedra, 1994.
CASETTI, Francesco e Di CHIO, Federico. Analisi della televisione. Milano: Bompiani,1998.
ECO, Umberto. Os limites da interpretação. Lisboa: Difel, 2004.
………………….. Obra aberta. SP: Ed. Perspectiva, 2008
ESQUENAZI. Jean-Pierre. O sentido do público. In: ABRANTES, José Carlos (coord.). A construção do olhar. Lisboa: Livros Horizonte, 2005, p. 97-111.
FIGUEIROA, Alexandre. Cinema Novo: a onda do jovem cinema e sua recepção na França. Campinas: Papirus, 2004.
GOMES, Wilson. A Poética do Cinema e a questão do método em análise fílmica.
Retirado do site: http://www.bahiamultimidia/cinema/artigo.asp
GOMES, W. S. Princípios de poética (com ênfase na poética do cinema). In: PEREIRA, M.; GOMES, R.; FIGUEIREDO, V.. (Org.). Comunicação, representação e práticas sociais. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora PUC, 2004.
GOMES, Regina. O cinema brasileiro em Portugal: contexto e análise acerca da crítica de filmes brasileiros publicada na imprensa lisboeta (1960-1999). Tese de doutorado, Universidade Nova de Lisboa, 2006.
HANSEN, Miriam. Babel & Babylon: Spectatorship in American Silent Film. Cambridge (Massachusetts), London (England): Harvard University Press, 1991
ISER, Wolfgang. O ato da leitura. 2vol. São Paulo: Editora 34, 1996.
JACKS, Nilda; SOUZA, Maria Carmem Jacob de (org.). Mídia e recepção. Salvador: EDUFBA, 2006.
JACKS, Nilda et all (org.) Meios e audiências: a emergência dos estudos de recepção no Brasil. Porto Alegre: Sulina, 2008.
JAUSS, Hans Robert. A história da literatura como provocação à teoria literária. São Paulo : Ática, 1994.
JENKINS, H. Cultura da Convergência. 2ed. Chicago; São Paulo: Aleph, 2009.
JOLY, Martine. A imagem e a sua interpretação. Lisboa: Edições 70, 2003.
JOST, François. Le temps d´un regard : du spectateur aux images. Paris : ed. Méridiens Klincksieck. 1998.
JOST, François . « Les mondes de l´image : entre fiction et réalité”, in Revistas Fronteiras-Estudos midiáticos, Unisinos, vol. VI Nº2, julho/dezembro, 2004, p.7-24.
KING, Noel (1998) – Hermeneutics, reception aesthetics , and film interpretation. In HILL, John.; GIBSON, Pamela Church. (eds.) The Oxford guide to film studies. Oxford : Oxford University Press, 1998.
LIMA, Luiz Costa. A literatura e o leitor: Textos de Estética da Recepção. São Paulo: Paz e Terra, 2001.
MACHADO, Arlindo; VELEZ, Maria Lucía. Questões metodológicas relacionadas com a análise de televisão. In: Revista da COMPÓS, E- COMPÓS, abril de 2007, p. 1-15.
MAINGUENEAU, Dominique. O contexto da obra literária. São Paulo: ed. Martins Fonte, 2001.
MAYNE, Judith. Cinema and Spectatorship. London & New York: Routledge,1993.
METZ, Christian. L´énonciation impersonnelle ou le site du film. Paris : Méridiens Klincksieck, 1991.
METZ, Christian. « Le film de fiction et son spectateur ». In Communications, 23, 1975, pp.108-135
MULVEY, Laura. Cidadão Kane (citizen Kane). Rio de Janeiro: ed. Rocco, 1996.
………………………… “Prazer visual e cinema narrative”. in Ismael Xavier (org.), A experiência do cinema, Rio de Janeiro: Graal, 1983, p 437-453
ODIN, Roger. De la fiction. Bruxelles : De Boeck & Larcier, 2000.
ODIN, Roger.Cinéma et production de sens. Paris : ed. Armand colin, 1990.
…………………….. « A questão do público : uma abordagem semiopragmática ». Ramos, Fernão (org.): Teoria Contemporânea do cinema: pós-estruturalismo e filosofia analítica. SP: SENAC, 2005
PAREYSON, Luigi. Os Problemas da Estética. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
PERELMAN, Chaim. O império retórico: retórica e argumentação. Lisboa: Asa, 1993.
STAIGER, Janet. Interpreting films: studies in the historical reception. Princeton, New Jersey: Princeton University Press, 1992.
STAIGER, Janet. Perverse spectators: the practices of film reception. N.Y: New York University Press, 2000.
STAIGER, Janet. Media Reception Studies. N.Y: New York University Press, 2005.
SCHEFER, Jean Louis. L´homme ordinaire du cinéma. Paris : Cahiers du cinéma-Gallimard, 1997.
STAM, Robert. Introdução à teoria do cinema. Campinas, São Paulo: Papirus, 2003.

