Conferência – História(s) do cinema de Jean-Luc Godard: uma arte do caos e da cacofonia*

Quinta-feira, dia 28, a partir das 14h30
Grupo Nanook – Póscom – Facom

 

Céline Scemama
Université de Paris 1 – Panthéon-Sorbonne

Desde seu primeiro longa-metragem, Acossado (1959), Jean-Luc Godard não cessou de experimentar as possibilidades do cinema. Seu trabalho sobre a banda sonora já foi mencionado, e recentemente de forma mais aprofundada também sobre a música[i], mas esta questão continua ainda pouco estudada com relação à importância que ela tem em sua obra. Reconhecemos um filme de Godard tanto por sua marca visual quanto sonora. E isso é essencial. Em História(s) do cinema (1988-1998), o filme monumental que abre a última parte da obra de Godard, o trabalho sobre a composição sonora atinge seu paroxismo. Para o seminário de pesquisa ao qual eu tive a honra de ser convidada no dia 28 de agosto no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas (UFBA), estudarei alguns trechos significativos do filme para mostrar o poder poético e discursivo que Godard dá à banda sonora em suas composições audiovisuais. Estudarei em particular uma passagem dedicada ao neo-realismo italiano no qual Godard propõe um raciocínio audiovisual de uma delicadeza extraordinária.

[1] Juerg Stenzl, Jean-Luc Godard musicien: Die Musik in den Filmen von Jean-Luc Godard, Text und Kritik, 2010.

 

*Conferência em inglês