COMA74 – TEMAS EM CIBERESPAÇO, COMUNICAÇÃO E CULTURA
TERÇAS-FEIRAS – 14h às 18h
PROFªs. LEONOR GRACIELA NATANSOHN / MALU FONTES

Ementa geral:
Cultura digital, minorias, grupos vulneráveis e direitos humanos. Mídia e tecnologia da informação. Direito, justiça e redes sociais. Direitos humanos, feminismo e ativismo online.

Objetivo geral da disciplina:
O objetivo da disciplina é abordar, em dois módulos, questões relativas às minorias e grupos sociais não hegemônicos no que se refere às representações midiáticas, à circulação de sentidos, ao ativismo online. Pretende-se analisar como se dão às disputas e protagonismos destes grupos no ambiente sócio-tecnológico contemporâneo.

Módulo 1 – Prof. Dra. Graciela Natansohn
Ementa do Módulo 1:
Comunicação e feminismo. Mídia, tecnologias da informação e da comunicação (TIC). A cibercultura e o ciberfeminismo. Epistemologia feminista. Aproximação aos estudos sociais em ciência e tecnologia feminista.

Objetivo do módulo 1:
O objetivo do módulo 1 visa analisar as TIC’s e o ambiente virtual como locus de ação e reflexão do movimento feminista e das mulheres. Pretende-se compreender as desigualdades e contradições nas dinâmicas de acesso, uso, desenho e produção das TIC’s, do ponto de vista da teoria feminista.

Objetivos específicos do módulo 1:
• Abordar o panorama dos estudos sociais feministas da ciência e tecnologia, com ênfase nas tecnologias digitais contemporâneas, e suas implicações éticas, políticas e filosóficas;
• Analisar o lugar das mulheres na ciência; a ética feminista e a ética hacker; a epistemologia feminista, o sujeito do feminismo e o conhecimento situado; a crítica à objetividade do conhecimento e a “lente de gênero”.
• Analisar as brechas digitais de gênero em suas diferentes manifestações;
• Conhecer as formulações políticas das feministas sobre TIC a nível nacional e internacional, com perspectiva histórica.
Metodologia do módulo:
Leitura semanal orientada. Apresentação e análise de casos. Aulas expositivas e seminários de discussão de textos.

Avaliação do módulo:
Seminário: Apresentação e discussão de textos.
Opcional para este módulo (ou para o módulo 2): elaboração de artigo científico.

Bibliografia preliminar
Sobre Teoria Feminista
PISCITELLI, Adriana. Re-criando a (categoria) mulher? Disponível em http://www.pagu.unicamp.br/sites/www.pagu.unicamp.br/files/Adriana01.pdf
SCOTT, Jean. Gender: A Useful Category of Historical Analysis. The American Historical Review, Vol. 91, No. 5. (Dec., 1986), pp. 1053-1075. Disponível em http://www.jstor.org/discover/10.2307/1864376?uid=3737512&uid=2129&uid=2&uid=70&uid=4&sid=21102119614727
Sobre epistemologia feminista, tecnologia e feminismo
FOX KELLER, Evelyn. Reflexiones sobre género e ciencia. Valencia: Ed. Alfonso Magnanim-Institució Valenciana d´estudis i investigació, 1991.
SARDEMBERG, Cecília. Da Crítica Feminista à Ciência a uma Ciência Feminista? X Encontro da REDOR, Salvador, NEIM/UFBA, 2001. Disponível em https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/6875/1/Vers%C3%A3o%20FInal%20Da%20Cr%C3%ADtica%20Feminista.pdf
MAFFÍA, Diana. Epistemología feminista: la subversión semiótica de las mujeres en la ciencia. Em Revista Venezolana de Estudios da Mujer – Caracas, enero-junio, 2007- Vol. 12- N° 28. Disponível em http://www.scielo.org.ve/scielo.php?pid=S1316-37012007000100005&script=sci_arttext .
ALEMANY, C M. Tecnología y género: la reinterpretación de la tecnología desde la teoria feminista. In: BARRAL, M. J., MAGALLÓN, C., MIQUEO C., SÁNCHEZ M.D. (eds). Interacciones entre ciencia y género: discursos y prácticas científicas de mujeres. Barcelona: Editorial Icaria, 1999. p. 39-61.
HARAWAY, Donna. Um manifesto para os Cyborgs: ciência, tecnologia e feminismo socialista na década de 80.In: HOLLANDA, Heloisa B.(Org.) Tendências e Impasses. O feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro, Rocco, 1994
WACJMAN, Judy. Tecnologia de Produção. Fazendo um trabalho de gênero. Cadernos Pagu n. 10, Núcleo de Estudos de Gênero, Unicamp. Campinas.1998, pp.201-256. Disponível em http://www.pagu.unicamp.br/node/56
SILVA, Elizabeth Bertolaia. Des-construindo gênero em ciência e tecnologia. Cadernos Pagu n. 10, Núcleo de Estudos de Gênero, Unicamp. Campinas.1998, pp.7-20. Disponível em http://www.pagu.unicamp.br/node/56
Sobre políticas de TIC com olhar feminista
BANDEIRA, Olivia. Entrevista com Magaly Pazello. In: PEREIRA, S.; BIONDI, A. Caminhos para a universalização da Internet Banda Larga. Experiências internacionais e desafíos brasileiros.S.Paulo: Intervozes, 2012. p. 347-358. Disponível em http://www.caminhosdabandalarga.org.br/wp-content/uploads/2012/10/Caminhos-para-a-universaliza%C3%A7%C3%A3o-da-Internet-banda-larga.pdf
WAJCMAN, Judy. Feminist theories of technology. In: Cambridge Journal of Economics Advance Access, 2009. Disponível em http://wiki.medialab-prado.es/images/4/4b/Wajcman_Feminist_theories_of_technology.pdf
GURUMURTHY, Anita. Decir “no” a una sociedad de la información de segunda mano: la brecha digital, el género y el desarrollo. Em MARTINEZ BARRIENTOS, Félix. Know How y ciudadanía, nuevas tecnologías de la comunicación y la acción de las mujeres en el siglo XXI: México: Unifem, Universidad Autónoma de México, 2009, p. 125-143.
JENSEN, Heike. Reseña, crítica y recomendaciones en relación con la Cumbre Mundial sobre la Sociedad de la Información. Em MARTINEZ BARRIENTOS, Félix. Know How y ciudadanía, nuevas tecnologías de la comunicación y la acción de las mujeres en el siglo XXI: México: Unifem, Universidad Autónoma de México, 2009. p. 49- 61.
Sobre ciberfeminismo, mulheres e TIC
NATANSOHN, Graciela. Internet em código feminino. Teorias e práticas. Buenos Aires: La Crujía, 2013. Introdução.
WAJCMAN, Judy. El tecnofeminismo. Madrid: Cátedra, 2006.
BRAIDOTTI, Rosi. Un ciberfeminismo diferente. Disponível em http://www.mamametal.com/creatividadfeminista/articulos/ciber_braidotti.htm#par1
CASTAÑO, Cecilia. Género y TIC. Presencia, Posición y Políticas. Barcelona: UOC Ediciones, 2010.
DE MIGUEL, Ana, BOIX, Montserrat. Os gêneros da rede: os ciberfeminismos. In NATANSOHN, Graciela. Internet em código feminino. Teorias e práticas. Buenos Aires: La Crujía, 2013.
PLANT, Sadie. Zeros e Uns. As mulheres e as Novas Tecnologias. Lisboa: Bizancio, 2000.
SANZ GONZALEZ, Verônica. Las tecnologías de la Información desde el punto de vista de género. Posturas y propuestas desde el feminismo. Isegoría, nº 34 p.193-208, 2006. Disponível em http://isegoria.revistas.csic.es/index.php/isegoria/article/viewArticle/10
ZAFRA, Remédios. a room of one’s own. feminismo e internet en la esfera público-privada. In: X0y1. Ensayos sobre género y ciberespacio. Madrid: Briseño, 2010. Disponível em http://www.x0y1.net/ebook/ebook_X0y1_GC.pdf
Análise de casos
HACHÉ, Alex, CRUELLS, Eva, VERGÉS BOSCH, Nuria. Eu programo, tu programas, ela hackea: mulheres hackers e perspectivas tecnopolíticas. In NATANSOHN, Graciela. Internet em código feminino. Teorias e práticas. Buenos Aires: La Crujía, 2013.
PAGOLA, Lila. De mulheres e enciclopédias | formas de construir realidades e representações. In NATANSOHN, Graciela. Internet em código feminino. Teorias e práticas. Buenos Aires: La Crujía, 2013.
PAZ, Mônica. A divisão digital de gênero no movimento software livre do Brasil. In NATANSOHN, Graciela. Internet em código feminino. Teorias e práticas. Buenos Aires: La Crujía, 2013.
LIN, Yuwei. Dimensiones de Género en el desarrollo del Software libre (FLOSS http://www.liminar.com.ar/txt/generofloss.rtf
SCHWARTZ, Juliana; CASAGRANDE, Lindamir Salete; LESZCZYNSKI, Sonia Ana Charchut; CARVALHO, Marilia Gomes de. Mulheres na Informática: quais foram as pioneiras? In Cadernos Pagu, n.27, julio-dez. 2006, p.255-278. . Disponível em http://www.scielo.br/pdf/cpa/n27/32144.pdf
BUSTOS, Tania Pérez. Reflexiones sobre una etnografía feminista del Software Libre en Colombia. Rev. Estud. Fem.[online]. 2010, vol.18, n.2, pp. 385-405.

Módulo 2 – Professora Dra. Malu Fontes
Ementa do módulo 2:
A recirculação da informação jornalística nas redes sociais on line. Grupos vulneráveis e direitos humanos. Comunicação de massa e tecnologia da informação. Direito, justiça e redes sociais. Direitos humanos e ativismo online.

Objetivo geral do módulo:
O objetivo do segundo módulo da disciplina é discutir o embate que se dá nas redes sociais e nas páginas de comentários dos principais jornais brasileiros, entre o senso comum e os defensores dos direitos das minorias no que se refere a notícias envolvendo violência urbana, violência contra a mulher, aborto, homossexualidade, direitos humanos, sistema carcerário, pena de morte e direitos da infância e da adolescência. O módulo analisará o ambiente online como locus das relações entre os socialmente excluídos e as noções de justiça e direito.

Objetivos específicos do módulo:
• Abordar as manifestações de preconceito em ambiente online a partir dos estudos de autores voltados para questões envolvendo grupos vulneráveis.
• Abordar aspectos da legislação brasileira sobre ofensa e agressão moral nas redes sociais digitais e em ambiência online usando como recorte comentários de leitores dos jornais previamente selecionados.
• Cotejar as relações entre Direito, Justiça e Comunicação/Jornalismo na ambiência das redes sociais digitais com resgate de casos de repercussão nos últimos anos no Brasil.
• Abordar os aspectos subjetivos dos usos e apropriações das redes sociais digitais por parte dos usuários

Metodologia:
Leitura semanal orientada. Apresentação e análise de casos. Aulas expositivas e seminários de discussão de textos.
Avaliação do módulo:
Seminário: Apresentação e discussão de textos.
Opcional para este módulo – ou para o primeiro: elaboração de artigo científico.

Bibliografia preliminar
AGÊNCIA PATRÍCIA GALVÃO. Dados e fatos sobre violência contra as mulheres. Disponível em: <http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1975>. Acesso em: 15 jun. 2012.
BORRILO, Daniel. Homofobia: histórias e crítica de um preconceito. Belo Horizonte: Autêntica, 2010. 141p.
BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. 236p.
CANETTI, Elias. Massa e poder. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. 487p.
CEBRIÁN, Juan Luis. O pianista no bordel: jornalismo, democracia e as novas tecnologias. Rio de Janeiro: Objectiva, 2010.
Dalmonte, Edson; FONTES, Maria. O viés de classe e região adotado na cobertura de crimes familiares e de gênero no Brasil. In: XXXV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2012, Fortaleza. INTERCOM 2012. São Paulo: INTERCOM, 2012. v. 1. p. 1-15. Disponível em: <http://www.intercom.org.br/sis/2012/resumos/R7-1250-1.pdf>. Acesso em: 23 set. 2012.
FONTES, Maria Lucineide Andrade. O enquadramento do aborto na mídia impressa brasileira nas eleições 2010: a exclusão da saúde pública do debate. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 17, n. 7, July 2012a . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232012000700019&lng=en&nrm=iso>. Access on 01 Oct. 2012. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232012000700019.
FONTES, Maria. A abordagem do aborto na cobertura da campanha presidencial de 2010 pelo jornalismo impresso brasileiro. In: XXXV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2012, Fortaleza. INTERCOM 2012. São Paulo: INTERCOM, 2012. v. 1. p. 1-15. Disponível em: <http://www.intercom.org.br/sis/2012/resumos/R7-1376-1.pdf>. Acesso em: 20 set. 2012.
HUNT, Lynn. A invenção dos direitos humanos: uma história. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. 285p.
KEHL, Maria Rita. O veredicto de Geraldo Alckmin: Alckmin usa a mesma retórica dos matadores da ditadura. Folha de S. Paulo, S. Paulo, 16 set. 2012. Caderno Ilustríssima, p 06. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/1153816-maria-rita-kehl-alckmin-usa-a-mesma-retorica-dos-matadores-da-ditadura.shtml>. Acesso em: 16 set. 2012.
MANSO, Bruno Paes. ‘Quem não reagiu está vivo’, diz Fleury sobre o Carandiru. O Estado de S. Paulo, S. Paulo, 30 set. 2012. Caderno Metrópole, pp. C1, C4, C5. Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,quem-nao-reagiu-esta-vivo-diz-fleury-sobre-o-carandiru,938040,0.htm>. Acesso em: 30 set. 2012.
PÉCORA, Alcir. É o fim do mundo: cada Apocalipse esconde num bolsinho secreto o seu Milenarismo, a sua esperança de vida longa e renovada. Cult, n. 171, ano 15, ago. 2012, pp. 48-49. Disponível em: <http://revistacult.uol.com.br/home/2012/08/e-o-fim-do-mundo/>. Acesso em 02 set. 2012.
RAMOS, Roberto. Os sensacionalismos do sensacionalismo: uma leitura dos discursos midiáticos. Porto Alegre: Sulina, 2012.
SINGER, Suzana. Mostra a tua cara. Folha de S. Paulo, S. Paulo, 19 jun. 2011a. Ombudsman. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsma/om1906201101.htm>. Acesso em 30 out. 2011.
SINGER, Suzana. A mão pesada da edição. Folha de S. Paulo, S. Paulo, 11 set. 2011b. Ombudsman. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsma/om1109201101.htm>. Acesso em 12 set. 2011.
SINGER, Suzana. Manchete turbinada. Folha de S. Paulo, S. Paulo, 23 set. 2012. Ombudsman. Disponível em: <http://sergyovitro.blogspot.com.br/2012/09/manchete-turbinada-suzana-singer.html>. Acesso em 23 set. 2012.
SOARES, Luiz Eduardo Soares. Justiça: pensando alto sobre violência, crime e castigo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2011. 196p.
SONTAG, Susan. Diante da dor dos outros. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
SPIVAK, Gayatri. Pode o Subalterno Falar? Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.
TRIGO, Luciano. e-Massa e e-Poder: As redes sociais estão se tornando veículo para perigosos rituais de justiça sumária e linchamento virtual. g1.globo.com, Rio de Janeiro, 20 mai. 2012, Coluna Máquina de Escrever: um olhar crítico sobre literatura, cinema e artes plásticas. Disponível em: <http://g1.globo.com/platb/maquinadeescrever/2012/05/20/e-massa-e-e-poder/>. Acesso em: 21 mai. 2012.
VARJÃO, S. Micropoderes, macroviolências. Salvador: Edufba, 2008.
WAISELFISZ, J. J. Mapa da violência 2012: os novos padrões da violência homicida no Brasil. São Paulo: Instituto Sangari, 2011a. Disponível em: < http://mapadaviolencia.org.br/>. Acesso em: 09 jun. 2012.
WAISELFISZ, J. J. Mapa da violência 2012: caderno complementar 1 – homicídio de mulheres no Brasil. São Paulo: Instituto Sangari, 2011b. Disponível em: < http://mapadaviolencia.org.br/>. Acesso em: 09 jun. 2012.

COMA65 – PRÁTICAS DE ANÁLISE DE PRODUTOS E LINGUAGENS DA CULTURA MEDIÁTICA
QUINTAS-FEIRAS – 14h às 18h
PROFª. LIA DA FONSECA SEIXAS

Ementa:
Exame dos pressupostos e estratégias metodológicas das práticas de análise de produtos e/ou linguagens da cultura mediática (produtos e/ou linguagens televisivos, fotográficos, publicitários, fílmicos, jornalísticos).

Tema:
Reflexão epistemológica sobre o jornalismo. Jornalismo como acionamento de práticas discursivas para a compreensão da atualidade. Principais abordagens teóricas e conceitos fundamentais do jornalismo. Adequação de teorias para o estudo de objetos empíricos do campo jornalístico. Metodologias de análise de produtos jornalísticos.

Objetivos:
1. Construir uma reflexão epistemológica sobre o jornalismo;
2. Conhecer os conceitos fundamentais de jornalismo;
3. Conhecer e analisar as metodologias mais frequentes na análise de produtos jornalísticos;
4. Analisar produtos jornalísticos.
Metodologia:
O professor mesclará aula expositiva com seminário dos estudantes. A apresentação não será, entretanto, individual para seminário.
Avaliação:
• Seminários (em grupo, 30% da nota final);
• Artigo científico (individual, 70% da nota final).

Conteúdo Programático:
I Unidade – Bases conceituais para compreender jornalismo
• Jornalismo como instituição social (instituição e organização jornalística)
• Campo jornalístico (características e conceito de campo)
• Nascimento do jornalismo moderno
• Propriedades do jornalismo (periodicidade, atualidade, universalidade e publicização)
• Jornalismo como construção da realidade
• Interpretação no jornalismo
• Competências do jornalismo: seleção e hierarquização
• Rotina jornalística
• Critérios de Noticiabilidade
• Agendamento e enquadramento

II Unidade – Metodologias para análise de produtos jornalísticos
• Metodologias mais frequentes nos estudos atuais
• Pesquisa teórica, empírica e/ou aplicada
• Narratologia (Pragmática da narrativa)
• Análise de Conteúdo
• Análise do Discurso
• Estudo de caso
• Pesquisa participativa
• Sociologia do jornalismo
• Estudos Culturais
• Newsmaking

Bibliografia:
I Unidade
ALSINA, Miquel Rodrigo. A construção da notícia. Petrópolis: Vozes, pp. 17-52.
FRANCISCATO, J.C. A atualidade no jornalismo. Bases para sua delimitação teórica. Tese de doutorado. Slavador, 2003. Disponível em: http://poscom.tempsite.ws/wp-content/uploads/2011/05/Carlos-Eduardo-Franciscato.pdf
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II Unidade
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MACHADO, Elias. Limitações metodológicas na pesquisa em jornalismo. Um estudo dos trabalhos apresentados no GT de jornalismo da COMPÓS (2000-2005). Anais SBPJor. Disponível em: http://soac.bce.unb.br/index.php/ENPJor/XENPJOR/paper/viewFile/2146/216
MACHADO, E.; PALACIOS, M. Um modelo híbrido de pesquisa: a metodologia aplicada pelo GJOL. In: Lago, Claudia e Benetti, Marcia. (Org.). Metodologia de pesquisa em jornalismo. São Paulo: Paulus, 2006, v. 1, p. -.. Petrópolis: Vozes, 2007, p. 199-222. (Disponível também em: http://www.facom.ufba.br/jol/pdf/2007_palacios%20_elias_metodologia_GJOL.pdf).
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NEVEU, Erik. Sociologia do jornalismo. São Paulo, Loyola, 2006.
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VAN DIJK, Teun. La notícia como discurso. Comprensin, estructura y produccuión de la información. Barcelona: Paidós, 1990.
ZELIZER, Barbie. Taking journalism seriously. London: Routledge, 2004.